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Weber Saint-Gobain é pioneira em gestão do fornecedor

Gestão, Mercado da Construção 26 de novembro de 2014

No Brasil, empresa inova ao aplicar sistema de aperfeiçoamento de qualidade dentro da cadeia produtiva da construção civil

Por: Altair Santos

Fora do Brasil, a gestão de fornecedores é uma prática considerada essencial para a sustentabilidade das empresas. Há corporações, principalmente as ligadas aos setores automobilístico e alimentício, que a praticam há mais de uma década. No país, é mais recente. Trazido pelas multinacionais instaladas em território nacional, o sistema começou a se difundir há cerca de cinco anos. Entre as primeiras a implantá-lo, estão a Wall Mart – maior empresa do mundo em volume de negócios e faturamento – e a Unilever. No setor da construção civil, a francesa Weber Saint-Gobain é pioneira no Brasil. “Implantamos a metodologia faz quatro anos e foi uma quebra de paradigmas dentro do setor”, afirma Fernando Eduardo de Souza, engenheiro de desenvolvimento da Weber Saint-Gobain.

Fernando Eduardo Souza: implantar gestão de fornecedor na construção gerou quebra de paradigmas

Na Weber Saint-Gobain Brasil, a gestão de fornecedor é denominada de Engenharia de Qualidade do Fornecedor (EQF). Existe um trabalho realizado pelo departamento técnico, responsável por homologar, avaliar e monitorar os parceiros. Todas as companhias que passam a fazer parte da cadeia produtiva da multinacional francesa se submetem a esse programa. Na fase de homologação, verifica-se a capacidade de fornecimento, com base em normas técnicas e na legislação vigente nos três níveis (federal, estadual e municipal). A etapa de avaliação funciona como uma auditoria, em que é verificado o potencial do fornecedor em atender os padrões de qualidade do grupo Saint-Gobain.

Segundo Fernando Eduardo de Souza, há cinco níveis que classificam os fornecedores: D, C, B, A e S. “Os melhores são B, que é classificado como um bom fornecedor; A, fornecedor exemplar, e S, que passa a ser um fornecedor recomendado pela Weber Saint-Gobain”, explica. Independentemente da nota, o fornecedor da Weber Saint-Gobain é constantemente monitorado. A qualquer momento, ele pode ser submetido ao Índice de Qualidade do Fornecimento (IQF). “A metodologia ajuda a adotar medidas corretivas e preventivas. O objetivo também é diminuir eventuais não conformidades. Em 2014, as não conformidades foram reduzidas em mais de 30%”, complementa o engenheiro de desenvolvimento da Weber Saint-Gobain.

Inspeção na Cia. de Cimento Itambé
Para os fornecedores da Saint-Gobain, compartilhar a gestão é visto como uma oportunidade de melhoria. “O feedback é positivo, pois contribui também para que o fornecedor melhore seu produto. No final, é uma garantia de qualidade para o consumidor final, favorecendo toda a cadeia produtiva”, avalia Fernando Eduardo de Souza, que recentemente aplicou o EQF na fábrica da Cia. de Cimento Itambé, localizada em Balsa Nova-PR, na região metropolitana de Curitiba. A empresa é um dos fornecedores de cimento para a Weber Saint-Gobain.

Para parceiros como a Cia. de Cimento Itambé, a gestão de fornecimento da Saint-Gobain orienta-se, principalmente, pela norma técnica ABNT NBR 11578 – Cimento Portland composto. A inspeção também segue a ISO 19011, que define diretrizes para auditoria de sistemas de gestão. “Procedimentos internacionais também são levados em consideração, como american standards (definidas pela American National Standards Institute (ANSI)) e normas europeias”, conclui Fernando Eduardo de Souza.

Entrevistado
Engenheiro químico Fernando Eduardo de Souza, engenheiro de desenvolvimento da Weber Saint-Gobain.
Contato: fernando-eduardo.souza@saint-gobain.com

Crédito Foto: Divulgação/Saint-Gobain

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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