PDE para artefatos de concreto busca abrangência nacional

Eduardo D'Ávila: PDE começou no Rio de Janeiro e hoje está em 11 estados, além do DF

PDE para artefatos de concreto busca abrangência nacional

PDE para artefatos de concreto busca abrangência nacional 800 533 Cimento Itambé

Objetivo dos coordenadores do Plano de Desenvolvimento Empresarial é que, até 2016, todos os pequenos e médios fabricantes do país sejam atendidos

Por: Altair Santos

Criado há sete anos, através de uma parceria entre a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas Empresas) o Programa de Desenvolvimento Empresarial (PDE) está consolidado como uma das mais bem sucedidas iniciativas de um setor para levar capacitação e novos modelos de gestão aos empreendedores. No caso específico, aos fabricantes de artefatos de concreto.

Eduardo D’Ávila: PDE começou no Rio de Janeiro e hoje está em 11 estados, além do DF

Segundo o coordenador do programa, o engenheiro civil Eduardo D’Ávila, que também ocupa a gerência regional da ABCP no Rio de Janeiro, o PDE conseguiu quebrar paradigmas relacionados a questões como qualidade, produtividade e sustentabilidade. “Havia um círculo vicioso no setor, quanto a esses três itens. Daí, perguntávamos ao fabricante por que ele não produzia dentro das normas. Ele dizia: não faço, porque eles não compram. Íamos aos construtores, e perguntávamos por que ele não comprava dos pequenos e micros. Eles diziam: não compro, porque eles não fazem dentro dos padrões”, recorda D’Ávila.

A solução foi disseminar os critérios de fabricação definidos no selo de qualidade da ABCP, para que houvesse a adesão dos empresários do setor. “No começo do PDE, 36% dos fabricantes atendiam integralmente as exigências do selo. Hoje, 67% já atendem”, afirma Eduardo D’Ávila, que esteve na Concrete Show 2013 para contar os cases de sucesso do Programa de Desenvolvimento Empresarial.

O selo de qualidade ABCP é concedido a quem fabrica artefatos de concreto em conformidade com as normas técnicas. Para consegui-lo, a empresa precisa obter a pontuação mínima em cada um dos 12 itens que o produto precisa atender. São eles:
1. Registros e Certificados
2. Matéria Prima
3. Dosagem
4. Mistura
5. Vibro Prensa
6. Moldagem
7. Sistema de Cura
8. Transporte Interno
9. Armazenamento
10. Rastreabilidade
11. Ensaio dos Blocos
12. Equipamentos de Produção

Para Eduardo D’Ávila, a grande virtude do PDE foi mostrar aos empresários que, se eles melhorassem a capacitação da mão de obra e o conhecimento do sistema de fabricação, aumentariam a produtividade, reduziriam custo e teriam mais lucro. “A percepção de gestão de custo foi decisivo para o programa prosperar”, diz.

O Programa de Desenvolvimento Empresarial hoje está em 11 estados, além do Distrito Federal, mas o plano é torná-lo amplamente nacional até 2016. “Iniciamos um processo de interiorização e hoje contamos com a ajuda de construtoras, indústrias e fornecedores para expandir o PDE. Essa aposta no relacionamento tem ajudado a mudar atitudes”, relata Eduardo D’Ávila.

Entrevistado
Eduardo D’Ávila, coordenador do PDE e gerente regional da ABCP no Rio de Janeiro (via assessoria de imprensa da ABCP)
Currículo
– Eduardo D’Ávila é graduado em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (1992) e com pós-graduação em estruturas de concreto pela Ulbra, em Canoas-RS, em 1995
– Ajudou a fundar a Blocosul – Associação de Fabricantes de Blocos do Sul do País – e comandou até 2002, quando assumiu a gerência regional da ABCP no Rio de Janeiro
Contato: eduardo.davila@abcp.org.br

Crédito foto: Divulgação/ABCP

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
VEJA TAMBÉM NO MASSA CINZENTA

MANTENHA-SE ATUALIZADO COM O MERCADO

Cadastre-se no e receba o informativo semanal sobre o mercado da construção civil