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Uma das soluções mais viáveis para a Copa 2014 está no pré-moldado

Novas Tecnologias 6 de julho de 2009

Sistema construtivo deve agilizar obras nos estádios que, pelo cronograma da Fifa, devem ser entregues até o final de 2012

Conhecidas as 12 cidades indicadas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) como subsedes para a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil, o que se discute agora é como serão construídos os estádios. Os projetos já foram apresentados, mas a ausência de recursos privados para as obras deve obrigar o governo federal a abrir uma linha de crédito especial do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Estima-se que só a adequação de estádios e a construção de novas arenas devem custar R$ 3 bilhões. Para não fugir deste orçamento, os pré-moldados devem ser um dos sistemas construtivos que prevalecerão para erguer os palcos das partidas.

O caderno de encargos da Fifa exige que pelo menos dois estádios tenham capacidade para 60 mil lugares ou mais. São os que vão sediar a abertura e a final da Copa. Os demais devem ter no mínimo 40 mil lugares. Por isso, em recente audiência pública no Congresso Nacional, o presidente nacional do Sinaenco, José Roberto Bernasconi, alertou que a Fifa, ao anunciar as subsedes, já deveria ter definido quem vai abrir e fechar o mundial. “A diferença é grande. Por isso, são necessárias mais informações por parte da organização do evento para que seja realizado um planejamento. A Fifa nos cobrará mais tarde, e só poderemos corresponder a suas demandas se primeiro cobrarmos agilidade da entidade”, ressalta.

Pelo motivo de as subsedes ainda não saberem ao certo quais serão suas demandas, o presidente da regional Paraná do Sinaenco, Marlus Coelho, já prevê atrasos nas obras. “Além destas questões relacionadas à Fifa, têm os problemas institucionais, como o atendimento às normas municipais e ambientais, em todos os níveis. Mas o mais crítico é o início das obras, a solução da equação financeira”, avalia, antecipando que a indicação de 12 subsedes foi uma estratégia da Fifa para trabalhar com uma margem de erro. “São necessários, efetivamente, apenas oito estádios para realizar a Copa. Ou seja, foram indicados doze para dar uma folga maior”, completa.

Independentemente do número de estádios que vão acabar sediando a Copa do Mundo de 2014, o Sinaenco avalia que o evento trará luz à segurança dos estádios – uma das bandeiras do organismo. “Os projetos vão incentivar a resolver pontos críticos, como tempo de evacuação do público e adaptação do entorno dos estádios para receber grandes públicos”, diz Marlus Coelho. Ele ressalta, porém, que a manutenção destas obras será outro dilema a ser vencido: “Sem a manutenção periódica e adequada, os elementos iniciais de segurança poderão se deteriorar e comprometer o futuro dos estádios após a Copa”.

Fique por dentro
As 12 cidades eleitas para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, são: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Texto complementar

Sinaenco aposta que Arena da Baixada será a 1.ª a ficar pronta

Presidente regional Marlus Coelho revela, em entrevista, otimismo com estádio escolhido para representar a subsede Curitiba. Confira:

O senhor aposta que a Arena será o primeiro estádio a ficar pronto?
Sim, as obras na Arena já começaram e, certamente, ela estará pronta para a Copa de 2014.

Da 1.ª etapa da construção da Arena para essa nova fase da obra mudou alguma coisa em termos de tecnologia empregada?
A Arena da Baixada já tem uma concepção europeia, pois os arquitetos que a projetaram estudaram os melhores estádios do mundo. Então ela já atende ao padrão da Fifa, com aquele formato mais retangular diferindo do oval adotado pelo Maracanã e seguido pela maioria dos estádios brasileiros. Então as adaptações pelas quais ela deverá passar não se referem ao projeto, mas a espaços para a mídia e os convidados VIPs e VVIPs, assim como estacionamento e o entorno.

O entorno parece ser o que mais vai exigir adaptações. É isso?
De fato, as alterações maiores serão no entorno. O problema poderá estar num conflito entre as exigências da Fifa e a viabilidade da Prefeitura Municipal, em função da exiguidade de espaços na região, já densamente ocupada por edifícios residenciais.

Marlus Coelho, presidente da regional Paraná do Sinaenco: marlus@esteio.com.br

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação



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