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Os benefícios dos projetos de iluminação natural

Construção Sustentável, Inovação, Novas Tecnologias, Responsabilidade Social e Ambiental, Tendências construtivas 18 de novembro de 2009

Sustentabilidade e bem-estar são alvos da iluminação natural dos ambientes

Atualmente é injustificável que projetos arquitetônicos não considerem a iluminação natural como forma de propiciar aos usuários maior conforto e bem-estar, além de contribuir com a redução do consumo de energia.

Jorge Elmor: Se bem empregada a iluminação natural diminui ou até substitui o uso de luz elétrica. Créditos: Andrea Paccini

Jorge Elmor - Créditos: Andrea Paccini

De acordo com o arquiteto Jorge Elmor, há muito tempo já se sabe da importância da iluminação e da circulação de ar nos ambientes internos inclusive para a própria saúde das pessoas. “Por questões sanitárias, de saúde pública, as alcovas (quartos sem aberturas) que eram tão presentes nas residências coloniais portuguesas foram banidas dos projetos. Percebeu-se, na época, que a boa ventilação e a incidência dos raios solares tornavam os cômodos mais salubres” explica.

Hoje os projetos de iluminação natural pegaram carona na onda da auto-sustentabilidade, termo que para Elmor já se tornou relativamente banalizado devido ao seu uso excessivo. “A iluminação natural com este enfoque pode ser bem mais explorada. Se bem empregada, ela diminui ou até substitui o uso de luz elétrica, reduzindo consequentemente o consumo de energia.” afirma.

Desafios da iluminação natural no Brasil
“Se deixássemos entrar a maior quantidade de raios solares em nossos espaços resolveríamos esta equação energética? Infelizmente não é tão simples assim” argumenta o arquiteto. A utilização da iluminação natural, em um país predominantemente tropical como o Brasil, encontra alguns obstáculos, especialmente devido ao alto índice de iluminação solar durante o ano.

Neste caso Elmor explica que os raios solares aumentam muito a temperatura ambiente, o que pode piorar o consumo energético de residências e escritórios já que tende a aumentar o uso do ar condicionado para resfriar os espaços.

Como garantir a iluminação natural, preservando os ambientes da incidência direta do sol e levando em conta os aspectos térmicos?

Para Jorge Elmor não existem regras fixas porque cada região possui características climáticas próprias de insolação, temperatura, umidade do ar, altitude, que precisam ser analisadas para que se possa criar um bom projeto de iluminação.

“Luz e raios solares não são a mesma coisa. O que buscamos para melhorar nossa eficiência energética é a luz que pode ser proveniente da abóbada celeste ou dos raios solares (direta ou indiretamente)” orienta.

Aberturas nas fachadas ou nos telhados e coberturas (janelas zenitais) – permitem que a luz externa entre sem necessariamente incidir os raios solares. Para o arquiteto este é o tipo de iluminação mais apropriada para os espaços comerciais e fabris, que geralmente produzem muito calor com suas máquinas e concentração de pessoas. “Portanto, via de regra, os raios solares nestes locais não são bem vindos”.

Fachadas com orientação sul – são as melhores para o hemisfério sul. “Nesta orientação não há a incidência direta do sol”.

Confira alguns exemplos citados pelo arquiteto Jorge Elmor de projetos de iluminação natural no mundo:

Instituto Monde Arab (Paris-França) – fachadas inteligentes projetadas pelo celebrado arquiteto Jean Nouvel, que controlam a incidência da luz e dos raios solares. Este prédio foi dotado de painéis fotossensíveis que variam sua abertura de acordo com a quantidade de luz incidindo sobre eles. Veja fotos do Monde Arab no site Virtual Tourist.

Edifícios de Brasília (Brasil) – Outro sistema amplamente usado nos edifícios de Brasília são os brises-soleil. As lamelas metálicas dispostas no exterior do edifício servem de rebatedores dos raios solares, permitindo que apenas a luz entre nos edifícios, deixando o calor para o lado de fora.

Rede de Hospitais Sarah Kubitschek (Brasil) – sistema interessante de abóbadas criadas por João Filgueiras. As aberturas no telhado deixam apenas a luz natural entrar e ainda favorecem a ventilação natural, criando um micro clima agradável e salubre.

Edifício HSBC (Hong Kong) – Modelos propostos por Sir Norman Foster foram recriados mundo afora. Seus edifícios com complexos sistemas de iluminação e ventilação natural foram criados após intensa pesquisa buscando a eficiência energética e o conforto ambiental. O HSBC de Hong Kong é um dos melhores exemplos de seu trabalho

Shangai Bank (China) – de Norman Foster o engenhoso sistema de espelhos capta iluminação zenital e reflete luz solar em áreas escuras do edifício.

Entrevistado: Jorge Elmor – proprietário da Elmor Arquitetura. Mestre em Estruturas de Madeira, pela Universidade Técnica de Viena. Foi aluno da Universidade de Okayama, Japão, país famoso por aliar tradição e modernidade. Atuou também em Valência, na Espanha, e no Studio Albertoni em Viena, Áustria.

Contato: redacao@twkcomunicacao.com.br

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Caroline Veiga DRT/PR 04882



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