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Casa inteligente: ela existe, e funciona

Novas Tecnologias 23 de abril de 2010

Automação residencial deixa a ficção e se torna realidade

Riserva Uno, no Rio: primeiro edifício brasileiro totalmente automatizado

Antes vista como ficção, a automação residencial já é realidade no Brasil. O conceito de arquitetura sustentável estimulou o desenvolvimento de sistemas que hoje geram economia de água e de energia elétrica nos empreendimentos habitacionais. Não são apenas as casas que começam a atrair esse tipo de tecnologia. No Rio de Janeiro, no final do ano passado, foi entregue o primeiro edifício brasileiro totalmente automatizado: o Riserva Uno, com 212 apartamentos, construído na Barra da Tijuca.

O que permite que a automação residencial comece a ganhar mercado é o avanço tecnológico, que gerou microprocessadores cada vez menores e mais eficientes para gerenciar as casas inteligentes. Cada um deles vem com hardware e software específicos para determinadas funções. Para se ter uma ideia, é possível que numa peça do tamanho de um grão de arroz caiba um sistema que vai controlar, por exemplo, as persianas de um ambiente, potencializando a iluminação natural do local.

Leonardo Senna

No Brasil, a empresa que lidera o segmento de tecnologia residencial é a Ihouse. À frente do empreendimento está Leonardo Senna, irmão do tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna. Após intensa pesquisa no exterior, desenvolvemos uma solução que se adaptasse às necessidades atuais do Brasil, com mínimo impacto na instalação e proporcionando a gestão eficiente de consumo de energia elétrica e de água pelos consumidores, explica.

Cálculos da Ihouse mostram que a automação residencial pode reduzir o consumo de energia e de água em até 40%. Quanto ao custo de implantação de um sistema como esse, há pacotes que partem de R$ 5 mil e podem chegar até a R$ 200 mil. É importante frisar que itens de automação agregam valor ao imóvel, o que, no médio prazo, dilui o custo, diz Leonardo Senna.

Um argumento de que automatizar a casa não é futilidade está no serviço que os microprocessadores prestam quando se monitora o consumo de energia elétrica da residência e se detecta onde ocorre o desperdício. Com um monitor de leitura fácil, a automação possibilita visualizar a lista de ambientes ou equipamentos que mais consomem ou estão consumindo energia elétrica. O gasto por ambiente ou equipamento é apresentado no painel de cristal líquido do produto de três formas diferentes:

* Modo instantâneo: consumo no exato momento da consulta, sendo atualizado a cada um minuto
* Opção acumulada: soma do consumo iniciado após a leitura pela empresa concessionária de energia elétrica até a data de consulta
* Previsão para o mês: estimativa mensal baseada no consumo médio dos últimos dias

O produto ainda traz o opcional de acesso a relatórios via internet. Exibidos em forma de gráficos coloridos e de fácil compreensão, eles mostram o consumo por ambiente e por equipamento durante o mês, no dia-a-dia, ou destaca os pontos de maior consumo de energia elétrica, por exemplo. Com o uso do Snapgrid, a família poderá identificar onde há desperdício e, assim, adotar novos hábitos de consumo. A utilização consciente da energia elétrica irá refletir na diminuição do valor da conta de luz e na preservação do planeta, afirma Senna.

Tirando dúvidas

Uma residência só pode receber automação se o projeto for concebido durante a construção ou uma casa já pronta tem condições de ser adaptada para receber sistemas de automação?
Leonardo Senna
– Os sistemas da nova geração podem ser colocados numa residência pronta porque não se baseiam em centrais enormes e com necessidade de muita tubulação para interligação. Os novos sistemas podem ser instalados em caixas 4×4 de mercado. Nas versões com fio necessitam de apenas um cabo para serem interligados. Os sem fio não precisam de interligação.

A automação torna-se mais eficaz em uma residência particular ou em um ambiente corporativo?
Leonardo Senna – Ela tem aplicação nos dois casos, especialmente agora com a preocupação crescente com a arquitetura sustentável.

Texto complementar

O que são Snapgrid, Smarthydro, Smartshower, Smartdoor, Smartgate, Smarteye Pro, Smartstop e Smartboiler?

Snapgrid: monitora 24h por dia o gasto de energia elétrica, em quilovates ou reais, de ambientes ou equipamentos pré-determinados pelo usuário.

Smarthydro: monitora o consumo de água de toda a residência. Ele avisa quantos litros foram utilizados e emite mensagens de alerta quando o limite é ultrapassado. Por outro lado, mensagens de voz parabenizam o proprietário se o consumo for racional.

Smartshower: equipamento que gerencia o consumo de água durante o banho. Ele avisa quantos litros foram utilizados. Quando os banhos se tornam demorados, mensagens de alerta são emitidas para o usuário. Se os banhos forem mais rápidos, mensagens de voz parabenizam o proprietário.

Smartdoor: dispensa chaves ou cartões magnéticos para abrir a porta de casa. Um moderno software, instalado no produto, permite abrir rapidamente as portas por leitura biométrica (identificação da impressão digital) ou por senhas numéricas programadas. Desta forma, basta posicionar o dedo no leitor biométrico ou digitar uma senha para liberar a abertura da fechadura. Outra inovação do Smartdoor é o comando a distância, pelo celular (via internet). Isso permite liberar a trava da porta da casa a qualquer hora e onde quer que esteja, cadastrar um novo usuário e verificar o relatório de acessos.

Smartgate: sistema que integra câmeras com um software de reconhecimento de placas e um banco de dados. Estrategicamente localizadas, as câmeras captam e identificam a placa do carro para verificar se a mesma está cadastrada. Caso a placa esteja cadastrada no sistema, o segurança é informado qual o andar e o apartamento do proprietário do veículo para que possa liberar a entrada ou, sendo da preferência do condomínio, o portão pode ser aberto automaticamente. Se o carro não estiver cadastrado, o segurança é alertado e pode solicitar a identificação do motorista.

Smarteye Pro: sistema de segurança instalado na guarita do prédio. O sistema é formado por câmeras digitais interligadas com um PC e softwares que permitem monitorar e gravar as imagens das áreas comuns do edifício.

Smartstop: um sistema de sensores instalados na garagem orienta o veículo quando ele entra na garagem. A luz fica primeiro verde, depois amarela e, por último, vermelha, alertando que o carro já atingiu a distância mínima da parede.

Smartboiler: água quente controlada e monitorada a distância, via celular. Permite chegar em casa e encontrar a banheira pronta para o banho.

Entrevistado: Leonardo Senna (Karina Mosmann, assessora de imprensa): karina@planin.com

Jornalista Responsável – Altair Santos MTB 2330 – Vogg Branded Content



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