Fôrmas e escoramentos ganham confiabilidade

Fôrmas e escoramentos ganham confiabilidade

Fôrmas e escoramentos ganham confiabilidade 150 150 Cimento Itambé

Norma que recentemente entrou em vigor tende a padronizar uma importante etapa da construção

Fernando Rodrigues, coordenador da ABNT: objetivo da NBR 15696 é minimizar acidentes e retrabalhos em obras

Fernando Rodrigues, coordenador da ABNT: objetivo da NBR 15696 é minimizar acidentes e retrabalhos em obras

Desde 15 de maio deste ano está em vigor a NBR 15696 – Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto – Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos. A norma define os procedimentos para todos os tipos de fôrmas, como as de madeira, aço e alumínio. Um de seus méritos é a padronização de critérios de cálculo, de ensaios e de equipamentos.

Além disso, segundo o coordenador da Comissão de Estudos de Fôrmas e Escoramentos do CB-02 (Comitê Brasileiro de Construção Civil) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), Fernando Rodrigues, a nova norma tende a alavancar esta etapa da construção. “O fato de o setor ter uma norma específica leva os construtores a agregarem técnica e os consumidores a confiarem mais nos processos e empresas que seguem essa norma”, avalia.

A NBR 15696 mudará o status das fôrmas e escoramentos dentro de uma obra. “Esse tema sempre foi tratado sem a técnica necessária de cálculos e procedimentos e, como conseqüência, uma das maiores causas de acidentes em obras”, diz Fernando Rodrigues, que explica que a norma se fazia necessária porque o concreto moldado “in loco” é o sistema mais utilizado no Brasil, por sua flexibilidade e facilidade de execução.

O coordenador da ABNT também esclarece que a norma não veta os sistemas de fôrmas que já tenham sido ou que venham a ser importados. “A NBR 15696 fixa os procedimentos e condições mínimas a serem obedecidas na execução de estruturas de fôrmas e escoramentos, e isso não tem o intuito de restringir nenhum tipo de solução técnica ou de equipamentos. O objetivo é minimizar ao máximo acidentes e retrabalhos em obras”, completa.

A norma também não tem incumbência de influenciar a respeito dos materiais das fôrmas, alumínio, plástico ou madeira, por exemplo. “A norma não tem esse poder nem o direito de indicar a solução A ou B, pois as variáveis e disponibilidades dentro de cada obra são muitas e a melhor opção deve ser estudada caso a caso”, afirma Fernando Rodrigues.

Histórico

O debate em torno da criação da NBR 15696 iniciou-se em 2003, devido a uma demanda de padronização de processos, cálculos, procedimentos e projetos de fôrmas e escoramentos levantados pela ABRASFE (Associação das Empresas de Sistemas de Fôrmas e Escoramentos). Desde então o comitê técnico da ABRASFE trabalhou para fazer um esboço do que seria a primeira norma de fôrmas e escoramentos e, em 2006, foi instalada, dentro do CB-2 da ABNT, uma comissão de estudos para implementar a norma junto a todos os setores envolvidos da construção civil, dentre eles consumidores (construtoras), neutros (universidades e laboratórios) e produtores (fabricantes).

Texto complementar
Para saber como é elaborada uma Norma Brasileira, acesse o link:
http://cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/categoria/normas-abnt/

Email do entrevistado: Fernando Rodrigues: fsantos@ulma.com.br

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

22 de junho de 2009

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