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Fora do Brasil, construção civil está otimista

Gestão, Mercado da Construção 8 de janeiro de 2014

Após período de incertezas, empresas de engenharia e construtoras que atuam internacionalmente se mostram confiantes para 2014, diz pesquisa

Por: Altair Santos

Entre 2012 e 2013, o setor da construção civil cresceu, em média, 5%. Não no Brasil, mas em regiões como Oriente Médio, África e Ásia. Os países localizados nestas áreas foram os que mais atraíram as multinacionais da engenharia e construtoras acostumadas a atuar internacionalmente. Depois da crise global deflagrada em 2008, foi o melhor desempenho do setor, indica pesquisa da KPMG, uma cooperativa global que atua em 156 países.

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O principal propulsor de crescimento da construção civil em outros países são as obras de infraestrutura. Elas foram citadas por 66% das empresas de engenharia consultadas. Outro impulso, para 42% dos entrevistados, veio do crescimento econômico global. Já 38% atribuíram a retomada das obras ao aumento populacional.  A pesquisa da KPMG, intitulada “Preparado para a próxima grande onda?” (em inglês, Global Construction Survey 2013: Ready for the Next Big Wave?) ouviu 165 executivos de empresas de 29 países.
Também foram entrevistados CEOs de grandes construtoras que atuam em vários países das Américas. No continente, onde a construção civil registrou crescimento relevante, os bons resultados foram atribuídos aos planos de infraestrutura dos governos (58%), às parcerias público-privadas (48%) e aos investimentos em fontes de energia renovável (42%). “O panorama geral do setor é positivo”, afirma Augusto Sales, sócio da KPMG no Brasil.

Já o diretor da KPMG no Brasil, Erico Giovannetti, avalia que a construção civil global começa a experimentar um novo período. “O que vimos é que, passado o momento de incerteza, em função da crise econômica que atingiu diversos países, as empresas mundiais estão se preparando para uma retomada de crescimento e se mostram bastante otimistas com o que está por vir. Por outro lado, o levantamento apontou os possíveis obstáculos ao crescimento, sendo o déficit de orçamento e de financiamentos públicos o fator decisivo, de acordo com 72% dos entrevistados”, alerta.

O estudo elencou também algumas das recomendações apontadas como prioritárias pelos executivos. Entre elas, a de que os investidores precisam balancear a necessidade de contratos ou projetos de capital de longo prazo com as pressões das fontes de financiamento dos proprietários. Além disso, admitem que não se deve investir muito, e antecipamente, já que a demanda pode não aparecer e deixar a empresa com recursos ociosos. Por outro lado, recomendam não investir tardiamente. “Com as recomendações feitas pelos próprios gestores, a ideia é que as companhias não percam a onda de oportunidades que está por vir e saibam investir e agir no momento certo de forma correta”, finaliza Giovannetti.

Entrevistado
Augusto Sales e Erico Giovannetti, executivos da KPMG no Brasil (via assessoria de imprensa)
Contatos
@KPMGBRASIL
kpmg.com/BR

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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