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Porto Alegre prepara megaobra no Cais Mauá

Gestão, Gestão de Obras 17 de maio de 2011

Projeto vai revitalizar área de 181 mil m² e está estimado em R$ 500 milhões. Com desafios à engenharia, empreendimento estará pronto até 2014

Por: Altair Santos

Um antigo sonho de Porto Alegre está prestes a sair do papel. Trata-se da revitalização do Porto Cais Mauá – um projeto que desde 1991 é debatido pela cidade. Ele avançou, a partir do momento em que o governo do Rio Grande do Sul decidiu encampá-lo, e também por causa do evento Copa do Mundo de 2014. Atualmente, o empreendimento está em processo de desafetação da área da União, o que depende de decreto da Presidência da República. A expectativa é de que no início do segundo semestre de 2011 ocorra a liberação para a construção. “É possível que ainda neste ano comecem as obras de revitalização”, ressalta o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana.

O consórcio que vai viabilizar a revitalização do Porto Cais Mauá é liderado pelo grupo Bertin e conta com projeto do escritório de arquitetura catalão B720, de Fermin Vasques, e com urbanismo do arquiteto Jaime Lerner. A concepção é uma fusão das revitalizações já empreendidas em Barcelona, na Espanha, e no Puerto Madero, em Buenos Aires, na Argentina, respeitando conceitos regionais. “A utilização de portos não operacionais em áreas de lazer já acontece no mundo todo há muito tempo. Aqui no Brasil ainda estamos atrasados. Aproveitamos várias ideias e criamos um conceito próprio para a revitalização do Cais Mauá. O gaúcho tem seu jeito de ser, que foi muito respeitado”, revela Edemar Tutikian, assessor da prefeitura de Porto Alegre para grandes projetos.

Para a capital gaúcha, o empreendimento é visto como um impacto positivo na reurbanização do centro histórico da cidade, fortalecendo os setores do turismo e do comércio porto-alegrense. O trecho a ser revitalizado vai da Usina do Gasômetro até as proximidades da estação rodoviária. Trata-se de uma área linear de 3.300m, com 181.000m².  “A proposta vencedora apresentou projeto lastreado na sustentabilidade: parte comercial nas pontas, com shopping, terminal hidroviário, prédios de escritórios, hotel e gastronomia. Já o lado cultural, com lazer e entretenimento, ocupa a parte central, onde estão os armazéns tombados pelo patrimônio histórico”, explica Tutikian.

O investimento para a revitalização do Porto Cais Mauá está estimado em R$ 500 milhões. O modelo é de concessão de 25 anos, com possibilidade de renovação por mais 25 anos. A expectativa é de que sejam gerados 8 mil empregos (3 mil diretos e 5 mil indiretos). O Consórcio Porto Cais Mauá pagará ao Estado R$ 2,5 milhões por ano pelo arrendamento e se responsabilizará pela manutenção das obras sociais e de eventos, como Feira do Livro, Museu de Arte Contemporânea e Bienal do Mercosul, além de sustentar os investimentos na área ao longo do período do arrendamento. A estimativa é que o empreendimento atraia um milhão de pessoas por mês ao Porto Cais Mauá.

Pelo projeto vencedor, as paredes de alvenaria dos armazéns tendem a ser removidas e substituídas por vidros. As principais construções, no entanto, ficariam nos dois extremos. Perto da rodoviária, seriam erguidas duas torres comerciais para escritório, uma com 20 e outra com 14 andares, além de estacionamento para 3.500 vagas. Na outra ponta, perto da Usina do Gasômetro, está previsto um hotel com 20 andares, um shopping center de 13 mil m² e um centro de convenções.

Ainda de acordo com a proposta, os nove armazéns que serão mantidos abrigariam bares, restaurantes, lojas e espaços culturais. Para manter o fluxo noturno, uma possibilidade é instalar uma faculdade na área. O consórcio que viabilizará a obra ainda não tem estimado o volume de concreto a ser usado na revitalização, mas estima que o sistema construtivo com pré-moldados desponta como a primeira opção. Até porque, com o cronograma apertado, agilizaria a conclusão do empreendimento até 2014. O complexo é a principal obra da cidade para a Copa do Mundo.

Revitalização do Porto Cais Mauá envolve área linear de 3.300 metros

Obra prevê a construção de torres para escritório e um hotel

Atualmente área depende de decreto da Presidência da República para as obras começarem

Entrevistados
– Edemar Tutikian, assessor da prefeitura de Porto Alegre para grandes projetos

– Prefeitura de Porto Alegre
– Secretária municipal da Copa para Porto Alegre (SeCopa)
– Superintendência de Portos e Hidrovias do Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Currículo
Edemar Morel Tutikian é advogado e já atuou em vários organismos de governo no Rio Grande do Sul.
Contatos:  Edemar Tutikian: etutikian@terra.com.br / Prefeitura de Porto Alegre: giuliano@gp.prefpoa.com.br / paulaaguiar@gp.prefpoa.com.br / tatianehf@gp.prefpoa.com.br / ivogoncalves@gp.prefpoa.com.br / SeCopa: bibiana@secopa.prefpoa.com.br

Créditos fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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