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Sucessão empresarial: êxito com o assessment

Comportamento e Carreira, Empreendedorismo, Gestão, Gestão Estratégica 11 de agosto de 2010

Como preparar o próximo líder da sua empresa sem perder a rentabilidade

Por: Camila Braga

Diretor geral, presidente, dono, CEO, seja qual for o cargo, todos sabem apontar quem é o líder de uma empresa. Mas, quando é chegado o momento de substituí-lo é que a corporação pode passar por problemas, pois o eleito pode não estar no mesmo nível de performance do líder anterior. Para combater esse entrave na sucessão empresarial é que muitas empresas têm recorrido ao assessment, uma ferramenta que organiza as informações disponíveis sobre cada funcionário, de maneira a identificar as características e atributos de cada profissional, quanto ao desempenho, potencial de crescimento e liderança, bem como, fragilidades e pontos a serem melhorados.

Carla Mello: “um processo de sucessão bem estruturado traz enormes ganhos”

Para Carla Mello, diretora geral da Acta e DBM, multinacional especializada em outplacement, a pessoa escolhida para substituir aquele que deixa o cargo de líder leva uma média de nove meses para atingir o mesmo nível de desempenho do anterior. “Isso gera um declínio de produtividade e rentabilidade para a empresa”, explica.

De acordo com uma pesquisa realizada pela DBM com aproximadamente 490 empresas brasileiras de médio e grande porte, quase 62% delas, atualmente, não têm uma política para trabalhar a sucessão empresarial. Carla Mello adverte: “muitas vezes se tem um ótimo especialista, um bom líder para determinado projeto, mas esse profissional ainda não está apto para ser um gestor. As empresas não dão a devida importância, mas um processo de sucessão bem estruturado traz enormes ganhos: diminui o tempo que o novo líder leva para se adaptar ao cargo de gestão e com isso evita que empresa tenha essa queda de rentabilidade”.

Benefícios

O assessment traz benefícios tanto para as empresas que aplicam a ferramenta quanto para cada profissional que passa pelo processo. Para as empresas, a grande vantagem do assessment é conseguir ajustar pessoas, processos e estruturas às necessidades do ambiente corporativo, de forma mais ágil. As organizações também passam a contar com colaboradores mais preparados, cientes de suas capacidades e do que precisam otimizar.

Já do lado do profissional, o benefício do assessment é a motivação que gera nos funcionários, que conquistam posições por meritocracia, ou seja, por fazer merecer. Colaboradores com capacidades iguais – capacidades essas mapeadas pelo assessment oferecido pela empresa – têm chances iguais de alcançar um posto e todos lutam por isso. Sem falar que um funcionário que percebe que a empresa está investindo na sua carreira, se sente mais motivado para trabalhar, produz mais e é mais fiel à companhia.

Na prática

Na hora de aplicar o assessment na sua empresa é importante observar alguns pontos para que o procedimento tenha êxito, como definir quais as competências profissionais que realmente importam para a sua organização, já que nem toda habilidade é pertinente a todo negócio. 

Carla lembra que a ferramenta do assessment deve ser aplicada no desenvolvimento do profissional dentro da organização e não em candidatos de fora da empresa, já que para esse tipo de recrutamento existem outras técnicas. A especialista explica que a empresa de consultoria que aplica o assessment apenas mapeia as características dos profissionais, mostrando a cada um deles seus pontos fortes e suas fragilidades, que podem ser supridas via uma leitura, um curso ou simplesmente entrar num foro de discussão. Mas, quem toma a decisão final sobre quem será o novo líder é a própria organização.

Quem aplica o processo de assessment são empresas de consultoria de gestão empresarial e ele dura de 90 a 120 dias. Grandes organizações já adotaram essa ferramenta, com sucesso, como Renault, Volvo, Nutrimental e Zilli Engenharia.

>> Entrevistado
Carla Virmond Mello
– Sócia fundadora da ACTA Desenvolvimento e Educação, empresa  que atua desde 1995 em desenvolvimento organizacional e planejamento de carreira. Diretora DBM Paraná e Santa Catarina. Mestre em engenharia da Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), especialista em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Contato: http://www.acta.com.br

Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content


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