Obras relevantes ao Rio Grande do Sul estão paradas

Nova ponte sobre o Guaíba: fase das fundações está quase finalizada, mas contingenciamento prejudica

Obras relevantes ao Rio Grande do Sul estão paradas

Obras relevantes ao Rio Grande do Sul estão paradas 600 337 Cimento Itambé

Nova ponte sobre o rio Guaíba e duplicação da BR-116 entre Porto Alegre e Pelotas sofrem com liberação de recursos a conta-gotas

Por: Altair Santos

Nova ponte sobre o Guaíba: fase das fundações está quase finalizada, mas contingenciamento prejudica

Nova ponte sobre o Guaíba: fase das fundações está quase finalizada, mas contingenciamento prejudica

Duas obras importantes para o Rio Grande do Sul – a nova ponte sobre o rio Guaíba e a duplicação da BR-116, entre Porto Alegre e Pelotas – só devem ficar prontas em 2021, desde que os recursos previstos voltem a ser liberados pelo governo federal. Os empreendimentos entraram no Programa de Aceleração do Crescimento, mas o dinheiro foi liberado a conta-gotas. Desde o ano passado, além de a verba não chegar, o orçamento começou a receber contingenciamento, ou seja, sofrer corte de gastos.

No caso da nova ponte sobre o rio Guaíba, dos R$ 229,5 milhões previstos houve corte de R$ 100 milhões. Já a duplicação da BR-116, orçada em R$ 140 milhões para um trecho de 230 quilômetros, teve R$ 50 milhões de seu orçamento suprimido e pode passar por mais ajustes. As comunidades gaúchas reclamam, mas o cenário não se mostra favorável. O receio dos que reivindicam a obra – entre eles, os organismos ligados à construção civil do Rio Grande do Sul – é de que os atrasos encareçam ainda mais o orçamento, podendo tornar mais difícil a viabilidade destas importantes obras de infraestrutura no estado.

Consciente de que há defasagem no calendário dos empreendimentos, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirma que a restrição fiscal é que impõe a dificuldade para a liberação de recursos. “São obras prioritárias, na medida do possível em que tenhamos recursos para viabilizá-las”, diz. Diante do impasse, o governo do Rio Grande do Sul não descarta trabalhar pela privatização das obras relevantes para a economia do estado.

Ponte em obras em Arroio Grande, no trecho da BR-116 entre Porto Alegre e Pelotas: à espera de verba

Ponte em obras em Arroio Grande, no trecho da BR-116 entre Porto Alegre e Pelotas: à espera de verba

Há um ano, em Brasília, a ideia foi semeada pelo secretário dos transportes do governo gaúcho, Pedro Westphalen. “A Ponte do Guaíba está paralisada, assim como outras obras federais, como a duplicação da BR-116. Precisamos achar uma solução, e concedendo para a iniciativa privada elas poderão ser concluídas”, disse.

Projeto e execução
Além da escassez de recursos, tanto a nova ponte sobre o Guaíba quanto a duplicação do trecho Porto Alegre-Pelotas enfrentam problemas de projeto e execução. No caso da BR-116, 59% estão concluídos, mas os trechos não foram interligados por falta de pontes, trevos e viadutos que não saíram do papel, além de entraves burocráticos. Se os trechos tivessem sido conectados, 90 quilômetros da duplicação já poderiam receber tráfego de veículos. Para resolver o impasse, uma das soluções também seria a privatização.

 

Pontes sem conclusão, como a que cruza o Arroio Evaristo, impedem que trechos duplicados sejam liberados ao tráfego

Pontes sem conclusão, como a que cruza o Arroio Evaristo, impedem que trechos duplicados sejam liberados ao tráfego

Quanto à nova ponte sobre o Guaíba, os debates sobre como deveria ser a estrutura consumiram recursos e tempo. A princípio projetou-se uma ponte estaiada com 1,9 quilômetro de cumprimento, mas concluiu-se que as torres atrapalhariam o tráfego aéreo do aeroporto Salgado Filho. Foi contratado um novo projeto, que chegou a uma solução sem estais, mas com 2,9 quilômetros de extensão e passando por trechos mais complicados para se construir.

Atualmente, a obra encontra-se próxima de finalizar a etapa das fundações, o que corresponde a 46,8% do projeto de execução. No entanto, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte) alega que se não houver a liberação de R$ 80 milhões em agosto terá de paralisar o ritmo por falta de recursos. “Esses R$ 80 milhões são para manter um volume mínimo de trabalho”, afirma o superintendente do DNIT no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva.

 

Entrevistados
Movimento Nova Ponte do Guaíba, Secretaria dos Transportes do Rio Grande do Sul, ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e superintendência regional do DNIT no Rio Grande do Sul (via assessoria de imprensa)

Contatos
superintendencia.rs@dnit.gov.br
novaponteguaiba@gmail.com
gabinete@transportes.rs.gov.br
imprensa@planejamento.gov.br

Crédito Fotos: Consórcio Ponte do Guaíba e Ecosul

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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