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Tecnologia do concreto e do cimento preserva água

Construção Sustentável, Gestão, Gestão de Obras, Mercado da Construção, Sustentabilidade 20 de março de 2013

Graças a equipamentos modernos e aos aditivos, bem precioso é cada vez menos utilizado nas cimenteiras e nas indústrias de artefatos de cimento e pré-fabricados

Por: Altair Santos

A ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu 22 de março como o Dia Mundial da Água. Mais que uma data comemorativa, é uma data para reflexão. O objetivo é instigar nos setores produtivos soluções que permitam economizar o bem precioso. Dentro da cadeia produtiva da construção civil brasileira, as indústrias de cimento e concreto têm conseguido avanços significativos neste item. Sobretudo, por causa do investimento em tecnologia. “A redução de água na fabricação e aplicação do cimento se deve a equipamentos que preservam, racionalizam e permitem o reuso da água. Essa conscientização, obviamente, é fruto de fatores ambientais e econômicos”, destaca Mário William Esper, gerente de relações institucionais da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

Mário William Esper, da ABCP: uso racional da água tem objetivos econômicos e ambientais.

Hoje, por exemplo, 99% das unidades industriais que fabricam cimento no Brasil o produzem por via seca. “Neste processo, a água é utilizada apenas nas torres de arrefecimento dos moinhos e para resfriamento do material, representando um consumo de 100 litros por tonelada de cimento. A água empregada para resfriamento dos gases é absorvida no processo e liberada na forma de vapor, sem nenhum contaminante. Já aquela utilizada para resfriar equipamentos passa por separadores de óleo e é, em geral, reaproveitada. A água consumida na maioria das fábricas é praticamente 100% recirculada, não havendo, portanto, a geração de efluentes líquidos industriais”, explica Mário William Esper, ressaltando que essa tecnologia em favor do bem precioso também se estende à produção de concreto, de artefatos de cimento e de pré-moldados.

No caso do concreto, o emprego de aditivos de alta performance tem proporcionado a minimização do emprego de água, bem como aumentado a produtividade. A exemplo do concreto, por conta dos aditivos de última geração o uso do bem precioso também foi substancialmente reduzido na fabricação de pré-fabricados. A água também tem sido pouco utilizada na produção de artefatos de cimento. “Seu emprego se dá apenas como água de amassamentos e para a hidratação do cimento“, revela o gerente de relações institucionais da ABCP, afirmando que essa economia gerada pelas indústrias ligadas ao cimento repercute em outros setores da cadeia produtiva da construção civil. “Esse exemplo influencia outros fabricantes a investirem em tecnologia que permita a preservação, a racionalização e reuso da água“, completa.

Sobre a ABCP

Para estimular a economia de água nos processos industriais do cimento Portland e seus derivados, a ABCP segue investindo na pesquisa de aditivos que reduzem sensivelmente a relação água/cimento na produção de concreto, bem como estimula a adoção de sistemas e produtos que buscam o reaproveitamento e a economia de água nos programas habitacionais e nas obras de infraestrutura.

Entrevistado
Mário William Esper, gerente de relações institucionais da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP)
Currículo
– Mário William Esper é graduado em engenharia civil e mestre em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
– Atua com gerente de relações institucionais da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP)
– Tem experiência na área da construção civil, com ênfase em materiais de construção, atuando na tecnologia dos materiais, sistema de qualidade, normalização, sistemas construtivos e meio ambiente
Contato: mario.william@abcp.org.br
Créditos foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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