Vulnerabilidade exige produção de 300 mil profissionais de TI até 2012

Vulnerabilidade exige produção de 300 mil profissionais de TI até 2012

Vulnerabilidade exige produção de 300 mil profissionais de TI até 2012 150 150 Cimento Itambé

Brasil é um dos mais ameaçados na área de tecnologia da Informação e precisa reagir rápido. Recentes ataques a sites governamentais comprovam isso

Por: Altair Santos

Pesquisa de março de 2011 divulgada pela Unisys – empresa mundialmente conhecida na área de Tecnologia da Informação – revela que o Brasil ocupa um surpreendente segundo lugar no índice geral de desconfiança em relação à internet. Entre as 14 nações pesquisadas, o país manteve-se à frente apenas da Colômbia. Na divisão por áreas, os brasileiros mostram-se bem preocupados com roubo de dados pessoais (77%), vírus e emails indesejáveis (43%) e compras on-line e internet banking (36%).

Kleber Rodrigues Júnior: “O risco tende a aumentar, a partir do momento em que tudo isso for levado para a nuvem.”

Na avaliação do presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação) Kleber Rodrigues Júnior, o Índice de Segurança da Unisys, como se intitula a pesquisa, revela que o brasileiro está tomando consciência de que a utilização da internet requer cuidados. “O Brasil é um dos países mais visados, mas o nível de imprudência está caindo. Com o avanço da utilização da internet as pessoas começam a ficar mais cuidadosas, mais maduras neste sentido, principalmente as novas gerações” avalia.

No entanto, o especialista alerta que nenhuma pessoa ou nenhuma corporação está totalmente segura na internet. A prova está nos recentes ataques a sites governamentais no Brasil, na invasão ao site da Sony, onde milhares de contas de usuários foram violadas, e até na tentativa de burlar a segurança do Google. “O risco tende a aumentar, a partir do momento em que tudo isso for levado para a nuvem, sem ter sistemas que possam nos garantir segurança”, diz, referindo-se ao Cloud Computing (Computação em Nuvem) uma espécie de rede virtual de servidores que armazenariam todos os dados disponíveis na internet.

Segundo Kleber Rodrigues Júnior, essa vulnerabilidade projeta para o Brasil, segundo dados do ministério da Ciência e Tecnologia, a necessidade de o país produzir até 2012 mais 300 mil profissionais de Tecnologia de Informação (TI) para dar conta da demanda nacional. “Só a cadeia produtiva da construção civil tem demandado muitos profissionais desta área. A saída talvez seja formar técnicos em TI, como tem feito a FATEC (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) que tem cursos com duração de dois anos para abastecer o mercado”, analisa o presidente da APETI.

Entre os 10 em TI
Desde 2010, o Brasil integra a lista dos 10 países que mais investem em Tecnologia da Informação. Ao lado da China, é o único dos emergentes que faz parte desse grupo. A lista é encabeçada por Reino Unido, Alemanha, França, Suécia, Holanda, Finlândia e Estados Unidos. O Brasil está em 9.º lugar e já ultrapassou a Austrália. No investimento global em TI, o país ocupa a fatia de 2,1% – o ideal é que até 2014 duplique esse percentual. Hoje, as instituições financeiras brasileiras são as que mais investem no setor.

Entrevistado
Kleber Rodrigues Júnior, presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação)
Currículo

Graduado em Administração de Empresas pela FASP (Faculdades Associadas de São Paulo) com ênfase em Análise de Sistemas
Pós-graduado em Administração de Empresas pela INPG (Instituto Nacional de Pós-Graduação) em São José do Rio Preto
Cursou Planejamento Estratégico pela FGV, em São José do Rio Preto-SP
Contato: kleber@kpconsulting.com.br / www.kpconsulting.com.br

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330
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