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Obras tornam RJ recordista em consumo de concreto

Área Técnica, Gestão, Gestão de Obras, Mercado da Construção, Sobre Concreto 8 de agosto de 2012

Volume de empreendimentos faz com que material empregado no estado passe de um milhão de metros cúbicos até 2016

Por:Altair Santos

O Rio de Janeiro se transformou em um canteiro de obras de 43,7 mil km², o que equivale à sua dimensão territorial. Principal cidade-sede da Copa do Mundo de 2014, sede dos Jogos Olímpicos de 2016, protagonista dos investimentos destinados ao pré-sal e ponto turístico número um do Brasil, o estado desencadeou investimentos na ordem de R$ 213,9 bilhões, que começaram em 2010 e devem se estender até 2020. O volume de recursos faz com que o Rio de Janeiro seja recordista em quantidade de obras no país e um dos mais destacados centros da construção civil mundial na atualidade.

Linha 4 do metrô da cidade do Rio de Janeiro: uma das megaobras em construção na capital fluminense.

Apesar de todos os 92 municípios do estado estarem envolvidos em obras, 60% delas estão concentradas na capital fluminense. No entanto, a que irá consumir o maior volume de concreto localiza-se em Angra dos Reis. Trata-se da terceira usina nuclear em construção, e que envolverá 200 mil m³ do material. Ainda sem números fechados, a Secretaria de Obras do Rio de Janeiro estima que todos os empreendimentos irão consumir mais de um milhão de metros cúbicos de concreto. Além de Angra 3, o Arco Metropolitano – anel rodoviário que unificará todas as rodovias que cruzam o estado – também receberá um volume intenso de concreto. Calcula-se 92 mil m³.

Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro mostra que, dos R$ 213,9 bilhões a serem investidos, R$ 83 bilhões irão para a cadeia de exploração e produção de petróleo. A logística e a infraestrutura urbana receberão R$ 61,9 bilhões. Em seguida, virão os setores de siderurgia (R$ 20,1 bilhões); energia (R$ 14,8 bilhões); petroquímica (R$ 14,6 bilhões), indústria naval (R$ 9,5 bilhões); indústria de transformação (R$ 7,9 bilhões); serviços (R$ 1,3 bilhão) e telecomunicações (R$ 800 milhões). Ainda de acordo com o documento elaborado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) denominado Decisão 2011-2013, desse volume de recursos R$ 181 bilhões serão investidos até 2013.

Entre as obras prementes estão a reforma do estádio Maracanã, que consumirá 31 mil m³ de concreto; a linha 4 do metrô, que facilitará o acesso do transporte público à Barra da Tijuca, e que consumirá 108 mil m³, além das quatro linhas de BRT (Bus Rapid Transit), que dos 180 quilômetros de extensão terão 125 executados em pavimento de concreto. A ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) assessora o projeto, que custará R$ 16 bilhões. Cada linha (TransOeste, TransCarioca, TransOlímpica e TransBrasil) deverá absorver perto de 70 mil m³ de concreto.  No conjunto de construções, estão previstas 60 obras de arte, com duas pontes estaiadas e três túneis.

Outro empreendimento relevante é o que promoverá a maior intervenção urbana em uma capital brasileira. Trata-se do Porto Maravilha, que irá transformar os 5 milhões de m² da região portuária e do centro histórico do Rio de Janeiro, cujo investimento em obras de infraestrutura chega a R$ 7,6 bilhões. Previsto para ser entregue em 2015, esse projeto, assim como os demais em construção, promete concorrer com os cartões postais que o Rio herdou da natureza. Agora, moldados em concreto.

Confira relatório da Firjan sobre investimentos no Rio de Janeiro: clique aqui

Entrevistados
Secretaria de Obras do Rio de Janeiro (SEOBRAS), Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro e Firjan

Contatos:  ascom@emop.rj.gov.br/ ascom@desenvolvimento.rj.gov.br /imprensa@firjan.org.br

Créditos foto: Divulgação/Governo do RJ

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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