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De Cidade Maravilhosa a Cidade em Obras

Obras Inovadoras 16 de dezembro de 2009

Sede de Copa do Mundo e de Olimpíadas, Rio de Janeiro será o eldorado da construção civil nos próximos seis anos

Principal sede da Copa 2014, e palco das Olimpíadas de 2016, a capital fluminense vai trocar, nos próximos seis anos, o título de Cidade Maravilhosa pelo de Cidade em Obras. As construções, que irão transformar o Rio de Janeiro, englobam rodovias, aeroportos, metrô, trem-bala, infraestrutura da cidade e, óbvio, os palcos para as competições.

A estimativa é que o Rio receba investimentos na ordem de R$ 30 bilhões até 2016, transformando-se no eldorado da construção civil brasileira. Destes recursos, 40% serão destinados à infraestrutura urbana, 30% para complexos esportivos e 30% para a construção de 20 mil quartos de hotéis e pousadas.

Setor da construção civil deve estar preparado para a demanda

Roberto Kauffmann, presidente do Sinduscon-RJ: “O Sinduscon-RJ espera que os projetos tenham prazos certos e não esbarrem nos licenciamentos municipais, estaduais e federais.”

Roberto Kauffmann, presidente do Sinduscon-RJ

Os anteprojetos das obras deverão ser apresentados em janeiro de 2010 pelo COJO (Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do COB). Segundo o presidente do Sinduscon-RJ, Roberto Kauffmann, uma preocupação do setor da construção civil é tomar conhecimento simultâneo dos anteprojetos e poder colaborar com sugestões. “O Sinduscon-RJ espera que os projetos tenham prazos certos e não esbarrem nos licenciamentos municipais, estaduais e federais”, disse Kauffmann.

Ministro Miguel Jorge: é preciso reaprender a planejar

Ministro Miguel Jorge: é preciso reaprender a planejar

Obras que envolvem eventos gigantescos como Copa do Mundo e Olimpíadas requerem planejamento. Na opinião do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, é isso que não só o Rio de Janeiro, mas o Brasil, terá de reaprender a partir de 2010. “O Brasil virará um canteiro de obras nos próximos seis anos e estávamos desacostumados com isso. Por isso, tínhamos desaprendido a planejar. Esses eventos trarão um novo patamar para o setor de infraestrutura nacional”, prevê.

O presidente do Sinduscon-RJ não tem dúvidas de que toda a cadeia produtiva da construção civil deverá estar preparada para o que virá. “Será um significativo crescimento. Da indústria cimenteira à de equipamentos de construção, a demanda será alta”, diz.

De fato, dados da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) apontam para caminho semelhante. Em 2009, o mercado brasileiro de equipamentos de construção experimentou retração de 24% nas vendas devido à crise financeira internacional. No entanto, em 2010, pretende expandir entre 24% e 25%.

Sistemas construtivos que utilizem o conceito do pré-fabricado devem prevalecer nas obras

Sistemas construtivos que utilizem o conceito do pré-fabricado devem prevalecer nas obras

Para isso, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 serão fundamentais. “Esses são projetos que têm data para serem inaugurados. Ou seja, saiu do discurso político e entrou agora a necessidade de ser feito. E esse processo arrasta junto com ele uma série de necessidades de infraestrutura”, diz o vice-presidente da Sobratema, Eurimílson João Daniel.

Quem comemora também é o setor de pré-fabricados. Sobretudo o que atua em construções hoteleiras. Para agilizar as obras, a expectativa é que os sistemas construtivos automatizados tornem-se o carro-chefe diante de cronogramas rígidos. Essa foi uma das conclusões surgidas na Feira Construir, que ocorreu em novembro na capital fluminense. O evento debateu as transformações pelas quais a cidade irá passar, por conta de 2014 e 2016, e concluiu que 55 setores da economia serão beneficiados, mas no alto do pódio estará a construção civil.

Por conta desta expectativa, recente pesquisa realizada pela consultoria Manpower, por encomenda do SindusCon-RJ (Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado do Rio de Janeiro), estima que as contratações para eventos como Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 devem começar já em 2010. Por isso, a expectativa líquida de emprego nos três primeiros meses do próximo ano é de 46% em relação ao mesmo período de 2009. “A construção civil está mais otimista com os anúncios da Copa do Mundo e das Olimpíadas e já se movimenta para criar a infraestrutura necessária para atender a demanda que virá pela frente”, avalia Pedro Guimarães, diretor da Manpower.

Entrevistados:
Roberto Kauffmann, presidente do Sinduscon-RJ: comunicacao@sinduscon-rio.com.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: ascom@desenvolvimento.gov.br
Fábio Casagrande, engenheiro-diretor da Sudeste: damaris@atitudepress.com.br (assessoria de imprensa)

Vogg Branded Content  –  Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330



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