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Ciclovias se espalham pelo mundo, e preferem concreto

Área Técnica, Sobre Cimento, Sobre Concreto 25 de fevereiro de 2016

Opção pela bicicleta faz prefeituras investirem em novos projetos de mobilidade, priorizando pavimentos de longa duração e que se distingam do asfalto

Por: Altair Santos

Protagonista de novos sistemas de mobilidade urbana, a bicicleta impulsiona o crescimento da malha de ciclovias em todo o mundo. Na Holanda, onde pedalar é tradição secular, as vias exclusivas para veículo em duas rodas já se estendem por 20 mil quilômetros. Em Barcelona, na Espanha, o trecho urbano tem 150 quilômetros de ciclovias. Berlim, na Alemanha, conta com uma ramificação de ciclovias que chega a 650 quilômetros.

Ciclovia em Buenos Aires: 70 quilômetros de trechos em concreto, para incentivar uso da bicicleta

Ciclovia em Buenos Aires: 70 quilômetros de trechos em concreto, para incentivar uso da bicicleta

Na América do Sul, Bogotá, na Colômbia, e Buenos Aires, na Argentina, destacam-se. Uma pela extensão (300 quilômetros); outra pela qualidade do pavimento ao longo de 70 quilômetros de ciclovia. O concreto acompanha esse novo componente da mobilidade urbana. Em boa parte das novas ciclovias inauguradas recentemente, o pavimento rígido predomina sobre o asfalto. Por dois motivos: a ciclovia em concreto consegue criar um contraste com o asfalto (branco e preto), o que ajuda a delimitar as faixas para carros e para bicicletas.

Outra razão é a luminosidade. O concreto reflete melhor a luz solar e também a luz artificial, o que melhora a segurança dos ciclistas. Sem contar que pode ser pintado de outras cores ou receber pigmentação durante o processo de produção. “O concreto nas ciclovias oferece maior durabilidade, viabilidade econômica e segurança, devido aos menores riscos de aquaplanagem e surgimento de buracos na pista, além de facilitar na sinalização e percepção por parte dos motoristas e pedestres”, diz o holandês Warner Vonk.

Disputa entre Rio e Brasília

Ciclovia Tim Maia: um dos projetos de mobilidade urbana do Rio de Janeiro para as olimpíadas

Ciclovia Tim Maia: um dos projetos de mobilidade urbana do Rio de Janeiro para as olimpíadas

Engenheiro civil com formação na Universidade de Twente, na Holanda, Wonk foi contratado pela prefeitura do Rio de Janeiro para fazer o planejamento cicloviário da cidade, além de outros municípios, como Resende-RJ, Mesquita-RJ, Fortaleza-CE, Florianópolis-SC e Blumenau-SC – sempre optando pelas faixas em concreto. Um dos mais recentes trabalhos em que esteve envolvido foi o projeto da ciclovia Tim Maia, que margeia a Avenida Niemeyer, no Rio, e faz parte do planejamento da cidade para os jogos olímpicos.

Com a obra, toda em concreto, o Rio de Janeiro passou a ter a maior malha cicloviária urbana da América Latina, com 438,9 quilômetros. O objetivo é de que até agosto, quando começam as olimpíadas, o número suba para 450 quilômetros. A capital fluminense, no entanto, pode perder o título de “cidade sul-americana das ciclovias” para Brasília. O plano cicloviário do Distrito Federal prevê 600 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas, com prioridade para o concreto. Até a Copa do Mundo de 2014, porém, apenas 61 quilômetros do projeto foram viabilizados.

O crescimento da malha de ciclovias já levou a indústria de equipamentos para a construção civil a projetar máquinas exclusivas para esse segmento. Entre elas, extrusoras que pavimentam in loco a faixa para bicicletas. A vantagem é que o equipamento elimina ondulações, cria um gripping adequado para veículos de duas rodas e permite uma execução mais rápida do projeto. Uma ciclovia em concreto, construída adequadamente, pode durar até 20 anos praticamente sem manutenção.

Faixa exclusiva para bicicletas no Distrito Federal: pretensão de Brasília é ser a capital sul-americana das ciclovias

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Entrevistado
Engenheiro civil Warner Vonk, sócio-fundador IFluxo e consultor da IC-E (Interface for Cycling Expertise)
Contatos
info@ifluxo.com.br
warner@ifluxo.com.br

Créditos Fotos: Divulgação/Prefeitura de Buenos Aires/Prefeitura do Rio de Janeiro/Governo do DF

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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