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Tradição, estrutura e pesquisa fazem do IME um dos melhores do Brasil

Qualificação Profissional, Universidade e Pesquisa 13 de julho de 2011

Engenharia de Fortificação e Construção, do Instituto Militar de Engenharia, ocupa segundo lugar no ranking dos melhores cursos de engenharia civil

Por: Altair Santos

O curso de Engenharia de Fortificação e Construção do Instituto Militar de Engenharia (IME) é o mais antigo do Brasil. Ele surgiu no tempo do Império, oficialmente em 1792, com a criação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, que em seguida recebeu várias denominações: Academia Real Militar (1811), Imperial Academia Militar (1822), Academia Militar da Corte (1832), Escola Militar (1840) e Escola Central (1858). Em 1874, a Escola Central foi desmembrada da Escola Militar e passou a formar exclusivamente engenheiros civis. Daí vem o nome da profissão no país.

Ensino individualizado, com controle efetivo do rendimento do aluno, é um dos diferenciais do curso.

No século passado, em 1930, outra mudança: passa a funcionar a Escola de Engenharia Militar, que em 1933 foi rebatizada como Escola Técnica do Exército. Em 1949, surge o Instituto Militar de Tecnologia, que em 1959 realiza fusão com a Escola Técnica do Exército para dar origem ao Instituto Militar de Engenharia, que carrega quase 220 anos de tradição. “Hoje, o IME procura semear esta experiência em alunos de alta capacidade intelectual, que alimentam um processo de ensino e aprendizado mútuo entre discentes e docentes”, explica o major Marcelo de Miranda Reis, coordenador do curso de Engenharia de Fortificação e Construção.

A graduação do IME equivale aos cursos de engenharia civil das demais universidades e obteve em 2011 o 2.º lugar no ranking do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), com base no desempenho do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). A diferença para as outras escolas é que o Instituto Militar de Engenharia forma engenheiros civis e militares. “Os militares são absorvidos pelo próprio Exército e os civis têm encontrado bom espaço no mercado, por serem profissionais generalistas”, explica o major Marcelo de Miranda Reis.

O curso de graduação em Engenharia de Fortificação e Construção do IME tem a duração de cinco anos. “O currículo reúne um conjunto de disciplinas que integram conhecimentos científicos aprofundados, com uma visão interdisciplinar e sistêmica nas áreas de estruturas, recursos hídricos, meio ambiente, geotecnia, edificações e transportes”, afirma o coordenador. Para a formação de seus engenheiros, o campus do IME, no Rio de Janeiro, oferece laboratórios de recursos hídricos, saneamento e máquinas hidráulicas; materiais de construção e concreto; informática; modelagem computacional; ligantes e misturas asfálticas e de solos.

Estudos sobre concreto
O Instituto Militar de Engenharia também investe maciçamente em pesquisas, com o incentivo de órgãos de fomento, como FAPERJ, FINEP, CAPES e CNPq. Alguns dos trabalhos já renderam prêmios, entre eles o de melhor dissertação na área de engenharia civil, com o estudo “metodologia de produção e emprego de agregados de argila calcinada para pavimentação” (Prêmio Dirceu Velloso). Também foram premiadas as pesquisas “características resilientes de solos residuais da região metropolitana de Curitiba” (38.ª RAPv), “comportamento de solos do Estado do Rio de Janeiro estabilizados com emulsão asfáltica” (Prêmio PETROBRAS), “pisos alternativos para passagem de nível” (VIII Prêmio AmstedMaxion de Tecnologia Ferroviária) e “avaliação do comportamento mecânico de misturas asfálticas elaboradas com cimento asfáltico de petróleo modificado por asfalto Natural (CAP TLA)” (Prêmio Oscar Niemeyer-CREA).

Estudos sobre uso do concreto também são contemplados pelo curso, que tem disciplinas específicas como Materiais de Construção II; Teoria das Estruturas I, II e III; Estruturas de Concreto Armado I e II e Estruturas de Concreto Protendido. Além disso, muitos docentes do IME são sócios e representantes dos quadros de diversas associações, dentre as quais IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto) e ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). “Há ainda parcerias com organismos de pesquisa nacionais e internacionais, entre os quais a Paristech e a Universidade de Coimbra”, lembra o major Marcelo de Miranda Reis.

Outra peculiaridade do curso é o número reduzido de alunos. Atualmente, menos de cem estudantes integram o corpo discente do Instituto Militar de Engenharia. “Isso permite um ensino muito mais individualizado e um controle mais efetivo e pessoal do rendimento do aluno”, analisa o coordenador do curso. Sobre o corpo docente, ele é constantemente incentivado a se atualizar profissionalmente, o que resulta em um quadro em que a quase totalidade dos professores são doutores, alguns inclusive com curso de pós-doutorado. “O Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro tem uma preocupação constante com o desenvolvimento do curso e de pesquisas aplicadas, empregando anualmente um volume de recursos para esta finalidade”, finaliza Marcelo de Miranda Reis, mostrando o porquê de a Engenharia de Fortificação e Construção do Instituto Militar de Engenharia estar entre as melhores do país.

Sede do IME, no Rio de Janeiro: laboratórios e pesquisas qualificam o Instituto como um dos melhores do país.


Entrevistado
Major Marcelo de Miranda Reis, professor-adjunto e coordenador de graduação do curso de Engenharia de Fortificação e Construção do Instituto Militar de Engenharia (IME)
Currículo

Mestre em Planejamento Energético e Ambiental, COPPE/UFRJ, 2001 e doutor em Engenharia Civil, COPPE/UFRJ, 2009
Contato: marceloreis@ime.eb.br

Créditos Fotos: Divulgação/IME

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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