Uma história de um século

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Uma história de um século 150 150 Cimento Itambé

Exposição de fotos mostra 100 anos da arquitetura brasileira, a partir de obras erguidas em concreto armado

Construção da ponte sobre o Rio do Peixe.

Construção da ponte sobre o Rio do Peixe

O Brasil comemora o centenário do concreto armado. Com base no livro Escola Brasileira do Concreto Armado, do engenheiro Augusto Carlos de Vasconcelos – considerado o decano dos professores de engenharia de concreto armado no Brasil – o fotógrafo ítalo-brasileiro Lamberto Scipioni montou uma exposição de imagens que traça uma linha do tempo da arquitetura nacional baseada no concreto. As quase 100 fotos foram expostas primeiramente em São Paulo, no final do ano passado, e agora vão percorrer o país em 2009, a começar por Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre.

A ideia da exposição nasceu a partir do livro Escola Brasileira do Concreto Armado, que Scipioni ilustrou. “Eu e o professor Augusto (Carlos Vasconcelos) concluímos que tínhamos que levar aquelas imagens para além das páginas do livro. Então ampliamos a pesquisa, já que o livro mostra apenas 60 fotos, e elaboramos a exposição”, revela o fotógrafo.

Lamberto Scipioni afirma que, quando se refere a centenário do concreto armado, a intenção não é definir um marco, mas abraçar um conceito. “O Brasil foi um dos primeiros países a adotar a tecnologia do concreto armado. Isso começou no início do século passado. Não existe uma data precisa, mas um conceito secular por trás disso e é isso que a exposição se propõe a mostrar”, revela.

Segundo o engenheiro Augusto Carlos de Vasconcelos, o Brasil detém 23 recordes internacionais conquistados de arquitetura em concreto armado. Entre as obras mais notáveis, ele destaca a ponte sobre o rio do Peixe, entre Herval D’Oeste e Joaçaba, em Santa Catarina, construída em 1930. “Ela é um marco da engenharia brasileira”, reconhece.

Ironicamente, a obra não está na exposição. A ponte original foi destruída pela enchente que ocorreu em 1983, em Santa Catarina. Construída pelo engenheiro Emilio Baumgart, reconhecido no Brasil como o “pai do concreto armado”, ela tinha um vão de 68,5m e um comprimento de 145,5m. Erguida através de um método revolucionário para a época, a ponte teve a concretagem feita da margem para o centro, sem auxílio de escoramento.

A exposição de Scipioni também tem a intenção de humanizar as obras em concreto. “Procuramos dar uma visão que mostra a relação harmoniosa entre o homem e o concreto, tão presente nas cidades brasileiras”, definiu. As imagens abraçam desde monumentos até obras residenciais, passando por igrejas, pontes, rodovias e edifícios públicos. Neste quesito, as fotos destacam a construção de Brasília e as obras de Oscar Niemeyer, que também completou 100 anos em 2007. “Ele não podia faltar”, diz Scipioni, que na exposição itinerante pelo país vai incluir uma das mais recentes obras do arquiteto: o Museu do Olho, em Curitiba.

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

26 de janeiro de 2009

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