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Construindo Melhor, Gestão, Gestão de Obras, Mercado da Construção 15 de maio de 2013

Seja de concreto, alvenaria, fibra ou vinil, obra precisa de estudos geológicos, obedecer normas e ser construída por mão de obra qualificada

Por: Altair Santos

Construir piscinas requer cuidados especiais. Desde a escolha do terreno, passando pela mão de obra qualificada e a seleção dos materiais, trata-se de uma obra em que os detalhes fazem a diferença. O zelo na construção deve ser maior ainda se a piscina for construída em um prédio. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes e Construtores de Piscinas e Produtos Afins (Anapp) piscinas de concreto apresentam vantagens em relação às de alvenaria ou fibra de vidro e vinil. No entanto, cada situação exige que se avalie o tipo de piscina que melhor se adapte ao local.

Piscina em construção: característica do solo influencia no formato e no tamanho da obra.

É o que explica Roberto dos Reis, dono da construtora Nado Livre, filiada à Anapp, que atua no setor há 29 anos e é homologada para construir piscinas olímpicas. “Uma piscina de concreto tem longa durabilidade e baixa manutenção. Mas construí-la, assim como a de outros materiais, depende da sedimentação do terreno. O mercado, atualmente, constrói 30% em concreto armado ou alvenaria, 40% de fibra de vidro e 30% vinil. O recomendável é que piscinas acima de 80 metros quadrados sejam construídas em concreto armado, de preferência o concreto maciço com 40 MPa, projetado a 7 kg/cm². É a mesma tecnologia usada em túneis de metrô”, ensina.

Quanto ao terreno, o especialista alerta que ele precisa ter uma sedimentação mínima. Construir piscinas de fibra em regiões litorâneas ou aonde há lençol freático não é recomendado, já que o material não suporta grandes pressões negativas (do solo para a piscina) nem positivas (da água dentro da piscina). Se ela não tiver sustentação, ocorrem trincas, rachaduras e pode até quebrar. A fibra é somente uma casca”, ressalta Roberto dos Reis, lembrando que o ideal é se fazer um estudo de solo antes de construir.

Piscina com mais de 80m² devem ser construídas, de preferência, com concreto projetado.

Assim como as piscinas de fibra e vinil, as de alvenaria têm limitações. “Se a área tiver até 80 metros quadrados pode se fazer de alvenaria, com blocos estruturais (de concreto). Acima desta metragem, tem que fazer com concreto armado, usando cortina de aço para aguentar o peso”, destaca o construtor. Ele recomenda ainda que toda a construção de piscina tenha a responsabilidade técnica de um engenheiro civil e siga as normas da ABNT relacionadas a sistemas de hidráulica. “O conselho que eu posso dar para o consumidor final é contratar empresas registradas no CREA e com, no mínimo, dez anos de experiência”, afirma.

Esta recomendação vale, principalmente, se a construção for em prédio, cujo projeto original não contemple piscina. “Primeiro, é preciso se atentar à profundidade da piscina e se a estrutura do prédio suporta tal peso e volume, principalmente se ela estiver sobre uma laje. Quanto mais alto o prédio, maior a responsabilidade de se construir uma piscina na cobertura, por exemplo. É preciso considerar o efeito pêndulo e as trincas que isso pode causar. Outro ponto vulnerável é a impermeabilização”, orienta Roberto dos Reis.

Entrevistado
Roberto dos Reis, proprietário da construtora Nado Livre, especializada em piscinas
Currículo
Roberto dos Reis é graduado em administração de empresas e tem sua empresa filiada à Anapp (Associação Nacional dos Fabricantes e Construtores de Piscinas e Produtos Afins) com homologação para construir piscinas olímpicas
Contato: www.anapp.org.brwww.nadolivrepiscinas.com.br nadolivre@terra.com.br
Créditos fotos: Divulgação / Nado Livre

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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