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São Paulo concentra esforços em obras de mobilidade

Gestão, Mercado da Construção 26 de setembro de 2012

Novas linhas de metrô, monotrilho, trens metropolitanos, VLTs, hidrovias e a conclusão do Rodoanel monopolizam ações do governo paulista

Por: Altair Santos

A capital de São Paulo tem fama de ser a “cidade que não para”. Esse lema, o governo paulista trabalha para estender por todas as regiões do estado. Por isso, os grandes investimentos até 2014 estão voltados para obras de mobilidade. Novas linhas de metrô, monotrilho, trens metropolitanos, VLTs (veículos leves sobre trilhos), hidrovias e a conclusão do Rodoanel monopolizam as ações e a previsão é que os projetos consumam cerca de R$ 20 bilhões, canalizando investimentos estaduais, federais e via PPPs (Parcerias Público-Privadas).

Trens da CPTM: novas linhas ligarão a capital à Baixada Santista e à região de Campinas.

Boa parte das obras já estão em andamento e a perspectiva é que sejam inauguradas até 2014. Dentro da capital paulista, os esforços são para ampliar as linhas de metrô. A cidade conta atualmente com 72 quilômetros do modal e nos próximos dois anos será estendido para 102 quilômetros. Há a previsão de instalar mais 90 quilômetros até 2018. No momento, existem quatro obras simultâneas do metrô. São as linhas 2, 4, 5 e 17 – esta unirá os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e se interliga com as obras o monotrilho que levará ao bairro do Morumbi.

Outro projeto relevante é o que propõe levar trens às cidades que estão até 100 quilômetros de distância da capital, incluindo aí Campinas, Santos, Sorocaba e ABC. Batizado de Expresso Regional, ele vai permitir o deslocamento do usuário dessas regiões para a cidade de São Paulo em estimados 30 minutos. O governo paulista avalia que a expansão do modal ferroviário permitirá atender 70% do transporte de passageiros que diariamente se deslocam para a capital para trabalhar – atualmente, 7,2 milhões de pessoas.

No caso de Santos, além de um trem que leve diretamente a São Paulo, está em construção na cidade um VLT que a interligará com os demais municípios da Baixada Santista. Esse modal fará conexão com corredores rodoviários, entre eles um que ligará o litoral paulista com a região noroeste do estado. Todo esse complexo estará conectado ao Rodoanel, que encontra-se em fase de execução da “asa” Leste. O objetivo é que essa nova etapa do contorno que tira o tráfego pesado da capital paulista seja concluído também em 2014.

O mesmo conceito do Rodoanel é aplicado para ferrovias e hidrovias que cruzam o estado de São Paulo. No caso dos trens, está em construção o trecho norte e sul do Ferroanel. Para as embarcações, as obras previstas vão ampliar a capacidade de transporte da Tietê-Paraná. Hoje, o sistema aquaviário transporta 7 milhões de toneladas por ano. Com as reformas de pontes que cruzam o rio Tietê, que passarão a ter vão livre de 120 metros para permitir a passagem dos comboios, a hidrovia poderá triplicar seu potencial de transporte para 21 milhões de toneladas por ano.

Concreto

Sem números definidos, a ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) estima em milhões de metros cúbicos a quantidade de concreto que será usada nas obras em andamento e nas previstas para iniciar ainda em 2012.

Entrevistado
ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) via assessoria de imprensa
Contato: artespimprensa@sp.gov.br
Créditos foto: José Luís da Conceição/governo de SP

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB2330


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