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Ascensão profissional passa pelo traquejo social

Comportamento e Carreira, Gestão, Mercado da Construção 29 de maio de 2013

Quem estabelece bom ambiente no trabalho valoriza suas qualificações e ajuda na criação de um amplo networking, diz especialista

Por: Altair Santos

Saber conviver com pessoas de idades diversas, opções religiosas distintas, culturas, hábitos e opções sexuais diferentes são alguns desafios enfrentados atualmente pelos colaboradores. O ambiente corporativo também exige a compreensão dos limites, dos direitos e dos deveres de líderes e liderados, empresários e empregados. Tratam-se de situações que hoje fazem parte do dia a dia das empresas, e que só se acomodam se houver traquejo social. “Nesse cenário heterogêneo dentro das Companhias, é preciso saber conviver com as diferenças de forma civilizada”, diz Silmara Leite Ribeiro Santos, especialista em etiqueta corporativa e social.

Silmara Leite Ribeiro Santos: a base do traquejo social é o respeito.

É por isso que, além da qualificação, o traquejo social tornou-se decisivo para o sucesso profissional dentro de uma corporação. “De nada adianta um colaborador ser extremamente qualificado tecnicamente, ter estudado nas melhores universidades, se não tiver um bom relacionamento com os demais colaboradores “, reforça Silmara Leite, avaliando que o profissional que domina exemplarmente seu ofício, mas não tem traquejo social, corre o risco de ser superado por um que equilibre desempenho com boas relações na empresa. “Sempre prevalece o profissional que tenha bom relacionamento e competência técnica”, completa.

Usar o traquejo social para relacionar-se faz , muitas vezes, que ele seja confundido com networking. “Na verdade, ambos se complementam. Ter educação e respeitar a opinião alheia, mesmo que não concorde com ela, são exemplos de traquejo social. Networking é a rede de contatos que o profissional possui. Traquejo social é a forma como esta rede é tratada”, ensina, lembrando que boa parte das reclamações trabalhistas que vão parar nos tribunais nascem da falta de traquejo social. “A base do traquejo social é o respeito. Sem ele, vem a intolerância e isso contamina o ambiente corporativo, gerando processos”, explica.

Silmara Leite reforça que, também no canteiro de obras, deve prevalecer o traquejo social. “Por que não cumprimentar o trabalhador num canteiro de obras? Ele está exercendo sua função como qualquer outro colaborador. Por que não agradecer pelo serviço executado? Educação é universal”, alerta, tocando num ponto que reflete, inclusive, na produtividade da obra. “Muitos colaboradores da construção civil precisam migrar em busca de melhores oportunidades de trabalho. A distância da cidade natal, e dos familiares, dificulta a adaptação no ambiente de trabalho. Se este for mais receptivo e acolhedor, o indivíduo certamente se sentirá mais confortável e a produtividade tenderá a melhorar”, complementa.

A especialista em etiqueta corporativa e social também destaca que os canteiros de obras ganharam um novo componente que exige traquejo social, que são as mulheres. “Saber respeitar e conviver com elas é imprescindível. Isto é ter traquejo, que é uma ferramenta que se estende também ao varejo da construção civil, tanto na venda de materiais de construção quanto de imóveis. Quem atua nestas áreas, seja homem ou mulher, precisa saber receber o cliente ou o fornecedor e escutá-lo de modo atencioso. Certamente, o traquejo social vai ajudar o vendedor a perceber o que o cliente realmente precisa. Isto é demonstração de educação e empatia”, ressalta, finalizando: “Profissionais bem treinados, qualificados e com competência comportamental adequada aos cargos que ocupam irão agregar valor à marca. Imagem pessoal e imagem profissional estão cada vez mais interligadas.”

Dicas para aprimorar o traquejo social

Comportamento
– Autocontrole;
– Capacidade de conviver com as diferenças;
– Capacidade de influenciar;
– Forma de lidar com as dificuldades do dia a dia;
– Arrojo para contribuir e colocar em prática novos planos e ideias;
– Postura adequada ao usar a internet, especialmente redes sociais;
– Comportamento apropriado ao receber visitantes, participar de reuniões, viagens de negócios e eventos empresariais.

Imagem

– Cuidados com vestuário, higiene, comunicação oral e escrita também contam pontos. Se não forem levados a sério, podem impedir uma contratação ou prejudicar uma ascensão profissional.

Entrevistada
Silmara Leite Ribeiro Santos, especialista em etiqueta corporativa e social
Currículo
– Silmara Leite Ribeiro Santos é formada em administração, com ênfase em marketing e pós-graduada em finanças, pela Unifae
– Acumulou vasta experiência corporativa no mercado financeiro, com passagens por corretoras de valores, bancos de varejo e holdings
– Especialista em etiqueta, é professora e coordenadora do curso de etiqueta social e corporativa do Centro Europeu e professora convidada na disciplina de etiqueta no curso full marketing da mesma instituição
– É também professora de etiqueta da Casablanca Escola de Modelos e Atores
– Dirige a Pitacos Marketing e Eventos
Contato: www.pitacosdasil.com.brsandrasantosjornalistabr@gmail.com
Créditos foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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