Construtoras passam a processar resíduos da construção
Empresas utilizam produtos recicláveis em suas obras e transformam coleta, separação e transformação de entulhos em um novo nicho de negócio
Empresas utilizam produtos recicláveis em suas obras e transformam coleta, separação e transformação de entulhos em um novo nicho de negócio
Por: Altair Santos
Elementos de concreto não-estruturante, fabricados a partir de resíduos da construção civil, estão cada vez mais frequentes nos canteiros de obras. A novidade é que as construtoras passaram a atuar no processo de reciclagem destes materiais. Empreiteiras de maior porte enxergaram até um novo nicho de negócio. Como a Odebrecht, que criou uma unidade que transforma entulhos em agregados reciclados. A UVR Grajaú, localizada na região metropolitana de São Paulo, é a maior central de tratamento da América Latina. Tem capacidade para triturar, separar, classificar e armazenar cerca de 40 mil toneladas por mês, transformando entulhos em insumos.

A Odebrecht Ambiental é quem faz a gestão da UVR (Unidade de Valorização de Resíduos da Construção Civil). A coleta dos entulhos não é realizada diretamente nas construções. A captação se dá por meio da operação de um aterro licenciado, que funciona ao lado da recicladora de Grajaú, onde são recebidos materiais de clientes públicos e privados para tratamento e beneficiamento. Os agregados são destinados a obras de infraestrutura, como pavimentação, guias e sarjetas, recomposição de pátios de estacionamento e calçamento, além de serem encaminhados para obras civis em forma de artefatos de cimento, como pisos intertravados, blocos de alvenaria e muros de fechamento.
Faltam marcos legais
No Brasil, não há normalização para o uso de insumos reciclados na produção de concreto estruturante. Por isso, a Odebrecht Ambiental e outras construtoras que atuam no reaproveitamento de entulhos avaliam que é preciso fortalecer os marcos legais do setor, para que ele possa expandir. “Temos planos para implantar novas Unidades de Valorização de Resíduos, mas isso só ocorrerá de acordo com a resposta do mercado e do fortalecimento dos marcos legais para o uso de insumos reciclados na construção civil”, diz a empresa, através de sua assessoria de imprensa. Atualmente, duas normas técnicas, além da Resolução nº 307 do CONAMA, estabelecem procedimentos para o uso de agregados reciclados: ABNT NBR 15115 e ABNT NBR 15116 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil.

Mesmo construtoras que ainda não utilizam agregados reciclados em suas obras já estão comprometidas em selecionar os entulhos e encaminhá-los para reaproveitamento. É o caso da CMO, de Goiânia, que adotou uma política de separação dos resíduos. “Separamos os materiais recicláveis por classes e destinamos para as empresas habilitadas, responsáveis pelo reaproveitamento e pelo reprocessamento”, explica a gerente de planejamento da CMO Construtora, Mariana Cátima Queiroz e Silva. A engenheira civil explicou que a empresa também atua no controle de resíduos gerados em suas obras, buscando reduzir o volume de acordo com a área construída. No Paraná, a Hestia Construções foi pioneira em implantar um programa contínuo de gestão de resíduos sólidos com o objetivo de dar destinação aos entulhos e encaminhá-los à reciclagem.
Entrevistados
Odebrecht Ambiental (via assessoria de imprensa) e engenheira civil Mariana Cátima Queiroz e Silva, gerente de planejamento da Construtora CMO
Contatos
http://www.odebrechtambiental.com/contato
mariana.catima@cmoconstrutora.com.br
engenharia@cmoconstrutora.com.br
Créditos Fotos: Divulgação/ Odebrecht Ambiental
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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