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Blocos celulares de concreto substituem drywall

Área Técnica, Sobre Concreto 20 de agosto de 2015

Agora no Brasil, tecnologia desenvolvida na Rússia permite que elementos sejam utilizados como estruturas de vedação e em paredes corta-fogo

Por: Altair Santos

Ainda que seja uma tecnologia adotada há mais de 20 anos na Europa, a produção e o uso de blocos celulares de concreto leve ainda é insipiente no Brasil. No entanto, know-how desenvolvido na Rússia começa a mudar esse viés. Através dele, produtos com adição de Poliestireno Expandido (EPS) reciclável se mostram competitivos para paredes de vedação, sendo capazes de substituir o drywall com melhor eficiência termoacústica. Os blocos, que medem 30 cm x 60 cm x 15 cm (altura, comprimento e largura), são adequados, além do fechamento de paredes, para escadas de incêndio e divisórias.

Fabricação dos blocos leva em conta a sustentabilidade ao usar EPS reciclado e água da chuva

Fabricação dos blocos leva em conta a sustentabilidade ao usar EPS reciclado e água da chuva

A vantagem para as paredes de gesso acartonado está na durabilidade, na impermeabilidade e na resistência a cargas extras, não oferecendo nenhuma restrição à fixação de parafusos e ganchos. “O custo-benefício do bloco celular leve com EPS (popularmente conhecido como Isopor®) é muito melhor. A permeabilidade é de 5,1%, o que permite seu uso em áreas úmidas, como banheiros, cozinhas e lavanderias. A alta resistência (2,3 MPa) também é bem superior ao drywall”, explica Elton Artmann, sócio-gerente da AVS, empresa com sede em Soledade-RS, e que adquiriu a tecnologia russa para produzir os blocos com EPS reciclável no Brasil.

A fabricação do produto envolve cimento Portland, cinza volante de carvão captada nas termoelétricas da região sul e Isopor® reciclado. Para viabilizar mil blocos de concreto leve no tamanho padrão são necessários 27 m³ de concreto leve. Além disso, o processo de industrialização leva em conta conceitos de sustentabilidade, como o uso de água captada da chuva para a fabricação e para a limpeza dos equipamentos. Os resíduos dos blocos também são reutilizados. Há ainda a utilização de rejeitos de óleo de cozinha, usados para que os blocos não grudem nas formas. “A aplicação de procedimentos sustentáveis torna nosso produto ainda mais competitivo”, diz Elton Artmann.

Fábrica da AVS recebeu novos silos para armazenar cimento Portland e viabilizar a produção dos blocos

Fábrica da AVS recebeu novos silos para armazenar cimento Portland e viabilizar a produção dos blocos

Economia de 30%
Os cálculos são de que o processo de construção com bloco celular de concreto leve economiza 30% de material e de tempo para erguer as paredes. “Um metro cúbico de bloco celular com EPS pesa menos de 600 quilos e pode ser assentado com massa de fixação de tijolos. Nas paredes internas dispensa o reboco, pois a variação de espessura de um bloco para outro não ultrapassa dois milímetros, o que permite fazer o acabamento com uma massa niveladora”, revela o sócio-gerente da AVS. Segundo ele, a redução do custo final da obra onde são adotados os blocos celulares de concreto também se dá em razão da economia nas fundações, na superestrutura, nos pilares e vigas, e no chapisco e reboco. A diminuição também ocorre em relação à mão de obra.

As inovações implantadas pela AVS para fabricar os novos produtos exigiram a ativação de uma planta flexível para expandir sua produção. Foram adquiridos silos com capacidade para armazenar 98 toneladas de materiais. Um deles é carregado com cimento Portland e o outro com cinzas volantes de carvão. Em sincronia e por gravidade, ambos abastecem os equipamentos de mistura para a produção do bloco celular.

Confira vídeo sobre a fabricação de bloco celular de concreto leve.

Entrevistado
Elton Artmann, sócio-gerente da AVS
Contratoavsconcretoleve@gmail.com

Crédito foto: Divulgação/AVS

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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