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Mercado vai exigir engenheiros-empreendedores em 2015

Qualificação Profissional, Universidade e Pesquisa 29 de janeiro de 2015

Ainda que setor experimente desaquecimento, consultoria entende que empresas absorverão profissionais com especialidades e domínio de tecnologias

Por: Altair Santos

Todo ano que começa leva a uma pergunta inevitável: quais profissões estarão em alta? Para respondê-la, a Innovia Training & Consulting organizou ranking de profissões e especialidades que devem obter bons resultados em 2015. O levantamento aponta que o segmento da engenharia civil, que entre 2008 e 2014 despontou com uma das qualificações com mercado ascendente, tende a desaquecer. Por dois motivos: o momento econômico do Brasil e a operação Lava Jato, que paralisou as principais empreiteiras do país. “Sem dúvida, causou reflexo negativo no setor. Não na credibilidade da profissão, mas no mercado”, avalia Ricardo M. Barbosa, diretor-executivo da consultoria, antevendo que o engenheiro civil que quiser se destacar deverá realçar seu perfil empreendedor.

Ricardo M. Barbosa: engenharia civil está longe de enfrentar um vácuo de mercado como ocorreu nos anos 1980 e 1990

Contudo, o consultor faz um alerta: “Ao mesmo tempo em que o empreendedorismo é o caminho mais rápido para o sucesso, também pode ocasionar facilmente a falência. Por isso, para quem deseja atuar como empreendedor é necessário preparo”. Dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, realizada anualmente em parceria entre Sebrae e o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), revela que a cada ano são criados mais de 1,2 milhão de novos empreendimentos formais no Brasil. Desse montante, 99% são micro e pequenas empresas, que sozinhas são responsáveis por mais de 60% dos postos de trabalho com carteira assinada. Apesar da relevância econômica e social, os primeiros anos de vida dessas empresas são os mais críticos. Muitas delas não completam cinco anos de existência.

Visionário e líder
De acordo com a Innovia Training & Consulting, os cinco pontos que definem um empreendedor são: 1) Iniciar um novo negócio ou projeto; 2) Observar o cotidiano das pessoas e notar necessidades ainda não exploradas; 3) Sair na frente de outros e realizar algo interessante; 4) Transformar sonhos em realidade; 5) Assumir riscos e fazer acontecer. No entanto, Ricardo M. Barbosa ressalta que um colaborador de uma empresa pode ter também uma atitude empreendedora. “O empreendedor é visionário e líder. Ele está à frente das ações a serem tomadas em uma empresa. Assim, com certeza, terá uma visibilidade maior que os demais colaboradores. Se souber utilizar isso de forma positiva, terá sucesso profissional”, diz, referindo-se a engenheiros que buscam o empreendedorismo.

A consultoria avalia que os conselhos valem para quem busca criar startups. “A palavra da moda agora é startup. Mas isso não faz com que essas empresas tenham compromissos diferentes das demais. Assim, o mercado será promissor às startups desde que elas tenham boas ideias e tenha qualidade para aplicá-las”, ressalta Ricardo M. Barbosa, para quem a engenharia civil, apesar de cenário menos favorável de anos anteriores, não corre o risco de voltar a viver um vácuo de oportunidades como o experimentado nos anos 1980 e 1990, quando muitos profissionais da área migraram para o mercado financeiro. “O momento do Brasil requer engenheiros, pois o país precisa de obras de infraestrutura. Mas creio que o mercado exigirá profissionais com cada vez mais especialidades e com domínio de tecnologias”, completa.

Áreas cotadas para obter sucesso em 2015

Gerência Financeira: a necessidade das empresas reduzirem custos e aumentar a rentabilidade é praticamente obrigatória. Isso faz com que seja crescente a procura de profissionais com capacidade de gerenciamento financeiro, para um posicionamento estratégico.

Controladoria:
em período de crise, dispor de dados e saber utilizá-los é fundamental. Assim, o papel do controller, que é quem garante a qualidade das informações e sua adequada utilização, torna-se estratégico nos negócios.

Advocacia empresarial:
ramos específicos da advocacia, como trabalhista e tributário, devem se valorizar. Há a necessidade de uma melhor estratégia perante impostos e para se evitar problemas relacionados com funcionários, principalmente em caso de demissões.

Empreendedorismo: períodos de dificuldades são marcados pelo aumento de pessoas que prospectam novos negócios. Assim, áreas que auxiliam esses novos empreendedores, como coaching e consultorias, devem crescer.

Marketing digital: é uma área ainda pouco explorada, e que cada vez mais demonstra ter fundamental importância para as empresas. Seja em relação a sites ou otimização de redes sociais. Os consumidores utilizam mais que nunca a internet para adquirir produtos e serviços, e esses profissionais são essenciais.

Contabilidade e consultorias contábeis: a complexidade tributária e trabalhista do país, em conjunto com a falta de mão de obra qualificada, tem como reflexo o crescimento da procura por contadores e contabilistas. O país necessita de profissionais responsáveis por administrar impostos e taxas.

Recursos humanos: a escassez de profissionais qualificados em diversas áreas de atuação faz com que o profissional de recursos humanos que pense de forma estratégica se torne primordial. Ele busca alternativas no mercado de trabalho e opções de qualificações para os contratados.

Tecnologia da Informação: esse profissional já esteve mais em alta, chegando a ser supervalorizado, porém a necessidade das empresas em melhorar a produtividade torna a TI imprescindível.

Entrevistado
Ricardo M. Barbosa, diretor-executivo da Innovia Training & Consulting, graduado em engenharia de produção, com várias especializações, e professor de programas de pós-graduação.
Contato: contato@innovia.com.br

Crédito fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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