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Por que o Morumbi não serve para a Copa do Mundo?

Mercado da Construção, Por dentro do Mercado 15 de abril de 2010

Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, diz que novo projeto não capacita o estádio, mas consultor do Sinaenco discorda

Morumbi precisa aumentar área de imprensa, arquibancadas e visibilidade dos torcedores

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, afirmou que o estádio do Morumbi, em São Paulo, não deverá receber a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, o projeto elaborado por Ruy Ohtake em parceria com o escritório alemão GMP (Gerkan, Marg und Partner) não atenderia a todas as exigências da Fifa para abrigar o jogo de estreia da competição.

“Faço questão de dizer que o problema é com o estádio, não com a cidade. Eles (os projetistas) mandaram uma nova proposta e ela novamente não se enquadra no projeto que a Fifa exige. A impressão que dá é que estão fazendo coisas paliativas”, afirmou Teixeira. “Para pretensão de abertura de Copa do Mundo, as necessidades que a Fifa exige são muito superiores àquelas que estão sendo propostas”, completou.

Os problemas técnicos mencionados por Teixeira seriam os pontos cegos de visibilidade e a área pequena para a imprensa. Este problema poderia ser resolvido aproveitando uma parte da área da arquibancada, porém, a capacidade do estádio ficaria abaixo da permitida para receber a cerimônia de abertura da Copa. “A solução para aumentar a capacidade seria rebaixar o gramado e, com isso, tirar a pista de atletismo, aproximando as arquibancadas e ganhando mais lugares. Isso já foi feito na última modificação do projeto e, em tese, (a sugestão) foi aceita pela Fifa”, explica Jorge Hori, urbanista e consultor do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva).

“Ainda há outras pendências que a Fifa exige no entorno do estádio, como uma área de 80 mil m² para a instalação de tendas, chamadas de village, que ainda não foi contemplada no projeto. Há também o problema do estacionamento, mas isso dá para ser resolvido”, acredita Hori.

De acordo com o especialista, apesar destas falhas técnicas do Morumbi, o estádio ainda é a melhor opção na cidade para a Copa. “Até daria tempo de fazer um novo estádio em Pirituba ou em Itaquera, onde ainda há espaço, mas seria um investimento enorme e inviável”, afirma.

Quanto ao Morumbi ter ou não capacidade de receber a cerimônia de abertura dos jogos, Jorge Hori é enfático: “A Fifa e a CBF não teriam nenhuma outra alternativa, a não ser fazer a abertura e o encerramento no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro”. Segundo Hori, Brasília e Belo Horizonte também eram opções para a abertura dos jogos, mas a crise política comprometeu Brasília e a capital mineira não tem a estrutura hoteleira necessária para o evento. “Haverá uma negociação, mas no fim o (estádio do) São Paulo vai acabar recebendo a abertura da Copa”, finaliza.

Fonte: Piniweb

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