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Construção quer empregar 6 milhões em 2018… nos EUA

Comportamento e Carreira, Gestão, Infraestrutura, Mercado da Construção 14 de dezembro de 2017

Após crise desencadeada entre 2007 e 2008, país experimenta crescimento sustentável desde 2013, a taxas médias de 4%

Segmento de habitações unifamiliares (construção de casas) é o que mais cresce nos Estados Unidos

Segmento de habitações unifamiliares (construção de casas) é o que mais cresce nos Estados Unidos

Conferência realizada em Chicago, nos Estados Unidos, e que reuniu os principais players do mercado da construção civil norte-americano, fez previsões otimistas para 2018. As projeções econômicas dão conta de que o PIB do setor mantenha o viés de alta que vem experimentando desde 2013, podendo fechar o próximo ano com 3,5% de crescimento. Outra boa expectativa se refere à geração de empregos. Estima-se que em 2018 a construção empregue 6,1 milhões, atingindo quase o pleno emprego.

Cristian deRitis, diretor-sênior da Moody’s Analytics, promoveu a apresentação de um relatório que mostra um alto grau de confiança das empresas e dos consumidores norte-americanos para 2018. “A economia hoje está bastante boa. As perspectivas econômicas para 2018 são muito positivas. Tanto os consumidores quanto as empresas estão confiantes em investir na construção civil, principalmente na área habitacional”, diz o economista, ao expor os dados pesquisados na Moody’s Housing and Housing Finance Conference.

O relatório preparado pela Moody’s Analytics faz a seguinte análise, desde que eclodiu a crise no mercado imobiliário norte-americano, entre 2007 e 2008. “Após os tumultos da década passada, os mercados norte-americanos de habitação se estabeleceram em um novo patamar de segurança nos últimos anos. As taxas de juros extremamente baixas, a retomada das construções e a forte qualidade do crédito hipotecário mudaram completamente o ambiente de negócios, tornando-o muito confiante”, afirma.

As projeções da Moody’s Analytics são confirmadas por outro escritório especializado em análises futuras para a construção civil dos EUA: o Dodge Data & Analytics. Os dados divulgados pelo economista-chefe Robert Murray revelam que o setor cresceu em média 4%, entre 2013 e 2016. Os números devem se confirmar quando o balanço de 2017 for fechado. “Isso revela que o crescimento é sustentável, o que se comprova pelos vários tipos de projetos em construção. Desde obras unifamiliares (casas) até multifamiliares (prédios residenciais)”, cita Murray.

Mão de obra mais especializada

O estudo da Dodge Data & Analytics detecta ainda que em 2018 as obras do setor hoteleiro, de edifícios corporativos e de condomínios industriais também tendem a crescer. Por isso, as projeções para a criação de empregos coincidem com as Moody’s Analytics. “Estamos, de fato, a caminho de uma situação de praticamente pleno emprego na construção para 2018. O cenário tende a seguir em 2019 e pode melhorar se o governo Trump materializar sua promessa de campanha, que seria investir US$ 1 trilhão em obras de infraestrutura”, comenta Murray.

Dentro da avaliação da Dodge Data & Analytics, um dado relevante: a de que a mão de obra que atua na construção civil norte-americana procurou se especializar e se adequar às novas tecnologias adotadas nos canteiros de obras para se manter em atividade. “Hoje, os profissionais que atuam na área estão muito mais preparados”, confirma o estudo, que prevê que o faturamento bruto da cadeia produtiva do setor, nos Estados Unidos, deve fechar 2017 em US$ 746 bilhões.

Veja os segmentos que mais crescem na construção civil dos EUA (dados de 2016)

  • Habitação unifamiliar (casas): 9%
  • Construções multifamiliares (prédios residenciais): 6%
  • Prédios corporativos e setor hoteleiro: 2%
  • Edifícios institucionais (escolas e hospitais): 3%
  • Construções industriais: 1%
  • Obras de infraestrutura: 3%

Entrevistados
– Economistas Cristian deRitis, diretor- sênior da Moody’s Analytics, e Robert Murray, economista-chefe Robert Murray
(via assessorias de comunicação)

Contatos
dodge.events@construction.com
mediarelations@moodys.com

Crédito Foto: Fortune

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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