Concreto de alto desempenho já é passado

Concreto de alto desempenho já é passado

Concreto de alto desempenho já é passado 150 150 Cimento Itambé

O concreto de pós-reativos atinge altíssima resistência à compressão e está presente em obras renomadas

Créditos: Engª. Naguisa Tokudome – Assessora Técnico Comercial Itambé

A busca constante pela obtenção de concretos mais resistentes resultou no desenvolvimento do Concreto de Ultra-Alto-Desempenho (CUAD), cujo Concreto de Pós Reativos (CPR), é o representante mais estudado e utilizado. Basicamente, a composição deste concreto consiste na mistura de cimento Portland, sílica ativa, pó-de-quartzo, agregado miúdo, microfibras de aço – mais usuais, aditivo superplastificante e água.

Ao observar os materiais constituintes descritos acima, algumas pessoas descordariam em chamar o produto final de concreto, pois em virtude da ausência do agregado graúdo, teoricamente, caracteriza-se como argamassa. A justificativa seria pelo fato do CPR ser um material eminentemente estrutural. Justamente por este motivo, o concreto foi nomeado de “pós reativos”. A palavra “pós” refere-se ao plural de “pó”, pois é a combinação de vários materiais finos. Neste caso, não há relação alguma com reação tardia ou atrasada.

O concreto de alto desempenho pode atingir resistência aproximada de 120 MPa e o concreto de pós reativos geralmente possui resistência à compressão acima de 200 MPa. Fisicamente, o que ocorre é a distribuição granulométrica de forma que o maior grão esteja envolto por partículas menores, que distribuem as tensões. Ou seja, todos os vazios são preenchidos adequadamente.

O resultado deste ultra-alto-desempenho é uma combinação das propriedades:
– Diminuição da porosidade pela utilização de uma distribuição de granulometria extensa, obtida pela combinação dos finos – cimento Portland, sílica ativa, pó-de-quartzo e agregado miúdo;

– Baixíssima relação água/cimento – em torno de 0,15 e 0,2; viabilizada devido ao uso de aditivo superplastificante;

– Diminuição dos problemas de moldagem devido à característica auto-adensável, obtida através da utilização do superplastificante;

– Reforço com microfibras de aço;

– Praticamente não há retração, o que o torna atrativo para uso em concreto protendido. A baixa relação água/cimento e diminuição da porosidade não deixam espaços vazios para a ocorrência das variações volumétricas.

A utilização do CPR permite executar peças esbeltas, leves, com baixo custo de manutenção e maior vida útil, se comparadas ao concreto preparado com materiais convencionais. Este tipo de tecnologia tem sido utilizado na construção de estruturas leves, tabuleiros para pontes, vigas, colunas, pré-fabricados de túneis ou placas de revestimento de fachada e passarelas. Um belo exemplo é a passarela Seonyu, construída na Coréia no ano de 2002. O arco central possui 120 metros de vão, 4,3 metros de largura e 1,30 metros de espessura. Sobre a passarela, há uma placa de concreto de apenas 3 centímetros de espessura.

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