Cbic espera regras claras para construção crescer em 2014

Atraso em concessões de rodovias prejudicou investimentos voltados à construção civil em 2013

Cbic espera regras claras para construção crescer em 2014

Cbic espera regras claras para construção crescer em 2014 872 623 Cimento Itambé

Previsão de que PIB do setor chegaria a 4% em 2013 foi frustrada. Um dos motivos é a insegurança para se investir em obras de infraestrutura no país

Por: Altair Santos

Apenas no final de 2013 é que o governo federal conseguiu atrair investidores para as concessões de rodovias que foram a leilão. Entre os receios do setor privado estava o que foi definido como “risco Dnit“, ou seja, o medo de que o organismo deixasse de cumprir sua parte em algumas obras rodoviárias, de acordo com o que preveem as licitações. Foram necessários ajustes, retardando obras e impactando no PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil.

Atraso em concessões de rodovias prejudicou investimentos voltados à construção civil em 2013

As estimativas de organismos como a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) eram de que o setor crescesse até 4% no ano passado, mas as previsões foram caindo – muito por conta dos atrasos nas obras de infraestrutura – até chegar ao patamar de 2% (abaixo, inclusive, da previsão do PIB nacional, que deve ser de 2,5%).

Para o vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins, são necessárias regras claras para que o país consiga viabilizar as obras de que tanto precisa para romper os gargalos que atrapalham seu crescimento. “A economia não correu como a gente queria e isso causou impacto no setor. Quando a economia não anda na velocidade que se imagina, o investimento privado também não anda. O risco tem um custo. Quando se faz uma concessão, se ele existir vai ser precificado”, avaliou em entrevista coletiva, no final de novembro de 2013, durante balanço anual da CBIC.

A CBIC também atribuiu o desempenho da construção civil abaixo do esperado, no ano passado, ao fato de as construtoras vinculadas ao setor imobiliário terem vendido mais unidades que estavam no estoque do que lançado novos empreendimentos. Além disso, o fato de o governo federal não sinalizar que pretende transformar o programa Minha Casa Minha Vida em uma política de estado também inibiu investimentos.

Mas, apesar dos percalços, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção se posiciona com otimismo para 2014. A CBIC estima que o setor crescerá 4% neste ano e que, com as arestas aparadas, o pacote de concessões poderá gerar cerca de R$ 500 bilhões em investimentos. Pelo menos quanto ao “risco Dnit“, o governo federal garante que ele não existe. “Estamos dando total garantia de que o Dnit vai concluir as obras previstas em cinco anos. Caso não venha a concluir, [a solução] seria dar equilíbrio econômico e financeiro de tal forma que não haja prejuízo para o concessionário”, diz o ministro dos transportes, César Borges.

Entrevistado
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) (via assessoria de imprensa)
Contato: comunica@cbic.org.br

Crédito Foto: Agência CNT

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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