Competências e Habilidades

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Quais as atitudes necessárias para uma carreira de sucesso

Todo mundo sonha em chegar lá. Exercer uma profissão e obter reconhecimento, prestígio, enfim ter sucesso profissional. Para isso, ter e saber demonstrar na prática as competências e habilidades é fundamental.

Mas, o que seriam competências e habilidades?

A consultora Fernanda Nogueira Pena ressalta que, em 1960, David McClelland introduziu o conceito de Competências, como sendo a conjugação de conhecimentos, capacidades e atitudes para obter desempenho em um trabalho específico, sob determinadas condições. O desempenho e a qualidade do profissional, portanto, seriam o resultado de como esses três elementos se apresentariam em cada indivíduo.

De acordo com a consultora, Habilidade é a capacidade de transformar ação em performance. “É o saber-fazer que o mercado atual está impondo e que necessita ser feito da melhor forma possível” diz.

O mercado mudou, e agora?

Atualmente, o caminho para o sucesso está exigindo muito mais competências e habilidades do que há 20 anos. Com a globalização, os avanços tecnológicos, as constantes mudanças e a concorrência, o perfil profissional mudou. Hoje, para manter-se e para progredir no mercado, é preciso ter flexibilidade, criatividade, aperfeiçoamento, multiplicidade, visão estratégica, entre tantos outros requisitos.

No entanto, a consultora alerta que não basta possuir todos estes requisitos para uma determinada função. “Podemos conhecer todas as técnicas, estratégias e dicas para ser um gerente, mas somente seremos bons gerentes se colocarmos esse conhecimento em prática e se tivermos habilidade para desempenhar uma função gerencial” argumenta Fernanda. Ela acrescenta ainda que, ao portfólio pessoal, devem somar-se as atitudes, filtradas e expressadas pela inteligência emocional.

De acordo com Fernanda, também é importantíssimo que o profissional detenha predisposição natural para o que se propõe a desempenhar. “Quando se consegue unir a predisposição natural ao percurso formativo, temos a ambiência perfeita para atingir o sucesso, ressalvada a questão do empenho pessoal”.

Este novo perfil de profissional é conseqüência do modelo das competências adotado pelas organizações, no qual os conhecimentos e habilidades adquiridos devem ter uma utilidade prática e imediata. No Brasil, a utilização deste modelo de gestão de pessoas por competências ficou mais clara na década de 90.
Como são definidas as competências dentro das organizações:

1. Ao definir sua estratégia competitiva as organizações identificam as competências essenciais do negócio;
2. Após esta definição é possível identificar as competências necessárias a cada função;
3. Só a partir destas é que são definidas as competências dos colaboradores que irão assumir as funções.

Saber fazer não é tudo. É preciso ter flexibilidade.

Muitos autores citam a importância de se alinharem as competências às necessidades estabelecidas pelos cargos ou funções. Mas no momento atual, em que a sociedade vivencia diversas transformações, é fundamental para as organizações a presença de profissionais capazes de compreender as transições dos mercados e integrar as ações conjuntas nos diversos ambientes.

Para Fernanda, é fato consumado que os mercados mudam constantemente e com extrema rapidez, exigindo que as organizações e seus colaboradores operem em diversos ambientes, simultaneamente. “A globalização está aí, derrubou barreiras e exige mais trabalho, mais recursos, mais competência”. Por isso, os cargos requerem cada vez mais flexibilidade das pessoas que os ocupam.

“Mudanças e obstáculos passaram a ser rotina na vida corporativa. Embora isso pareça um paradoxo, uma vez que a tecnologia sofisticada deveria amenizar impactos não é assim que acontece na prática. A tecnologia não pode pensar sozinha, cabe à interferência humana no processo. Saber, então, transitar em cenários conturbados, tensos e sob pressão são habilidades valorizadíssimas pelo mercado de trabalho”, garante Fernanda.

Mesmo concordando que Flexibilidade é a palavra de ordem, Fernanda acrescenta que, em igual grau de importância, também estão: competência intelectual, apetência física e mental, inteligência emocional e management, que podemos traduzir por competência para dirigir, controlar, harmonizar e mobilizar pessoas e recursos para obter resultados e atingir objetivos.

Ela lembra que os limites existentes entre as funções estão desaparecendo e os cargos estão desaparecendo junto. “O que importa hoje é o conhecimento plural, periférico, transversal à organização. Esse tipo de profissional representa ganho sem contestações”.

Considerando este fato não se pode abrir mão da convergência que deverá existir entre a cultura da organização onde se atua e o “modo de ser” de cada profissional.

Para demonstrar competência e habilidades a consultora diz que só existe uma forma: “sair da zona de conforto e partir para a ação”. Mas para obter reconhecimento é preciso, antes, ter percorrido o caminho dos que querem vencer. “A fórmula é simples e resume-se a quatro palavrinhas que se somam: aprender + aprender + aprender e, finalmente, aprender sempre”.
Por tudo isto, conclui-se que resta ao profissional a responsabilidade de atualizar e validar regularmente seu portfólio de competências e habilidades para evitar a obsolescência e o desemprego, continuando assim seu caminho rumo ao sucesso.

* Fernanda Nogueira Pena é consultora e administradora. Especialização em Marketing. Atua em aconselhamento de carreira e desenvolvimento pessoal. Desenvolvedora de conteúdo para programas de treinamento em nível gerencial. Atua em T&D há mais de 20 anos como palestrante em temas focados no desenvolvimento pessoal. Pesquisadora em Competências, habilidades e atitudes. Diretora da Nogueira Fernandes Consultoria.

Referência:
Créditos: Caroline Veiga

16 de maio de 2007

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