Troque grandes estoques no canteiro de obras por TI

Através da Tecnologia da Informação é possível desenvolver o planejamento estratégico da obra junto aos fornecedores

Troque grandes estoques no canteiro de obras por TI

Troque grandes estoques no canteiro de obras por TI 520 310 Cimento Itambé
canteiro de obras

No canteiro de obras devem prevalecer a produção, a automação, a qualificação, a produtividade e o treinamento. Crédito: Divulgação

O uso da Tecnologia da Informação (TI) na logística de suprimentos permite que o estoque de materiais dentro do canteiro de obras possa condizer com o momento de cada etapa da construção. Isso evita perdas por superlotação, mau armazenamento e desperdício. Através da TI, também é possível desenvolver o planejamento estratégico da logística junto aos fornecedores, o que cria uma cadeia com comunicação eficiente, velocidade nas respostas e qualidade de atendimento.

Porém, é necessário um projeto que permita à Tecnologia da Informação coletar dados suficientes para compreender a logística de suprimentos. Isso é feito por um profissional que vem ganhando cada vez mais espaço nos canteiros de obras que operam com planejamento: o analista de materiais. Geralmente, a função é exercida por um engenheiro civil especialista em logística aplicada na construção civil. Ele também não atua sozinho, mas em equipe, a qual vai controlar a entrada, o recebimento e armazenamento de materiais no canteiro de obras.

No entender de engenheiros que palestraram no CONAPROC (Congresso Nacional de Produtividade na Construção Civil), a aplicação da tecnologia para desenvolver logística de suprimentos no canteiro de obras requer quebra de paradigmas. O primeiro deles é substituir a negligência com produção, automação, qualificação, produtividade e treinamentos por processos, programas de qualificação, programas setoriais, certificações e normalização. São medidas para combater improvisação, retrabalho, perdas e desperdícios.

Logística de suprimentos propõe que a autossuficiência dê lugar ao planejamento compartilhado

Outro paradigma a ser quebrado é o que inviabiliza construtoras e incorporadoras de obterem vantagens na cadeia de suprimentos, a qual engloba fornecimento, compra de materiais, produção, estocagem, armazenamento e distribuição. Isso possibilita um círculo virtuoso, que envolve comprar bem, construir bem e vender bem. Para tal – alertam os palestrantes -, precisa ser esquecida a máxima de que engenheiro bom é aquele que “bate escanteio e corre para cabecear”. Ou seja, faz desde a gestão da obra até a compra dos materiais.

O que a logística de suprimentos propõe é que a autossuficiência dê lugar ao planejamento e ao foco nos processos que compartilhem dados de TI e integrem os fornecedores ao projeto. Um exemplo citado pelos engenheiros que palestraram no CONAPROC é que a cadeia de suprimentos não pode nunca comprometer o trabalho no canteiro de obras por falta de materiais.

Então, se a obra estiver a 100 quilômetros do fabricante do material, é preciso a garantia do fornecedor de que o pedido será entregue de acordo com o cronograma estabelecido. Da mesma forma, é necessário pensar em situações em que a construtora possua obras ocorrendo simultaneamente em lugares diferentes. Neste caso, o recomendável não é buscar um fornecedor para cada obra, mas verificar se a estrutura de um único fornecedor consegue cobrir o raio de ação dos empreendimentos. Neste caso, a sugestão é optar pelo fabricante que tenha centros de distribuição e expertise em logística. Assim, ele também poderá contribuir com a TI da construtora no planejamento estratégico da obra.

Veja vídeo-aula sobre engenharia logística aplicada na construção civil

Entrevistado
Reportagem com base em vídeo-aula apresentada no CONAPROC (Congresso Nacional de Produtividade na Construção Civil)

Contato: luchezzi@luchezzi.com

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

7 de novembro de 2018

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