Manhattan concentra escritórios mais caros do mundo

Nova York: mercado imobiliário da cidade atrai investidores de todo o mundo, inclusive brasileiros.

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Manhattan concentra escritórios mais caros do mundo 1024 576 Cimento Itambé

Metro quadrado em uma das principais regiões de Nova York chega a US$ 12 mil e viés é de alta, principalmente após inauguração do novo World Trade Center

Por: Altair Santos

Os prédios de escritórios mais caros do mundo estão na ilha de Manhattan, famosa por sua posição estratégica em relação a Nova York, nos Estados Unidos. Numa prova de que o mercado imobiliário norte-americano está em franco reaquecimento, recentemente o maior negócio do mundo foi fechado pela imobiliária AVR Realty Co., que vendeu a torre Time Square para um grupo de investidores do fundo Nova York David Werner por US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 3,2 bilhões). O negócio faz o empreendimento liderar o ranking dos dez edifícios corporativos mais valorizados do mundo – todos eles localizados naquela região de Nova York.

Nova York: mercado imobiliário da cidade atrai investidores de todo o mundo, inclusive brasileiros.

O levantamento foi realizado pela Bloomberg – umas das principais agências de dados econômicos do mundo. Desde 2010, os Estados Unidos não realizavam negócios nestes patamares. A valorização se deve também ao interesse de investidores estrangeiros em edifícios de escritórios localizados em pontos nevrálgicos de Nova York, como a Time Square. É o caso de um fundo norueguês, que fez um investimento de US$ 684 milhões (mais de R$ 1,4 bilhão) na compra de 45% de um prédio na famosa avenida nova-iorquina, segundo revela a empresa de pesquisa em real estate Green Street Advisors Inc.

A tendência de valorização imobiliária não deve recuar em Nova York, principalmente depois que o novo World Trade Center (WTC) for inaugurado. O edifício deverá estar totalmente concluído entre o final de 2014 e o começo de 2015. Os escritórios já estão disponíveis para negociação e o metro quadrado pode chegar a US$ 12 mil (perto de R$ 25 mil). Um dos primeiros inquilinos foi a editora Condé Nast, proprietária de revistas como The New Yorker e Vanity Fair, que alugou três andares por um período de 25 anos e pagou US$ 2 bilhões (R$ 4,5 bilhões).

Investidores brasileiros
Os especialistas em mercado imobiliário de Nova York avaliam que ainda há espaço para valorizações. Eles trabalham com um marco na cidade, que é o 11 de setembro de 2011. Antes do atentado que derrubou as Torres Gêmeas, o metro quadrado em Manhattan beirava os US$ 13,5 mil dólares (R$ 28 mil). Os mesmos avaliadores asseguram que investir em imóveis em NY tem retorno garantido. De acordo com a agência Analytic Realty News & Research, em uma década o metro quadrado sofreu valorização média de 106% na região.

No rol de investidores em escritórios em Nova York também encontram-se brasileiros. São empresas de tecnologia, executivos do mercado financeiro, empreiteiras transnacionais e empresas de agronegócios. Segundo a CEO da consultoria Hibou/Zapt, Lígia Mello, o retorno financeiro do investimento na ilha de Manhattan é um atrativo. “O comprador vê na cidade a oportunidade de unir o uso do espaço com a rentabilidade de locação”, analisa. Os brasileiros que investem em NY adquirem imóveis que medem de 40 m² a 140 m².

Entrevistado
Consultoria Hibou/Zapt (via assessoria de imprensa)
Contato
menina@lehibou.com.br

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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