Mercado imobiliário brasileiro vive círculo virtuoso

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Mercado imobiliário brasileiro vive círculo virtuoso 150 150 Cimento Itambé

Presidente da ADEMI-RJ, Rogério Chor, atribui ao Minha Casa, Minha Vida o “milagre” que começa a reduzir o déficit habitacional no país

Por: Altair Santos

A adoção de políticas públicas efetivas para combater o déficit habitacional brasileiro, consolidadas no programa Minha Casa, Minha Vida, é que faz o mercado imobiliário brasileiro viver hoje um momento histórico. A opinião é de Rogério Chor, presidente da ADEMI-RJ, para quem as esferas de governo municipal, estadual e federal finalmente decidiram enfrentar o problema de frente. “A burocracia e o atraso foram substituídos por uma espiral positiva de investimentos. Tudo isso nos traz a sensação de que estamos caminhando na direção certa”, afirma Chor.

O presidente da ADEMI-RJ cita números que mostram como o Brasil está virando a página do déficit habitacional brasileiro. “O Minha Casa, Minha Vida elevou a oferta de imóveis com preço médio até R$ 130 mil de 9% para 40% do total do nosso mercado”, explica. Chor completa, dizendo que novas condições favoráveis de crédito devem impulsionar as famílias com menor poder aquisitivo a adquirir a casa própria. Ele se refere à recente decisão do Conselho Curador do FGTS de ampliar o limite do financiamento com recursos do fundo para a população de baixa renda.

A medida atinge as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio e Brasília. O novo teto para o financiamento passa de R$ 130 mil para R$ 170 mil. Nas demais capitais, o valor máximo do imóvel dentro do programa foi elevado de R$ 100 mil para R$ 150 mil. Para municípios com população a partir de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas, o valor máximo passará de R$ 80 mil para R$ 130 mil.

Outra mudança acertada foi a elevação do valor máximo para cidades com população a partir de 50 mil habitantes, de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Para os demais municípios, o valor segue em R$ 80 mil. Diante destas mudanças, Chor afirma que, agora, o maior desafio das construtoras e incorporadoras é adequar as ofertas imobiliárias para as classes média e média-baixa e oferecer  empreendimentos que atraiam ainda mais os investidores. “O momento é bom para isso. Com a abertura de capital de algumas das maiores incorporadoras do País, e a criação de fundos de investimento, foi possível alongar os prazos de financiamento para o comprador e a parcela a ser paga durante a obra diminuiu sensivelmente”, afirma.

Antes desta nova era do mercado imobiliário brasileiro, as construtoras financiavam no máximo 60% do valor do imóvel durante o período da obra. Hoje, a proporção já chega a 80% em alguns casos. A tendência é que essa margem possa aumentar ainda mais, levando o financiamento da casa própria a se aproximar de um modelo parecido ao praticado hoje para a venda de veículos. Demanda para isso é que não falta. Segundo dados da ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), neste ano pelo menos 9 milhões de famílias pretendem comprar casa própria. Em 2008, quando o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida foi implementado, 4,2 milhões tinham esse plano.

Entre os que apontaram intenção de adquirir um imóvel, 83%, ou 7,5 milhões, estão nas classes C (renda familiar de 3 a 10 salários mínimos), D (1 a 3 mínimos) e E (até 1 salário mínimo); 17% são das classes A e B (10 a 20 mínimos). O aumento da renda, o acesso ao crédito e a maior escolaridade são os principais fatores para o impulso. A procura maior é por casas, seguida por terrenos e apartamentos.

Entrevistado
Rogério Chor
Currículo
– Presidente da Construtora CHL (grupo PDG Realty)
– Presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ)

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330
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