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Torre biônica

Área Técnica, Construção Sustentável, Inovação, Obras Inovadoras, Pesquisas, Responsabilidade Social e Ambiental, Sobre Cimento, Sobre Concreto, Sustentabilidade, Universidade e Pesquisa 6 de outubro de 2010

A solução sustentável para o crescimento das cidades está na criação de cidades verticais

Por: Camila Braga

BeBionic, em Shanghai

Ouvir um arquiteto falar em cidades verticais pode parecer estranho, já que até o momento todas as cidades que conhecemos são horizontais. Não para o arquiteto espanhol, Jose Enrique Dominguez Garcia, diretor de projetos do escritório Cervera e Pioz, de Madrid, Espanha. Jose Enrique foi um dos palestrantes do II Simpósio Internacional de Sustentabilidade em Arquitetura e Urbanismo, realizado nos dias 05 e 06 de outubro em Curitiba, onde se discutiu temas relacionados ao consumo energético das cidades e sustentabilidade.

A solução apresentada foi a chamada torre biônica. Um projeto arquitetônico apresentado pela primeira vez em 1997 e que prevê a criação de cidades verticais em torres em regiões superpopulosas, como alguns países da Ásia.

Tais torres teriam mais de um quilômetro de altura e em seus andares seriam localizados os bairros desta nova cidade. A ideia da sustentabilidade está incorporada desde o princípio, utilizando, por exemplo, moinhos de vento no topo do empreendimento – local não habitado – para aproveitar a energia eólica. Para gerar energia também serão utilizados painéis fotovoltaicos que aproveitarão a luz do sol.

Dimensões

Jose Henrique Dominguez Garcia

O projeto inicial prevê que a cidade vertical seja construída numa torre de 1.228 m de altura, onde trafegarão aproximadamente 360 elevadores: “poderemos, inclusive, utilizar alguma tecnologia parecida com a usada na Torre de Dubai”, ressaltou Garcia Dominguez. Cada interseção, ou “andar” desta torre, terá o tamanho aproximado de um campo de futebol.

Com relação aos materiais, ainda não é possível prever a quantidade que será demandada de concreto, aço ou vidro: “temos um projeto, mas é impossível predeterminar sem ter uma demanda específica, já que não há ainda uma previsão de construção da torre”, explica o arquiteto espanhol.

Outro ponto que merece destaque é que, diferentemente da edificação de um prédio, a construção da torre biônica é prevista para ser realizada em etapas, com a consequente ocupação de cada área construída. “O projeto da torre prevê sua construção em etapas, para que se autossustente, ou seja, construir alguns andares e fazer com que ele gere energia para novos andares tal como na natureza. Construir uma base e botar para funcionar”, diz.

Arquitetura biônica

O princípio da arquitetura biônica em que se baseia a ideia do projeto da cidade vertical é buscar na natureza soluções para algumas necessidades e que estratégias o mundo natural fornece que podem ser aplicadas nas diferentes áreas da ciência.

Além da torre biônica, o escritório Cervera e Pioz tem alguns outros projetos na área de arquitetura biônica, como o Tai-Da Financial Commerce, em Chengdu, na China, cuja estrutura externa se assemelha a de um cactus.  Obras inspiradas na natureza são a base da proposta da construção de um espaço urbano como esse.

Os arquitetos idealizadores do projeto se basearam no crescimento estrutural das árvores para o projeto da torre. Segundo Dominguez Garcia, a arquitetura tradicional foi contrastada com a biônica: “para ganhar em resistência, preferimos vários elementos rígidos e estruturados, ao invés de concentrar esforços em apenas poucos elementos”, finaliza.

Entrevistado
Jose Enrique Dominguez Garcia
>> Currículo
– Arquiteto, especialista em novos materiais construtivos.
– Diretor de projetos do escritório Cervera & Pioz, de Madri, Espanha.
– Integra a equipe do projeto “Torre Biônica” e cidades verticais.
Contato: jed@cerveraandpioz.com

Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content


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