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Piso de concreto para pocilgas

Novas Tecnologias, Sobre Concreto 28 de agosto de 2007

Estas benfeitorias resistem ao peso e ao desgaste provocado pelos animais, além disso, mantêm as condições de uso em qualquer época do ano e são fáceis de limpar

O Brasil é o quarto maior exportador e produtor de carne suína, abaixo apenas da China, da União Européia e dos Estados Unidos, e a maior parte da produção brasileira, 49,7%, está concentrada no sul do país, coincidentemente a área de atuação da Cimento Itambé.

Credita-se o sucesso na criação de suínos a uma série de fatores. Um deles refere-se às instalações, onde o cimento é largamente utilizado para construção de cochos, galpões e benfeitorias – como os pisos de concreto, solução bastante empregada devido ao contexto de custo e durabilidade deste material.

Mas quais cuidados devem ser considerados pelos produtores de suínos na preparação de um piso de concreto? Como fazer para que este seja durável e quais as vantagens de sua utilização? Estas questões ainda geram polêmica, pois a insuficiência de pesquisas específicas faz com que as recomendações sejam empíricas. Poucos criadores conhecem as corretas técnicas para tornar o concreto imune ao ataque de substancias com as quais venha a entrar em contato.

As maiores vantagens de um piso de concreto na criação de suínos estão na durabilidade e na praticidade de desinfecção pela facilidade de remover toda a matéria orgânica de sua superfície. No entanto, a durabilidade está relacionada a itens como tipo de cimento, quantidade de água no concreto, traço, aplicação do concreto e cura.

A melhor maneira para se conseguir um concreto durável é produzi-lo dentro do mais elevado padrão de qualidade. Via de regra, a vulnerabilidade do concreto ao ataque de substâncias resulta em pelo menos de três significantes características: permeabilidade, alcalinidade e capacidade dos componentes hidratados do cimento para suportar as indesejáveis reações químicas.

A permeabilidade e a resistência estão relacionadas diretamente à quantidade de água utilizada no preparo do concreto e a cura do mesmo. Quanto maior a quantidade de água menor a resistência e maior a permeabilidade e porosidade. A cura deve ser feita molhando o concreto por no mínimo quatro dias após o seu lançamento. Este processo simples evita a perda de resistência, trincas e esfarelamento, e ainda torna o concreto menos permeável.

Esterco e fezes podem causar desagregação lenta e o ácido lático numa concentração acima de 25% pode causar desagregação rápida do concreto, por isso, ambientes como pocilgas são considerados agressivos. Então, é necessária a utilização de um cimento que contenha cinza pozolânica em sua composição, uma vez que a cinza confere resistência a ambientes agressivos e menor permeabilidade ao concreto. Os cimentos mais indicados para esta finalidade são o cimento pozolânico (CP IV – 32), o cimento composto com cinza (CP II – Z – 32) ou o de Alta Resistência Inicial Resistente a Sulfatos (CP V – ARI – RS); também poderá ser utilizado o cimento com escória de alto forno (CP III – 32).

Contudo, além da escolha do tipo de cimento, o concreto deve respeitar a norma NBR 6118:2003 no que diz respeito aos cuidados em prol da durabilidade, que compreende ter um fator água/cimento menor que 0,45, (o que equivale a 22,5 litros de água para um saco de cimento, considerando a areia seca), a resistência mínima de 40 MPa e o recobrimento de armadura de 45 mm.

Os pisos de concreto podem ser feitos de concreto maciço, vigotas (ripados) ou misto, dependendo da área destinada a cada etapa da produção. O piso totalmente ripado sobre fosso é o mais indicado para regiões quentes.

Antes da execução do piso é preciso definir sua espessura, que vai depender da finalidade de uso. Em áreas de confinamento de animais indica-se a espessura de 10 cm (desde que a base esteja bem preparada), com declividade de 2% a 5%. A base deve estar bem compactada e antes de efetuar a concretagem deve-se umedecê-la, para evitar a absorção da água do concreto. O acabamento pode ser áspero ou liso. O aspecto áspero pode ser conseguido passando uma vassoura sobre o concreto fresco e o liso com a desempenadeira. É importante lembrar que o piso áspero danifica o casco do animal e o piso excessivamente liso dificulta o ato de levantar e deitar. É importante fazer juntas transversais a cada 3 metros para evitar trincas; elas podem ser feitas de maneira simples, bastando riscar um sulco de 3 centímetros de profundidade no concreto ainda fresco com a ponta da colher de pedreiro.

O traço do concreto deve ser elaborado levando-se em conta a resistência de projeto e as características dos materiais componentes do concreto. Deve-se sempre consultar um profissional experiente para obter garantias e evitar prejuízos na obra. O profissional responsável pela execução deverá escolher o tipo de concreto, consistência, dimensão dos agregados e demais propriedades de acordo com o projeto e com as condições de aplicação. Deverá também verificar e atender todos os requisitos da norma. O traço irá determinar a qualidade de acabamento e poderá minimizar a ocorrência de muitas patologias.

A Embrapa Suínos e Aves disponibiliza em sua página na internet um manual técnico referente aos tipos de piso aconselháveis para cada etapa da produção. Este importante manual também fornece dicas de manejo e condições gerais de criação. Para adquiri-lo clique aqui:

Créditos: Engº Carlos Gustavo Marcondes – Assessor Técnico Comercial Itambé

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696



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