Não é preciso ir à Justiça para resolver conflitos na obra

Acordo amigável é a melhor solução, pois poupa tempo e gera menores impactos financeiros ao gestor e ao prestador de serviço

Não é preciso ir à Justiça para resolver conflitos na obra

Não é preciso ir à Justiça para resolver conflitos na obra 1024 699 Cimento Itambé
Termo de quitação do contrato é essencial para evitar questionamentos judiciais. Crédito: Divulgação

Termo de quitação do contrato é essencial para evitar questionamentos judiciais. Crédito: Divulgação

Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que a gestão de terceiros é atualmente um dos principais desafios das construtoras. Empreendimentos de porte médio chegam a envolver mais de 20 prestadoras de serviço no canteiro de obras. Por isso, as chances de acontecerem conflitos são grandes. Na maioria das vezes, prazo da entrega e qualidade do trabalho são os pontos que mais geram divergências. Há casos mais graves em que os desentendimentos forçam o rompimento de contratos e paralisam a obra, gerando demandas judiciais que podem levar anos para serem resolvidas.

Segundo o gestor de suprimentos, Carlos Eduardo Denadai, o acordo amigável é a melhor solução. Por dois motivos: poupam tempo e geram menores impactos financeiros para os dois lados – gestor da obra e prestador de serviço. Mas para que o acordo não resulte em questionamentos futuros do prestador de serviço, e esse não bata às portas da justiça, o especialista destaca que é preciso atenção ao encerramento dos contratos. “A obra é realizada por etapas. Então, se já terminou a fundação, se já terminou a terraplanagem, é preciso exigir do prestador um termo de quitação do contrato. Com esse termo de encerramento de contrato, ele não poderá alegar que ficou faltando um aditivo ou algo parecido”, diz.

Para se chegar a uma boa quitação de contrato é necessário fazer uma boa gestão do contrato. “Os fornecimentos de serviços, de mão de obra, de equipamentos e de material de construção precisam de acompanhamento constante. O gestor da obra deve fazer isso, no mínimo, semanalmente, para repetir o processo quinzenalmente e mensalmente, alerta Carlos Eduardo Denadai. Isso não apenas permite o controle dos contratos como o estabelecimento de estratégias de negociação. “É aqui que o gestor estabelece uma nova política de preço com determinado fornecedor ou até busca um novo fornecedor, se for o caso”, destaca.

Avaliação contínua de fornecedores deve ter como objeto o foco no resultado

Para não correr riscos contratuais, é importante também que a construtora, através de sua gestão de suprimentos, faça a avaliação contínua de fornecedores. “Esse não é um trabalho simples, pois ela mostra situações indesejadas e enxerga as falhas de contratação. Mas é importante que isso seja mostrado, por duas razões: corrigir falhas do fornecedor ou substituí-lo, se for o caso”, comenta Carlos Eduardo Denadai. “Hoje não dá mais para o construtor encontrar o fornecedor na assinatura do contrato e depois só vê-lo novamente na próxima concorrência. Isso esta fadado ao insucesso. É preciso estar junto com o fornecedor ao longo de todo o andamento da obra”, ressalta.

Por fim, o especialista reforça que tudo o que se almeja alcançar, no que se refere a ter prestadores de serviço e fornecedores que não tragam problemas, mas que atuem em conjunto para buscar a qualidade da obra, é a performance. “Hoje uma obra necessita ter foco no resultado, e todos os envolvidos precisam estar conscientes disso”, finaliza.

Veja palestra de Carlos Eduardo Denadai

Entrevistado
Reportagem com base em palestra do engenheiro civil Carlos Eduardo Denadai no Fórum de Compras e Engenharia de Suprimentos na Construção Civil 

Contato: cursos@pini.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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