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Sistemas construtivos sustentáveis viram estrelas na FEICON

Construção Sustentável, Sustentabilidade 25 de março de 2015

Abramat estimula uso de componentes pré-fabricados, a fim de que obras ganhem velocidade e ajudem o setor a cumprir metas de produtividade

Por: Altair Santos

Construções a seco, canteiro de obras enxuto, aumento de produtividade e o conceito “faça você mesmo” levaram a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) e a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) a concentrar esforços em torno de sistemas construtivos industrializados na recente edição da FEICON BATIMAT- Salão Internacional da Construção.

Walter Cover, presidente da Abramat: feira procurou aprofundar conhecimento técnico sobre produtos pré-fabricados

O evento, que de 10 a 14 de março de 2015 atraiu 118 mil pessoas e gerou R$ 600 milhões em negócios, contou até com um espaço exclusivo para mostrar as novidades do segmento: a Ilha da Industrialização na Construção. “Por um lado, quisemos romper uma barreira cultural que existe no Brasil contra os sistemas construtivos industrializados. Isso começa na própria tributação que recai sobre esse modelo. Além disso, o momento é uma oportunidade para o país subir um degrau e acelerar a construção de casas populares”, diz Walter Cover, presidente da Abramat.

O dirigente avalia que só com a ajuda da construção industrializada será possível duplicar a produção anual do Minha Casa, Minha Vida – hoje em torno de 450 mil unidades por ano. “Para que o país enfrente mesmo o déficit habitacional, o MCMV precisa pelo menos dobrar sua produção. E esses sistemas se encaixam nesta meta. Outra questão que nos faz incentivar a industrialização é a sustentabilidade. Os pré-fabricados de concreto, aço, madeira e gesso geram baixíssimos níveis de resíduos no canteiro de obras e também economizam no consumo de água”, afirma Cover.

Ano das reformas
O presidente da Abramat ressaltou que o avanço tecnológico dos produtos industrializados já permite, em alguns casos, construções muito melhores do que as de alvenaria – sistema convencional que predomina no Brasil. “As paredes externas em concreto pré-fabricado e as paredes internas em drywall possibilitam obras muito mais rápidas”, garante, lembrando ainda que a questão da acessibilidade também incentiva trabalhar com produtos pré-fabricados. “Eles podem ser de grande valia em calçadas e em banheiros”, completa.

Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco: expectativa é de que busca por baixo consumo de água e de
energia estimule reformas e faça setor crescer em 2015

Endossando o comentário de Walter Cover, o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, cita que o conceito do “faça você mesmo” também compartilha da industrialização. “Nestes tempos de estresse econômico, as pessoas podem querer elas mesmas promover a reforma da casa. Para isso, já existem itens que saem prontos do fabricante para serem instalados. Eles vão desde argamassas prontas até elementos de acabamento”, reforça.

Cláudio Conz destaca ainda que o setor de comerciantes de material de construção espera fechar o 1º trimestre com crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2014. Segundo ele, a crise hídrica e o aumento do custo da energia elétrica são as alavancas para essa previsão. “Tem havido muitas reformas em fiações e em pontos elétricos nas casas, assim como a revisão de encanamentos e a troca ou a incorporação de novas caixas d’água. E uma reforma, quando começa, sempre chama outras reformas. Acredito que as reformas é que vão impulsionar nosso setor em 2015”, ressalta.

 

Entrevistados
– Walter Cover, Engenheiro agrônomo, Ph.D em economia agrícola e presidente da ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção)
– Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção)
Contatos
abramat@abramat.org.br
presidencia@anamaco.com.br

Créditos Fotos: Divulgação/Cia. Cimento Itambé

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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