Material de construção descobre seu espaço no marketplace

Especialistas avaliam que há muito espaço para a cadeia produtiva da construção civil crescer dentro da ferramenta

Material de construção descobre seu espaço no marketplace

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Em 2017, Brasil registrou aumento de 32,1% no número de lojistas oferecendo seus produtos por meio de marketplace. Crédito: Divulgação

O marketplace pode ser definido como um shopping center virtual, onde, quem navega na plataforma, pode encontrar diversas empresas, produtos, lojas e serviços em um único lugar. O segmento de materiais de construção está descobrindo a ferramenta. As primeiras lojas virtuais com esse perfil surgem no mercado. Elas reúnem diversas revendas regionais em um único ponto de venda digital, com a vantagem de ampliar o número de produtos ofertados, a preços mais competitivos.

Especialistas avaliam que há muito espaço para a cadeia produtiva da construção civil crescer dentro do marketplace, principalmente por meio de parcerias. “Os grandes portais do varejo eletrônico brasileiro fazem uso do conceito de marketplace e abrem espaços em suas lojas virtuais para que outros setores realizem a venda de seus produtos. Por consequência, a empresa ganha em acessos e novos clientes para sua base de dados, e os players conseguem alcançar mais pessoas, fazendo seus negócios crescerem”, diz o diretor de marketplace da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Carlos Alves.

Em 2017, o marketplace movimentou 8,8 bilhões de reais. Foi registrado um aumento de 32,1% no número de lojistas oferecendo seus produtos por meio de marketplaces, segundo dados da ABComm. São números que incluem não apenas fabricantes de materiais de construção, mas também construtoras nessa modalidade de comércio eletrônico. Um dos cases envolve a parceria entre a MRV Engenharia e a Magazine Luiza. A ferramenta oferece produtos com descontos para mobiliar e equipar os apartamentos. Atualmente, um em cada cinco clientes da MRV já compra no marketplace da marca, movimentando cerca de 4 milhões de reais por mês.

Ferramenta já cresceu 12,1% no primeiro semestre de 2018, em relação a 2017

A construtora alega que a opção pelo marketplace se deve às mudanças nos hábitos de consumo. “Entendemos que nossos principais clientes são os jovens e por isso temos que investir em inovação para atender e acompanhar as necessidades desse público”, justifica o diretor de marketing e vendas da MRV, Rodrigo Resende. A entrada da construção neste mercado tem ajudado a impulsionar os números do marketplace em 2018. A ferramenta já cresceu 12,1% no primeiro semestre de 2018, no comparativo com o mesmo período do ano passado. De acordo com a ABComm, de setembro de 2017 a setembro de 2018, o número de lojas virtuais com marketplaces aumentou mais de 90%.

Ainda de acordo com a ABComm, há sete razões que impulsionam esse crescimento:

  1. Visibilidade, já expõe produtos em sites voltados para milhares de consumidores todos os dias.
  2. Baixo investimento, pois basta negociar a comissão com o marketplace e sair vendendo.
  3. Alto retorno, haja vista que o lucro é elevado comparado com o investimento em tecnologia, marketing e mídia.
  4. Aumento das vendas, que o número é exposto a um número maior de visitantes.
  5. Relevância SEO, já que a marca e os produtos ganharão mais visibilidade e serão mais procurados.
  6. Diversificação de público, pois novos consumidores serão atraídos.
  7. Crescimento de nichos de negócio, tornando a marca mais conhecida.

Entrevistado
Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) (via assessoria de imprensa)
Contato: contato@abcomm.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
26 de outubro de 2018

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