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Redes sociais alteram negócios na construção civil

Gestão, Marketing e Vendas, Mercado da Construção 23 de fevereiro de 2012

Facebook, Twitter e Linkedln estão entre as ferramentas mais utilizadas pelas empresas e pelos profissionais do setor, mudando conceitos e impondo tendências  

Por: Altair Santos

Segundo dados do Ibope Nielsen, o Brasil fechou 2011 com 33 milhões de usuários do Facebook, 14,5 milhões do Twitter e 4 milhões do Linkedln. Boa parte dos que se conectam frequentemente a estas redes sociais  é de profissionais que as utilizam para expandir a carreira. Da mesma forma, as companhias também usam essas ferramentas para buscar profissionais qualificados, prospectar negócios e aprimorar pesquisas.  Na cadeia produtiva da construção civil não é diferente, seja qual for o segmento em que a empresa ou o profissional estiver vinculado.

Leandro Kenski: redes sociais influenciam de relacionamentos a projetos de construtoras.

As construtoras estão entre as que melhor têm utilizado as redes sociais. Além de divulgar seus lançamentos, elas utilizam a interação que Facebook e Twitter propiciam para realizar pesquisas de mercado e direcionar seus produtos. Uma tendência do mercado, que é priorizar consumidores interessados em apartamentos com um ou dois quartos, fortaleceu-se depois que foram colhidas informações pelas redes sociais. “Se essas ferramentas constroem e destroem relacionamentos, por que não iriam influenciar também nos projetos das construtoras?”, lembra Leandro Kenski, CEO da Media Factory – especializada em marketing digital.

Outra mudança que as redes sociais trouxeram para o mercado imobiliário foi na relação cliente-vendedor. Um case conhecido no Brasil é o da Marques Construtora, de São Paulo. Desde 2009 a empresa é pioneira no país em colocar o cronograma da obra no Facebook. Diariamente os clientes podem acessar a ferramenta para verificar fotos que comprovam a evolução do empreendimento. “Hoje você consegue alcançar consumidores mais rapidamente e muitas vezes com uma estratégia bem traçada e a um custo baixo. Então, é fundamental que a empresa esteja presente no relacionamento com seus clientes”, reforça Leandro Kenski.

Para o especialista, o mercado imobiliário, junto com o setor de turismo e de comércio eletrônico, está entre os segmentos que melhor utiliza as redes sociais. Boa parte das construtoras e das imobiliárias, por exemplo, já usam Facebook e Twitter como ferramentas de SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor). “Isso as ajuda a resolver os problemas com mais rapidez. Até porque, se não solucionar, os problemas tendem a se agravar, por causa da rápida repercussão. Se a empresa não faz nada, ela fica à deriva, digamos assim. Então, é ideal que a empresa seja alertada via redes sociais, mas também reaja rapidamente”, destaca o consultor em marketing digital.

Profissionais

Não são apenas as empresas ligadas à construção civil que se beneficiam das redes sociais. Os profissionais que atuam no setor também. Engenheiros e arquitetos, por exemplo, hoje utilizam Twitter, Facebook e Linkedln para prospectar oportunidades de trabalho e trocar informações sobre projetos e tecnologias. Cada ferramenta desempenha uma função neste universo.  “O Linkedln é mais eficiente para formar um networking (rede de relacionamento profissional). Já o Facebook serve para divulgar projetos, teses, uso de novas tecnologias, enfim, troca de conhecimento. Quanto ao Twitter, diria que é útil para uma comunicação rápida, se bem que os profissionais hoje usam as três ferramentas simultaneamente”, finaliza Leandro Kenski.

Redes sociais: está todo mundo conectado.

Entrevistado
Leandro Kenski, CEO da Media Factory

Currículo

– CEO da Media Factory, agência de marketing de performance
– Com mais de 12 anos de experiência em internet, o executivo é o fundador do site iVox e especialista em marketing digital
Contato: @leandrokenski / http://www.mediafactory.com.br

Créditos foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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