Minhocão se transforma no 1º parque suspenso do Brasil

Projeto do arquiteto Jaime Lerner foi doado em 2017 à prefeitura de São Paulo e será executado em três etapas

Minhocão se transforma no 1º parque suspenso do Brasil

Minhocão se transforma no 1º parque suspenso do Brasil 1024 674 Cimento Itambé
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Previsão é que a primeira etapa abranja 900 metros do elevado e seja entregue até dezembro de 2019. Crédito: Prefeitura de São Paulo

O High Line, famoso parque suspenso de Nova York, inspira a cidade de São Paulo-SP a implantar a ideia no elevado conhecido pelos paulistanos como Minhocão (ex-Costa e Silva e atualmente João Goulart). Inaugurado em 1971, e com 3,4 quilômetros de extensão, o viaduto é uma das principais obras urbanas do século passado no Brasil. Segundo a prefeitura paulistana, até 2020 serão investidos 38 milhões de reais para a instalação do parque sobre as estruturas de concreto armado. A transformação será em três etapas, abrangendo 900 metros cada uma.

Na primeira fase serão executadas obras de segurança e acessibilidade em 9 pontos de todo o elevado, com elevadores e escadas. Também serão implantadas estruturas de proteção nas laterais do elevado, para garantir segurança aos frequentadores. A prefeitura de São Paulo tem como meta ajustar o projeto estrutural, a iluminação, o projeto viário e o transporte público antes de iniciar as obras no elevado. A previsão é que a primeira etapa com a instalação dos acessos seja entregue em dezembro de 2019. Já a segunda fase deve ser concluída até dezembro de 2020. O cronograma da última fase não foi divulgado.

O projeto é do arquiteto, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner, que em 2017 fez doação do plano para a prefeitura de São Paulo. Além do High Line, outras duas intervenções urbanas inspiram a criação do primeiro parque suspenso do Brasil: a Promenade Plantée, em Paris-França, construído sobre um viaduto ferroviário, e a revitalização do rio Cheonggyecheon, em Seul-Coreia do Sul. Todas eram áreas degradadas, e se transformaram em pontos turísticos após serem recuperadas.  A revitalização da orla do Rio Guaíba, em Porto Alegre-RS, outro projeto de Jaime Lerner, também influenciou na transformação do elevado.

Parque terá 17,5 mil m2 de área verde e obras para combater 1.500 focos de patologias do concreto

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Projetos de revitalização da High Line, em Nova York; da Promenade Plantée, em Paris, e do rio Cheonggyecheon, em Seul, inspiraram o parque suspenso do Minhocão. Crédito: Prefeitura de São Paulo

No total, o parque terá 17,5 mil m2 de área verde. A lei que criou o novo espaço urbano na capital paulista é de fevereiro de 2018. Ao sancioná-la, a prefeitura se comprometeu, em um prazo de dois anos, a apresentar um projeto de intervenção urbana no local, reorganizando o tráfego para transformar o local em um parque em tempo integral. A reforma também inclui a construção de uma ciclovia ao longo do parque suspenso. Além de grandes floreiras verdes, serão instaladas estruturas de bambu para ampliar as sombras e áreas de descanso. Shows e apresentações artísticas poderão ser realizados em palcos provisórios.

Em 2013, estudo da Poli-USP detectou 1.500 focos de patologias do concreto no Minhocão. Entre elas, infiltrações e fissuras. Isso acelerou o projeto de transformação do elevado em parque suspenso, já que o tráfego intenso de veículos poderia comprometer ainda mais a estrutura. As obras previstas para a primeira fase contemplam a recuperação das patologias.   

Veja vídeo sobre como vai ficar o parque elevado na cidade de São Paulo-SP

Crédito: Jaime Lerner Arquitetos Associados

Entrevistado
Prefeitura de São Paulo
(via assessoria de imprensa)
Contato:
imprensa@prefeitura.sp.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
13 de março de 2019

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