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Brasil é "Top Five" em construções sustentáveis

Construção Sustentável, Gestão, Mercado da Construção, Sustentabilidade 28 de junho de 2012
Queda no custo de “prédios verdes” faz país ficar atrás apenas de Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos
Por: Altair Santos

Apesar de o conceito de construção sustentável ter chegado ao Brasil em 2004, apenas a partir de 2007 é que as edificações denominadas de “prédios verdes” efetivamente começaram a ser viabilizadas no país. Passados cinco anos, esse mercado encontra-se plenamente aquecido dentro do setor imobiliário. A ponto de o Brasil ocupar atualmente a 4ª posição no ranking mundial de construções sustentáveis, de acordo com o Green Building Council (GBC).

Marcos Casado, da GBC Brasil: 43% dos empreendimentos certificados são edifícios comerciais.

Segundo o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado, o país tem hoje 53 empreendimentos já certificados e outros 473 em processo de certificação. A lista leva em consideração apenas os empreendimentos certificados com o selo LEED™ (Leadership in Energy and Environmental Design). Se forem contabilizadas outras certificações, como o Aqua, já chegam a 91 os “prédios verdes” em operação no Brasil. Quase metade (43%) destas edificações são construções voltadas para empreendimentos comerciais.

Em número de certificações, o Brasil posiciona-se atrás de Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis; China, com 869, e Emirados Árabes Unidos, com 767. Marcos Casado explica por que os EUA estão tão à frente dos demais países.

“Eles começaram o movimento de construções sustentáveis 15 anos antes. Mas há cinco anos, os processos de certificação no Brasil quase equivalem aos dos Estados Unidos. Acreditamos que, após a conferência Rio+20 e os eventos Copa do Mundo e Olimpíadas, o país irá avançar ainda mais no ranking”, prevê.

Outra perspectiva de que os “prédios verdes” proliferem no país está relacionado à queda no custo da construção deste tipo de edificação. “Quando iniciamos a operação do GBC no Brasil, o custo de uma obra certificada era 30% maior que de uma obra convencional. Hoje, o mesmo empreendimento já pode ser construído com um custo adicional de 1% a 7%. Esse investimento inicial maior é facilmente recuperado com a redução dos custos operacionais durante toda a vida útil do prédio”, destaca Marcos Casado.

Percebe-se também que os fornecedores de material de construção estão mais atentos a colocar no mercado produtos com maior comprometimento ambiental. Isso também ajudou a baratear as construções sustentáveis. “Hoje, os grandes fabricantes trouxeram para nosso mercado produtos que eram vendidos na Europa e nos Estados Unidos. O mesmo acontece com outros setores da cadeia produtiva da construção civil, como cimento, vidro e iluminação. Todos estão buscando desenvolver produtos e tecnologias de menor impacto”, ressalta o gerente técnico da GBC Brasil.

Outro fator determinante é a proliferação de construtoras envolvidas com o conceito de “prédio verde“. Atualmente, quase todas as empresas que buscam financiamento na Caixa Econômica Federal precisam apresentar projetos que contemplem o menor consumo de energia, o aproveitamento de águas pluviais e conceitos termoacústicos. O próprio banco dispõe de uma certificação para a construção sustentável: o selo Azul. Além disso, o GBC Brasil oferece treinamento às construtoras que aderirem ao conceito de “prédio verde“. “Investir em sustentabilidade, além de reduzir os impactos ambientais, garante retorno financeiro e melhora a imagem das empresas engajadas. Por isso, cresce a adesão”, finaliza Marcos Casado.

Entrevistado
Marcos Casado, gerente técnico do Green Building Council Brasil
Currículo
– Graduado em engenharia civil pelo Universidade Mogi das Cruzes (UMC) com especialização em administração e gestão ambiental
– Atualmente  é gerente técnico do Green Building Council Brasil, onde dissemina o conceito da construção sustentável e da certificação LEED em todo o país
– Também coordena cursos de pós-graduação do GBCB e é professor do curso de MBA  em construção sustentável do Green Building Council Brasil
Contato: mcasado@gbcbrasil.org.br

Créditos foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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