Soft-skills e hard-skills: como eles mudam a empresa?

Vitor Luiz Massari: desafio do engenheiro é alinhar conhecimento técnico com habilidades de comunicação.

Soft-skills e hard-skills: como eles mudam a empresa?

Soft-skills e hard-skills: como eles mudam a empresa? 1024 923 Cimento Itambé

Trata-se de habilidades interpessoais, que, bem utilizadas, podem agilizar negociações, facilitar gerenciamento de conflitos e gerar motivação

Por: Altair Santos

A importância de procedimentos e ferramentas para auxiliar o gerenciamento de projetos não pode sobrepor o fator humano. Equipes de alto desempenho ainda são relevantes, sobretudo por causa das relações interpessoais que elas estabelecem. Estes colaboradores se dividem em dois tipos de gestão: soft-skills e hard-skills. Para o especialista Vitor Luiz Massari, os modelos são complementares. “As duas gestões se completam. Elas aliam alto conhecimento técnico com fortes habilidades interpessoais. Isso traz grandes benefícios para a empresa, pois teremos indivíduos motivados e com conhecimento técnico para ajudar a companhia a atingir seus objetivos estratégicos”, define.

Vitor Luiz Massari: desafio do engenheiro é alinhar conhecimento técnico com habilidades de comunicação.

Vitor Luiz Massari: desafio do engenheiro é alinhar conhecimento técnico com habilidades de comunicação.

Os profissionais soft-skills possuem habilidades que podem ser utilizadas em negociações, gerenciamento de conflitos, resolução de problemas e motivação de equipes. Já os hard-skills dominam as habilidades técnicas dentro do seu campo de atuação. São exemplos clássicos os especialistas em TI (Tecnologia de Informação) e os engenheiros. “Tradicionalmente, os hard-skills são maioria em empresas tecnológicas ou ligadas à construção civil. Creio que o grande desafio deles é alinhar conhecimento técnico com habilidades de comunicação, relacionamento interpessoal, liderança e motivação”, avalia Vitor Luiz Massari.

Termo surgiu nas forças armadas dos EUA
O especialista aponta também que esse equilíbrio deve ser perseguido não só por engenheiros, mas por todos os profissionais. “A busca deve ser pelo equilíbrio entre hard-skills e soft-skills. Mas não é fácil, principalmente para o hard-skills adquirir virtudes do soft-skills. O soft-skill é mais intuitivo. Neste ponto é que o gestor e o departamento de RH (recursos humanos) podem ajudar. De que forma? Oferecendo cursos e promovendo palestras que incentivem o desenvolvimento das habilidades interpessoais e técnicas de cada colaborador”, aponta Vitor Luiz Massari.

Os termos soft-skills e hard-skills surgiram em 1972, em manuais de treinamento das forças armadas dos Estados Unidos. O objetivo era humanizar os militares, fazendo com que eles prestassem serviço com foco no cidadão, fossem mais maleáveis e promovessem uma gestão mais agradável. Transportado para as empresas, os conceitos agregaram habilidades de comunicação, habilidades interpessoais, qualidades pessoais, ética e habilidades cognitivas. Atualmente, algumas companhias definem contratações com base nestes modelos. “Soft-skills e hard-skills andam lado a lado. Um profissional somente técnico (hard-skills), mas que não sabe se relacionar, pode ter dificuldades no mercado. Assim como um profissional extremamente habilidoso no trato com pessoas (soft-skills) não se sustenta sem conhecimento técnico”, explica o especialista.

No Brasil, as empresas conhecidas como startups – voltadas para tecnologia e inovação – são as que mais adotam as gestões soft-skills e hard-skills para realinhar seus quadros de colaboradores.

Entrevistado
Vitor Luiz Massari, graduado em matemática e sócio-diretor da Hiflex Consultoria. Ministra palestras e treinamentos voltados para gerenciamento ágil de projetos e soft-skills. É autor do livro Gerenciamento Ágil de Projetos, lançado pela Editora Brasport

Contato
contato@hiflex.com.br

Crédito foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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