ENIC coloca Minha Casa Minha Vida na pauta das eleições

ENIC 2014: evento aconteceu no final de maio e arrancou comprometimento dos presidenciáveis

ENIC coloca Minha Casa Minha Vida na pauta das eleições

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O 86° Encontro Nacional da Indústria da Construção, que ocorreu em Goiânia, levou reivindicações do setor a candidatos à presidência da República

Por: Altair Santos

Alocação insuficiente de recursos, atrasos nos repasses para as construtoras e dificuldade de articular ações com as concessionárias de água, energia, esgoto e telefonia. Estes são os gargalos que têm feito o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) perder a corrida para o déficit habitacional, principalmente no que diz respeito à construção de habitações de interesse social. Para dar respaldo ao MCMV, a Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC) promoveu no 86° Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) um debate entre presidenciáveis, com foco exclusivo no programa habitacional.

ENIC 2014: evento aconteceu no final de maio e arrancou comprometimento dos presidenciáveis

Recheado de propostas e questionamentos, o debate, que ocorreu em Goiânia-GO, foi dividido em três momentos e acompanhado por representantes dos três principais candidatos à presidência da República. O secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana de Minas Gerais, Alencar Santos Viana Filho, representou Aécio Neves (PSDB). A presidente Dilma Rousseff (PT) esteve no evento e o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi representado pelo assessor de campanha Maurício Rands.

A principal reivindicação do setor da construção civil para os presidenciáveis é que o Minha Casa Minha Vida passe a ser tratado como programa de Estado e não como política de partido. Uma das preocupações é que o MCMV sofra com perda de credibilidade e desperdice as conquistas obtidas até o final do ano passado. Entre 2009 e 2013, o plano habitacional foi o responsável pela criação direta de 1,2 milhão de empregos formais, o que corresponde a 17% de tudo que foi gerado na economia nacional. “A economia como um todo cresceu, e cresceu formalizando. O grande mérito do programa foi esse: aliar interesse de retomada do crescimento econômico com uma política social e ainda formalizando a atividade”, expôs a economista e coordenadora de Projetos da Construção da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo.

Compromissos
Um documento com as principais reivindicações do setor e os pontos mais debatidos no 86º ENIC foi encaminhado aos presidenciáveis que disputam a eleição de outubro. “É a nossa contribuição para os respectivos programas de governo”, destaca o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão. Dilma e o representante de Eduardo Campos defenderam a manutenção da política de subsídios aos moradores de renda mais baixa. “O Minha Casa Minha Vida depende de vontade política para existir. Sem subsídios, ele não existe. A equação valor do imóvel e salário das famílias das classes mais baixas não batem. Por isso, o governo aporta recursos no programa para fechar essa equação. É o programa federal no qual gastamos os maiores valores com subsídios”, afirmou a presidente.

Da parte de Eduardo Campos, foi assumido o compromisso de entregar, em quatro anos, quatro milhões de residências por meio do MCMV. “Nós vamos fazer constar no nosso Plano Plurianual esta meta. Isso é possível porque o Brasil foi aprendendo. Agora é hora de ousar e passar para os quatro milhões, garantir o subsídio. Esse é um programa que veio para ficar e deve ser um programa de Estado”, defende Maurício Rands.

O presidenciável Aécio Neves, através de seu representante, Alencar Santos Viana Filho, não quis estabelecer compromissos. Apenas reconheceu a importância do programa para o Brasil. O Minha Casa Minha Vida, lançado em 2009, subsidia até 95% do valor do imóvel na faixa de renda de quem recebe de 1 a 3 salários mínimos (faixa 1). O déficit habitacional nessa faixa de renda é de 3,85 milhões de residências, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Entrevistado
Com informações da assessoria de imprensa do 86º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), realizado de 21 a 23 de maio de 2014 em Goiânia-GO
Contato: www.enic.org.br/contato

Crédito Foto: Sílvio Simões/ENIC

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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