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Planejamento estratégico requer mergulho no DNA da empresa

Gestão, Gestão Estratégica, Mercado da Construção 26 de julho de 2012

Companhias despertam para esse modelo administrativo, onde buscam conjunto de ações táticas e operacionais para ficar alinhadas com as exigências do mercado

Por: Altair Santos

Atentas aos movimentos econômicos, construtoras e incorporadoras têm procurado projetar seus negócios a médio e longo prazo. Para obter respostas, buscam novos modelos administrativos. Entre eles, o planejamento estratégico. “As empresas recorrem a essa ferramenta para entender o ambiente externo, perceber as perspectivas da economia brasileira e projetar o mercado imobiliário pelo menos para os próximos três anos. Com ela, é possível detectar as virtudes e fraquezas da companhia, em comparação aos seus principais concorrentes, e implantar um plano de ação que vai balizar os caminhos da corporação”, explica Roberto de Souza, diretor-presidente do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações).

Roberto de Souza, presidente do CTE: "Sem o planejamento estratégico a empresa se comporta como um barco à deriva".

Atualmente, entre as construtoras que adotam políticas de planejamento estratégico estão Plaenge, Andrade Gutierrez, Odebrechet, Brookfield, Cyrela Brasil, Even, PDG, Tecnisa, Camargo Corrêa, MRV e Gafisa. No entanto, a construção civil não está entre os setores da economia que lideram o ranking de ações voltadas a esse modelo de gestão. As áreas financeiras e de tecnologia estão mais adaptadas ao conceito. E poder público também começa a mergulhar neste universo. “Percebe-se ainda um despertar das empresas de médio e pequeno porte”, afirma Roberto de Souza.

No entanto, o especialista alerta que, embora as empresas reconheçam a necessidade desse planejamento, muitas delas esbarram em dificuldades para elaborá-lo. “Um dos empecilhos reside na cultura da maioria das incorporadoras e construtoras, que estão focadas muito mais na visão operacional que nas visões táticas e estratégicas. Por conta do crescimento acelerado do mercado, os esforços e o tempo dos executivos e gestores têm se concentrado na geração de negócios, na aprovação de projetos, no controle de prazos e custos e na qualidade das obras. A falta de dados e informações sistematizadas das operações empresariais dificulta a análise macro do mercado e dos negócios das empresas”, destaca Roberto de Souza.

Independentemente do setor em que atua, a companhia que deseja adotar o planejamento estratégico em sua administração precisa envolver todos os seus setores e promover o autoconhecimento da organização, procurando descobrir suas vocações. “Trata-se de um verdadeiro mergulho no DNA empresarial, o que permitirá identificar seus pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades oferecidas pelo mercado, além de mapear a capacidade da empresa de criar valor para o seu negócio”, cita o diretor-presidente do CTE, ressaltando que o que falta às corporações é fazer rodar o ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action) na gestão dos processos empresariais, ou seja, planejar, fazer, checar e agir. “Ele ajuda a identificar desvios e promover ações corretivas e preventivas.”

Roberto de Souza enumera que atualmente as construtoras precisam cuidar dos seguintes ativos: profissionais qualificados, boas parcerias, gestão tecnológica, ações de sustentabilidade, tecnologia da informação, marketing e fidelização de clientes. São componentes que formam o planejamento estratégico, sem os quais a empresa se comporta como um barco à deriva. Por outro lado, a adoção do planejamento estratégico constitui-se em um grande passo para minimizar riscos e manter a empresa viva e competitiva”, ressalta, lembrando, porém, que planejamento estratégico não é apenas adquirir softwares que permitam implantá-lo. “Tudo depende do envolvimento da alta e da média direção da empresa para que o conceito seja disseminado”, completa.

O diretor-presidente do CTE avalia ainda que sempre é bom ter o apoio de consultores para dar o “start” no processo. “O especialista vai proporcionar aos acionistas e executivos uma visão objetiva dos fatores que devem ser considerados no desempenho competitivo da organização, assim como orientar quais devem ser os esforços de planejamento e gestão estratégica”, cita, lembrando que há uma vasta literatura sobre o assunto para quem quiser saber mais sobre esse modelo gerencial.

Confira: Clique aqui

Entrevistado
Roberto de Souza, diretor-presidente do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações)
Currículo

– Engenheiro civil, mestre e doutor em engenharia pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo)
– Atualmente é o diretor-presidente do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), empresa associada ao Instituto Ethos, USGBC, GBC Brasil e CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável)
– Em 2011, o CTE ganhou o prêmio Green Building Brasil como empresa sustentável de serviços
Contato: roberto@cte.com.br / http://www.cte.com.br

Créditos foto: Divulgação/CTE

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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