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Traçar o perfil desejado é fundamental na hora de escolher um novo funcionário

Comportamento e Carreira 15 de abril de 2010

Consultores de recursos humanos afirmam que o primeiro passo para uma boa contratação é traçar claramente os objetivos e habilidades que o novo funcionário deve ter

Anderson Belea

Apesar da grande oferta de mão de obra, muitas empresas encontram dificuldade na hora de contratar um novo funcionário. Segundo o consultor comercial, Anderson Belea, da Consultoria em Recursos Humanos RH Internacional, para garantir o sucesso da nova contratação é fundamental o preparo do profissional que fará a seleção. “O responsável por essa tarefa deve conhecer profundamente os valores da empresa e também as atividades a serem desempenhadas pelo novo funcionário”, afirma Belea.

A mesma opinião é compartilhada por Jonas Kaffka, diretor da Holden Consultoria e RH. “Sempre direcionamos o trabalho do profissional de recursos humanos que fará a contratação para que ele tenha um esboço detalhado daquilo que a empresa está buscando no novo funcionário”, diz. “Com esta orientação a empresa poderá explorar ao máximo o momento de entrevista e seleção, a fim de avaliar se o candidato realmente tem o perfil desejado”, resume Kaffka.

Anderson Belea ressalta que antes do início do processo de seleção a empresa deve definir as competências que serão úteis para a vaga em questão. “Conhecimentos, formação, experiência – todos os itens exigidos devem ser definidos antes, para que não ocorram confusões durante a seleção”, explica. Somente depois de definidos estes quesitos é que a empresa deve começar a divulgar a vaga e receber os currículos dos candidatos.

A entrevista

Com os currículos dos candidatos em mãos, a sugestão dos consultores é que o recrutador selecione, no máximo, cinco finalistas para cada vaga, para que o processo não se prolongue. Kaffka ensina como otimizar ainda mais o processo. “Antes de convocar o candidato para entrevista, podemos verificar por telefone os objetivos profissionais e pretensões salariais, evitando chamar candidatos que não estejam alinhados com os aspectos básicos da vaga em questão”, afirma.

No início da entrevista, o recrutador deve apresentar-se, detalhar a vaga e a proposta salarial, deixando bem claro o que a empresa exige e oferece. “A entrevista deve trabalhar perguntas abertas, com o entrevistado sempre falando mais que o entrevistador”, afirma Belea. O consultor ainda comenta sobre a análise da postura do candidato, que depende da função a ser exercida. Por exemplo: espera-se que candidatos para vagas comerciais sejam dinâmicos, persuasivos, de boa desenvoltura verbal e articulação de ideias. Para um engenheiro, espera-se que ele seja objetivo e técnico, demonstrando solidez nas suas afirmações e argumentações. “Tudo depende das exigências da vaga”, analisa o consultor da RH Internacional.

Para complementar o processo é interessante que a empresa aplique testes psicológicos e técnicos aos candidatos, com o objetivo de confirmar as impressões do entrevistador. “Cabe salientar que nenhum teste pode oferecer 100% de confiabilidade, mas reduz o risco de interpretações equivocadas”, ressalta Belea.

Processo final

Dentro de um processo seletivo, normalmente, apenas um profissional é contratado. “No momento de dispensar um candidato é muito importante deixar claro que o fato de não ter sido selecionado não significa que ele não esteja apto a exercer a profissão”, explica Jonas Kaffka. A franqueza é imprescindível, mas a cautela também é necessária. “É comum comunicar a eliminação do candidato por e-mail, agradecendo a participação e informando que alguns pré-requisitos não foram atendidos, mas que manterão seu nome no banco de dados para próximas seleções”, revela Belea. “E jamais mencionar argumentos que afetem moralmente o candidato ou que possam ser interpretados como preconceituosos”.

Dar a notícia de que o entrevistado foi contratado é a parte mais agradável do processo. “É interessante falar sobre a contratação por telefone, informando os procedimentos e documentações necessárias para efetivar sua contratação”, analisa Belea. Kaffka ainda comenta que o contato pessoal é importante. “A empresa pode chamar o candidato para uma conversa em sua sede, e aí sim dar entrada com o processo de admissão. Assim a relação empresa-colaborador se fortalece já no início do contrato”, analisa.

Entrevistados:
Anderson Belea – Profissional com formação em Administração/MKT pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) atua há quatro anos como consultor comercial no setor de Serviços em Recursos Humanos, pela RH Internacional, para empresas de médio e grande portes, nacionais e multinacionais.
Contato: andersonbelea@rhi.com.br

Jonas Kaffka é diretor da Holden Consultoria e RH, desde 1998, atuando com seleção de profissionais para empresas de toda a América do Sul.
Contato: jonas@holdenrh.com.br

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330



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