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Qualificação profissional

Comportamento e Carreira, Mercado da Construção 1 de julho de 2008

A saída para melhorar a qualidade das obras é a qualificação de sua mão-de-obra

Engº. Jorge Aoki

Engº. Jorge Aoki

Os trabalhadores da construção civil, em geral, têm conhecimentos técnicos bem aquém da demanda necessária que os trabalhos exigem e sua condição sócio-econômica também deixa muito a desejar.

Este conjunto de situações forma um círculo vicioso difícil de ser quebrado. Ou seja, a falta de recursos dificulta o aprendizado e a falta de aprendizado impede o operário de crescer dentro da obra e melhorar a sua renda. As condições de trabalho, via de regra, são insalubres e os operários estendem suas jornadas para melhorar os ganhos, o que provoca um desgaste físico muito grande.

Ao saírem das obras, poucos têm ainda algum ânimo para participar de treinamentos. De certa forma, é o preço que pagamos pelos vários anos de recessão no setor.

O crescimento da construção traz a tona outro problema grave e difícil de ser resolvido: como melhorar a qualidade, justamente em um momento aquecido e já com escassez de mão-de-obra qualificada? Construir mais, significa construir pior? Não necessariamente. A maior demanda, em um primeiro momento, remete àquele antigo balizador de mercado que é a lei da oferta e da procura. Porém, a necessidade de oferecer produtos com qualidade cada vez melhor, a um custo cada vez mais baixo, faz com que a procura por mão-de-obra qualificada seja maior. As recentes parcerias das construtoras locais com empresas de outros estados é outro fator que facilita e impulsiona o treinamento, além de proporcionar melhores condições aos trabalhadores.

Um estudo encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção – ABRAMAT, e realizado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – Departamento de Engenharia de Construção Civil, revela a necessidade de investimentos pesados (R$ 5,1 bilhões) e das parcerias entre os órgãos estabelecidos para este fim, com o setor industrial. Além disso, o trabalho propõe a elaboração de uma estratégia de curto e médio prazo para a capacitação e certificação de trabalhadores. Propõe que a articulação do projeto seja feita pela criação do Sistema Nacional de Capacitação e Certificação Profissional – SiCAP, dentro do Ministério das Cidades / PBQP-H.

O programa da Itambé

Com a percepção desta carência, em 1998 a Itambé implantou o programa de treinamento de mão-de-obra para a construção civil – o TIMÃO. O objetivo era capacitar os trabalhadores para o uso correto do cimento.

A idéia inicial de atender aos trabalhadores das empresas construtoras com condições mais precárias de instrução (serventes e pedreiros), diretamente no seu local de trabalho, foi logo ampliada e outros setores, inclusive engenharia, passaram também a acompanhar os treinamentos.

Muitas vezes ouvimos de engenheiros já com prática na profissão frases como: “quero ver como se faz, para poder repassar e cobrar dos operários um serviço de qualidade”. É o efeito benéfico, em cascata, que começa naquele de menor qualificação e vai até o engenheiro ou coordenador. Esta cadeia, que atinge todos os níveis de operários, melhora o desempenho geral da obra, pois cria uma concorrência saudável dentro da empresa por melhores serviços.

Com o passar do tempo, solicitações de outros segmentos do ramo foram feitas. As Universidades, por exemplo, perceberam que falar sobre cimento para os estudantes do curso de engenharia civil esclarecia muitos detalhes que apenas o fabricante poderia dizer. Enriquecia a matéria e motivava os alunos pelo contato direto.

Esta aproximação entre a Universidade e a Indústria revelou outra carência importante: o treinamento de capacitação já nos bancos escolares. Este pensamento incentivou a Universidade Federal do Paraná a assinar, em 2007, um Termo de Convênio com a Itambé, ainda em vigência, que prevê aulas teóricas e práticas sobre cimento e concreto, feitas pelo corpo técnico da empresa. O Termo estabelece também visitas à fábrica, mina de calcário e central de concreto, onde os alunos podem constatar “in loco” os processos que viram nas aulas teóricas. Desta maneira a consolidação dos conceitos fica mais clara e difícil de esquecer.

Aqui também foi possível constatar outro fenômeno interessante nesta relação entre a indústria e as instituições de ensino: o descompasso entre o desenvolvimento econômico dos diversos setores da construção civil e a evolução do ensino. A tecnologia dos sistemas e processos construtivos avança muito mais rapidamente do que o ensino consegue acompanhar. Isso ocorre notadamente no ensino técnico, base para a capacitação da mão-de-obra mais precária e que, por isso mesmo, é mais carente deste tipo de intervenção.

Diversos temas foram sugeridos e incorporados ao programa:

· Cimento e Concreto – Aspectos Práticos na Construção Civil

· Cimento e Concreto – Construções rurais

· Cimento Portland – Fabricação e Utilização

· Concreto: Lançamento, Adensamento e Cura

· Concreto Dosado em Central – Recebimento e aplicação

· Concreto de Cimento Portland

· Concreto e Meio-Ambiente

· Curso – Dosagem de Concreto

· Pavimento de Concreto – A Experiência da Itambé

· Alvenaria Estrutural – Assentamento de Blocos

· Alvenaria Estrutural – Conceitos Básicos

· Argamassa em Obra

· Assentamento de Paver

· Brainstorming

· 5 S – Qualidade na prática

· Itambé – Cimento para toda obra (palestras para revendedores)

· CAD – Concreto de Alto Desempenho

· CAA –Concreto Auto-adensável

Este programa é um serviço diferenciado da companhia que, nestes 10 anos, já treinou mais de 30 mil pessoas em mais de 2 mil palestras. É uma boa contribuição para cobrir a grande demanda de vagas para os profissionais da construção civil.
Referência:
Créditos: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé



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