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Vulnerabilidade exige produção de 300 mil profissionais de TI até 2012

Gestão, Gestão Estratégica 4 de agosto de 2011

Brasil é um dos mais ameaçados na área de tecnologia da Informação e precisa reagir rápido. Recentes ataques a sites governamentais comprovam isso

Por: Altair Santos

Pesquisa de março de 2011 divulgada pela Unisys – empresa mundialmente conhecida na área de Tecnologia da Informação – revela que o Brasil ocupa um surpreendente segundo lugar no índice geral de desconfiança em relação à internet. Entre as 14 nações pesquisadas, o país manteve-se à frente apenas da Colômbia. Na divisão por áreas, os brasileiros mostram-se bem preocupados com roubo de dados pessoais (77%), vírus e emails indesejáveis (43%) e compras on-line e internet banking (36%).

Kleber Rodrigues Júnior: “O risco tende a aumentar, a partir do momento em que tudo isso for levado para a nuvem.”

Na avaliação do presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação) Kleber Rodrigues Júnior, o Índice de Segurança da Unisys, como se intitula a pesquisa, revela que o brasileiro está tomando consciência de que a utilização da internet requer cuidados. “O Brasil é um dos países mais visados, mas o nível de imprudência está caindo. Com o avanço da utilização da internet as pessoas começam a ficar mais cuidadosas, mais maduras neste sentido, principalmente as novas gerações” avalia.

No entanto, o especialista alerta que nenhuma pessoa ou nenhuma corporação está totalmente segura na internet. A prova está nos recentes ataques a sites governamentais no Brasil, na invasão ao site da Sony, onde milhares de contas de usuários foram violadas, e até na tentativa de burlar a segurança do Google. “O risco tende a aumentar, a partir do momento em que tudo isso for levado para a nuvem, sem ter sistemas que possam nos garantir segurança”, diz, referindo-se ao Cloud Computing (Computação em Nuvem) uma espécie de rede virtual de servidores que armazenariam todos os dados disponíveis na internet.

Segundo Kleber Rodrigues Júnior, essa vulnerabilidade projeta para o Brasil, segundo dados do ministério da Ciência e Tecnologia, a necessidade de o país produzir até 2012 mais 300 mil profissionais de Tecnologia de Informação (TI) para dar conta da demanda nacional. “Só a cadeia produtiva da construção civil tem demandado muitos profissionais desta área. A saída talvez seja formar técnicos em TI, como tem feito a FATEC (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) que tem cursos com duração de dois anos para abastecer o mercado”, analisa o presidente da APETI.

Entre os 10 em TI
Desde 2010, o Brasil integra a lista dos 10 países que mais investem em Tecnologia da Informação. Ao lado da China, é o único dos emergentes que faz parte desse grupo. A lista é encabeçada por Reino Unido, Alemanha, França, Suécia, Holanda, Finlândia e Estados Unidos. O Brasil está em 9.º lugar e já ultrapassou a Austrália. No investimento global em TI, o país ocupa a fatia de 2,1% – o ideal é que até 2014 duplique esse percentual. Hoje, as instituições financeiras brasileiras são as que mais investem no setor.

Entrevistado
Kleber Rodrigues Júnior, presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação)
Currículo

Graduado em Administração de Empresas pela FASP (Faculdades Associadas de São Paulo) com ênfase em Análise de Sistemas
Pós-graduado em Administração de Empresas pela INPG (Instituto Nacional de Pós-Graduação) em São José do Rio Preto
Cursou Planejamento Estratégico pela FGV, em São José do Rio Preto-SP
Contato: kleber@kpconsulting.com.br / www.kpconsulting.com.br

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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