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Plaenge lançou moda no Brasil

Gestão, Inovação, Mercado da Construção, Mercado Imobiliário, Novas Tecnologias, Obras Inovadoras 16 de dezembro de 2008

Construtora criou a opção de plantas flexíveis e hoje é copiada pela concorrência.

Aloizio Henrique Pereira

Aloizio Henrique Pereira

Lançar empreendimentos imobiliários em que a planta do apartamento pode ser alterada pelo cliente virou moda no Brasil. Mas quem foi o pioneiro neste projeto? A Plaenge, que há mais de 40 anos atua no mercado de construção civil no país, é a dona da idéia. Em 1995, depois de ter sido a primeira a adotar o conceito de apartamento decorado, a construtora teve a iniciativa de oferecer mais esse diferencial aos compradores de seus imóveis.

A certeza de que se tratava de uma excelente idéia era tanta que a Plaenge decidiu patenteá-la no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, é a responsável no Brasil pelos registros de marcas, concessão de patentes, averbação de contratos de transferência de tecnologia e de franquia empresarial. Em tese, quem hoje quiser adotar o sistema de plantas flexíveis em seus empreendimentos têm de pedir autorização à construtora.

Para o gerente comercial da regional Curitiba da Plaenge, Aloizio Henrique Pereira, 52 anos, o sistema de plantas flexíveis congrega marketing, atendimento ao cliente e um novo conceito de construção. “Eu gosto de usar o exemplo do pãozinho. Toda padaria faz pãezinhos, mas os da nossa têm um sabor especial”, diz. O melhor, segundo Aloizio, é que a obra não encarece para o cliente. “Quando o projeto é concebido, ele já contempla as variações. Isso significa que não há alteração de custo durante a execução e nem risco de atrasar o cronograma de entrega”, garante.

A Plaenge oferece cinco modelos de plantas flexíveis. Eles permitem, por exemplo, que o cliente possa acrescentar um quarto a mais ou transformar um quarto em sala. Existe ainda a possibilidade de se deixar um cômodo com mais espaço ou de se agregar um escritório ao apartamento. “As plantas flexíveis só não permitem alterar cozinhas, suítes e banheiros para não ferir a convenção da engenharia sobre áreas úmidas”, diz Aloizio.

O sistema, que serve tanto para edifícios residenciais quanto para comerciais, é um propulsor de vendas da Plaenge. “O mercado assimilou 100% a idéia. A ponto de sermos imitados, o que muito nos orgulha”, diz Aloizio, confessando que o boca a boca acaba sendo o grande marketing das plantas flexíveis. “Quem compra fica tão satisfeito que acaba recomendando para amigos e parentes, e daí não tem quem segure”, diz.



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