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Casa moldada “in loco” desencadeia franquia

Gestão, Gestão de Obras, Mercado da Construção 13 de fevereiro de 2014

Norma para paredes de concreto permite reconhecimento do sistema construtivo e sua adaptação para a produção em larga escala

Por: Altair Santos

Montagem do gabarito é feita junto com instalações sanitárias

Publicada em maio de 2012, a ABNT NBR 16055:2012 (Parede de concreto moldada “in loco” para a construção de edificações – Requisitos e Procedimentos) tinha a intenção de popularizar a tecnologia. Agora reconhecido pelo Sistema Nacional de Aprovações Técnicas (Sinat), e com possibilidade de obter financiamento da Caixa Econômica Federal, o sistema construtivo ganhou o impulso de que precisava. A ponto de viabilizar a primeira franquia de construção de casas no Brasil. O modelo de concessão de venda permite erguer habitações em concreto moldado “in loco”, com fôrmas modulares de resina plástica. É assim que a Concre House já construiu 20 mil m² só no estado de São Paulo.

Para permitir que o sistema construtivo de paredes de concreto moldadas “in loco” fosse viável para o uso em franquias, o arquiteto Cláudio Barcellos, junto com a Universidade Sul– Riograndense, desenvolveu fôrmas modulares de resina plástica. Reutilizáveis, os equipamentos reduzem o risco de erro na montagem e geram menos entulhos e resíduos poluentes. Além disso, permitem redução de custo e suportam a aplicação de concreto com resistência final de 25 MPa, elaborado especificamente para a aplicação nas fôrmas.  “Um sobrado de 60 m² utiliza 29 m³ de concreto, incluindo a fundação radier, paredes e lajes”, explica Cláudio Barcellos.

Radier recebe concreto com resistência final de 25 MPa

Uma casa da franquia é erguida em duas semanas e finalizada em cinco semanas. Toda a tubulação elétrica e hidráulica é embutida no processo construtivo. Após a retirada das fôrmas, a construção fica com um aspecto monolítico de concreto, podendo receber acabamento final com textura colorida ou massa fina internamente e externamente nas paredes e no teto, e com cerâmicas nas áreas frias. A Concre House fiscaliza seus franqueados através de um software de gestão de obras e do acompanhamento de consultores de campo. Além disso, há o suporte de uma equipe de engenheiros civis. Atualmente, a franquia atua apenas em São Paulo. Em 2014, a meta é abrir dez unidades em outros estados.

Para se associar à Concre House, o franqueado precisa de um investimento mínimo de R$ 230 mil. O empreendedor não necessita ser graduado em engenharia civil, mas exige-se que tenha técnicos em edificação em seu quadro de funcionários. Além disso, ele recebe manuais de procedimento e os kits para a construção das casas. As ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica) são assinadas por engenheiros civis contratados pela franquia, assim como o acompanhamento da obra. “A franquia dá todo o suporte de engenharia”, afirma Cláudio Barcellos.

Instalações elétricas e hidráulicas são acopladas às fôrmas modulares de resina plástica

A construção das casas passam por sete etapas:

1) Montagem de gabarito, abertura e fechamento de esgoto e efluentes, com colocação de caixas de inspeção.

2) Concretagem do radier e execução de contrapiso.

3) Marcação, montagem de kits e dos elementos elétricos e hidráulicos dentro das fôrmas, além de concretagem e desmontagem das fôrmas de paredes e lajes.

4) Montagem da estrutura do telhado, colocação de telhas e acabamento elétrico.

5) Colocação dos revestimentos: massa lisa, piso cerâmico, rodapé cerâmico, azulejos, textura externa e forros em gesso.

6) Colocação de esquadrias, louças e metais.

7) Pintura interna e externa.

Casas ficam com aspecto de concreto monolítico

Entrevistado
Arquiteto Cláudio Barcellos, idealizador do sistema construtivo usado pela Concre House.
Contato: contato@concrehouse.com.br

Créditos Fotos: Divulgação/Concre House

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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