Saiba por que as estradas do futuro serão em concreto

Na Europa, já há consenso de que o pavimento rígido é o mais adequado para receber as tecnologias de mobilidade

Saiba por que as estradas do futuro serão em concreto

Saiba por que as estradas do futuro serão em concreto 520 310 Cimento Itambé
e-highways

As e-highways em operação na Alemanha só foram instaladas em rodovias com pavimento de concreto. Crédito: Scania

Se a indústria automobilística quiser viabilizar as tecnologias em curso, como carros elétricos, pistas que auto-abastecem os veículos – as chamadas e-highways – e estradas capazes de armazenar energia, as rodovias em pavimento de concreto são a solução. A avaliação parte de especialistas que participaram recentemente do seminário “Infraestrutura rodoviária para veículos elétricos, autônomos e conectados”, promovido pela EUPAVE (European Concrete Paving Association).

O evento ocorreu no Parlamento Europeu, onde há uma série de leis a serem votadas para padronizar as estradas dos países que integram a União Europeia. Isso obriga os legisladores a considerarem o tráfego de carros elétricos. “Para se tornarem conectados e autônomos, os veículos elétricos precisam de infraestrutura viária com durabilidade e previsibilidade. “Nesse sentido, os pavimentos de concreto oferecem muitas vantagens e facilitam a transição para esse novo modelo de mobilidade sobre rodas”, cita Stéphane Nicoud, presidente da EUPAVE.

Diretor-geral da Oficemen (Grupo de Fabricantes de Cimento da Espanha), Aniceto Zaragoza destacou que a nova geração de caminhões elétricos que vai começar a trafegar na Europa na próxima década “precisa de uma nova geração de infraestrutura para uma nova mobilidade”. A ideia foi reforçada pelo engenheiro Patrick Akerman, da Siemens, que trabalha no projeto de e-highways, para abastecer caminhões elétricos em movimento. “Precisamos de rotas sem ondulações para que a recarga dos caminhões não sofra interrupções”, salienta.

O Parlamento Europeu criou uma comissão para estudar os novos conceitos de infraestrutura viária. Batizada de DG Move, ela é presidida pela deputada Cristina Marolda. Para a parlamentar, o desafio é fazer a transição entre as estradas convencionais e as estradas do futuro. “Haverá um momento, nesta transição, em que dois tipos de veículos totalmente diferentes terão que coexistir, os elétricos e os a combustão. Assim, a infraestrutura rodoviária desempenhará um papel importante neste período de transição para garantir a segurança”, avalia.

França, Alemanha e Itália saem na frente para construir e-highways

França, Alemanha e Itália são os países que saem na frente para combinar a tecnologia dos carros elétricos com o pavimento de concreto. Em Versailles-França, a Qualcomm testa uma pista capaz de carregar veículos em movimento. Na Itália, em Turim, sistema instalado no pavimento em concreto abastece os ônibus quando eles param nos pontos para embarcar e desembarcar passageiros. Na Alemanha, são as e-highways que estão em operação. O país tem a meta ousada de, até 2050, não ter mais veículos a combustão trafegando em suas estradas.

Em junho de 2018, a EUPAVE promoveu em Berlim, na Alemanha, o seminário “O concreto conecta”. O objetivo foi mostrar os avanços que o país tem feito para unificar as estradas em pavimento rígido com as novas tecnologias de mobilidade. Um dos temas abrangeu as estradas com concreto pré-fabricado, que podem ser industrializadas com todas as conexões necessárias para viabilizar as e-highways a partir do próprio pavimento. “A Europa está em movimento e na direção das estradas do futuro”, concluiu o presidente da EUPAVE, Stéphane Nicoud.

Veja como funciona uma e-highways na Alemanha

Entrevistado
Reportagem com base nas palestras concedidas no seminário “Infraestrutura rodoviária para veículos elétricos, autônomos e conectados”, da EUPAVE

Contato: info@eupave.eu

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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