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		<title>Pernambuco concentra megaobras nordestinas</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado da Construção]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio São Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Cinco grandes projetos de infraestrutura fazem estado liderar consumo de cimento e produção de concreto na região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cinco grandes projetos de infraestrutura fazem estado avançar para o 2º lugar no consumo de cimento e produção de concreto na região</em></p>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<p>Dados do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria Cimenteira) mostram que Pernambuco fechou 2011 saltando da 5ª para a 2ª posição em consumo de cimento e produção de concreto na região Nordeste &#8211; atrás apenas da Bahia. Há cinco razões para esse avanço: as obras de <strong>transposição do rio São Francisco</strong>, a construção da ferrovia <strong>Transnordestina</strong>, o plano de contenção de enchentes, o Porto de <strong>Suape</strong> e os empreendimentos voltados para a Copa do Mundo de 2014 &#8211; Arena Pernambuco e PAC da Mobilidade.</p>
<div id="attachment_18819" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/transnordestina.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18819 " title="transnordestina" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/transnordestina-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Fábrica de dormentes produz 1.824 m³ de concreto por dia para suprir a ferrovia Transnordestina</p></div>
<p>Alguns números impressionam nesse volume de obras. A fábrica de dormentes instalada pela construtora Norberto Odebrecht na cidade de Salgueiro, no sertão pernambucano, consome 1.824 m³ de concreto por dia para abastecer a <strong>Transnordestina</strong>. A ferrovia de 1.728 quilômetros, que também corta os estados de Piauí e Ceará, tem como objetivo final o porto de <strong>Suape</strong>. Para a indústria cimenteira do Brasil, tanto a <strong>Transnordestina</strong> quanto o terminal portuário de <strong>Suape</strong> têm importância relevante, pois facilitarão o escoamento da produção do polo gesseiro localizado no sertão do Araripe para outras regiões do país e também para a exportação. O gesso é matéria-prima para a fabricação de cimento e estudos preliminares apontam que as jazidas do Araripe podem abastecer até 95% da produção nacional.</p>
<p>Além do escoamento de minério, <strong>Suape</strong> será estratégico também para a indústria petroquimica. Por isso, entre as obras mais importantes do porto estão a construção de dois píeres petroleiros e de uma tubovia para o escoamento de materiais líquidos, principalmente o óleo diesel a ser processado pela Refinaria Abreu e Lima, na região metropolitana de Recife. Essa está em execução pelo consórcio formado pelas Andrade Gutierrez, OAS e Norberto Odebrecht.</p>
<p>A estrutura da tubovia exige a construção de uma ponte com 2,3 quilômetros de extensão. Para erguer as estruturas têm sido usadas duas bombas de concreto capazes de movimentar 90 m³/h cada uma. Atualmente, o empreendimento está entre os cinco maiores canteiros de obras do país em volume de obras &#8211; 130 no total -, movimentação de mão de obra e consumo de cimento. Entre as construções das indústrias instaladas no entorno do complexo, os projetos de infraestrutura e os empreendimentos do porto, estima-se que até 2014 o complexo terá consumido quase 15 mil m³ de concreto.</p>
<div id="attachment_18820" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/transposicao.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18820 " title="transposicao" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/transposicao-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Transposição do rio São Francisco: em Pernambuco, projeto tem o maior volume de obras</p></div>
<p>Junte-se a essa gama de obras a<strong> transposição do rio São Francisco</strong>, que, apesar do ritmo lento, prevê a construção de cinco canais, seis túneis, 12 aquedutos, quatro estações de bombeamento, 13 reservatórios intermediários e duas hidrelétricas. No território de Pernambuco passam 60% desses projetos. O estado ainda desenvolve seu plano de contenção de enchentes, que prevê cinco barragens. A maior delas é o Reservatório Serro Azul, na Mata Sul pernambucana, que terá um paredão de concreto com mais de 1 km de extensão e 65 metros de altura &#8211; equivalente a um prédio de 22 andares. Com isso, terá capacidade para conter 303 milhões de m³ de água.</p>
<p>Já Recife acelera a construção do estádio Arena Pernambuco para receber a Copa das Confederações, em 2013. O estádio terá 129.581 m² de área construída e capacidade para 46.154 lugares, com previsão de consumo de concreto de 65 mil m³. A capital pernambucana também recebe obras do PAC da Mobilidade, como a duplicação da BR-408, da BR-101 (pavimento rígido) e da BR-232, que cruzam a região metropolitana da cidade. Também há a ampliação do metrô da capital pernambucana, além de projetos para a criação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Somados, os cinco megaprojetos em Pernambuco envolvem investimento de R$ 50 bilhões.</p>
<p><strong>Entrevistados<br />
<em>Secretaria de Desenvolvimento Econômico, gabinete do governador e secretaria especial da Copa, todos ligados ao governo de Pernambuco</em><br />
Contatos:</strong>  <a href="mailto:imprensa@segov.pe.gov.br " target="_blank">imprensa@segov.pe.gov.br </a>/ <a href="mailto:governo@governadoria.pe.gov.br" target="_blank">governo@governadoria.pe.gov.br</a> / <a href="http://www.pe.gov.br" target="_blank">www.pe.gov.br</a> /<br />
<a href="http://www.secopa.pe.gov.br" target="_blank">www.secopa.pe.gov.br</a></p>
<p>Créditos foto:  Divulgação / Companhia Ferroviária do Nordeste / Governo de PE</p>
<h5>Jornalista responsável: Altair Santos &#8211; MTB 2330</h5>
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		<title>Estrangeiros qualificam construção civil do Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualificação Profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[engenharia]]></category>
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		<category><![CDATA[universidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Engenheiros e arquitetos, principalmente de países como Portugal, Espanha, Itália e França, suprem gargalos de mão de obra do país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Engenheiros e arquitetos, principalmente de países como Portugal, Espanha, Itália e França, suprem gargalos de mão de obra do país</em></p>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<p>O desempenho da <strong>construção civil</strong> brasileira contrasta com o de países como Portugal, Espanha, Itália e França. Por isso, engenheiros civis e arquitetos destas nacionalidades têm buscado intensamente o mercado de trabalho do outro lado do Atlântico. Mas não são só eles. Profissionais dos Estados Unidos também vislumbram oportunidades no Brasil. A prova é que dados do Ministério da Justiça mostram que, entre 2010 e 2011, o pedido de vistos permanentes para trabalho no país cresceu 37% &#8211; neste período, foram concedidos 2.692 autorizações. Calcula-se que 25% destes vistos tenham sido concedidos a engenheiros e arquitetos.</p>
<div id="attachment_18811" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Maria-Luisa-Castelo-Marin021.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18811 " title="Maria-Luisa-Castelo-Marin02" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Maria-Luisa-Castelo-Marin021-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Luisa Castelo Marin: “não param de chegar currículos de engenheiros e arquitetos”</p></div>
<p>Os números crescem exponencialmente quando contabilizados os vistos temporários de trabalho, entre 2010 e 2011. Nestas condições, 1,460 milhão de pessoas entraram no país em busca de oportunidades. A estimativa é que 30% desse pessoal tenha vindo atuar na construção civil brasileira, independentemente da qualificação. Entre as nacionalidades que mais buscam vaga no Brasil estão, disparado, portugueses e espanhóis. &#8220;Da Espanha, temos recebido atualmente cem currículos por mês, com um percentual de 70% deles ligados a profissionais altamente qualificados, como engenheiros e arquitetos&#8221;, explica Maria Luisa Castelo Marin, diretora-executiva da Câmara Oficial Espanhola de Comércio.</p>
<p>Sob o aspecto de excelência profissional, a <strong>construção civil</strong> brasileira tem lucrado com essa entrada de estrangeiros no país. &#8220;Estive conversando recentemente com dirigentes do CREA-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agricultura de São Paulo) e com headhunters de São Paulo, e a opinião deles é que os engenheiros europeus estão melhor preparados. A explicação é que o Brasil ficou três décadas sem movimentar sua engenharia, enquanto na Europa só agora é que a <strong>construção civil</strong> se ressente de investimentos. Então, os engenheiros europeus têm uma maior expertise, principalmente para áreas que o Brasil vai precisar, como exploração do pré-sal e construção de portos, aeroportos e estradas&#8221;, diz Maria Luisa Castelo Marin.</p>
<p>O levantamento mais recente, realizado pelo sistema Confea/CREA, aponta que há 820 mil profissionais de engenharia e arquitetura registrados nos conselhos regionais. Até 2020, segundo dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) o Brasil vai precisar ter 1,5 milhão de engenheiros em ação. Como as universidades do país têm capacidade de colocar no mercado apenas 48 mil por ano, estima-se que nesta década (2010-2020) possam ser importados pelo menos 300 mil profissionais da área. &#8220;É bom ressaltar que na Europa e nos Estados Unidos, os engenheiros civis estão mais ligados à construção pesada. A construção de imóveis é dominada por arquitetos. Por isso, os arquitetos europeus também têm encontrado bom mercado aqui&#8221;, lembra a diretora-executiva da Câmara Oficial Espanhola de Comércio.</p>
<p><strong>Validação do diploma</strong></p>
<p>Engenheiros e arquitetos oriundos de outros países precisam validar seus diplomas para exercer a profissão no Brasil. A homologação é feita através de uma instituição de ensino superior credenciada pelo Ministério da Educação. Somente as universidades federais têm essa prerrogativa. Normalmente, esse processo dura seis meses, pois precisa passar pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Obtida a validação, o profissional pode filiar-se ao conselho regional de sua região (CREA para engenheiros e CAU para arquitetos) e trabalhar sem empecilhos, podendo registrar ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), gerenciar obras e assinar projetos.</p>
<p><strong>Entrevistada<br />
<em>Maria Luisa Castelo Marin, diretora executiva da Câmara Oficial Espanhola de Comércio</em><br />
Currículo<br />
</strong>- Graduada em Direito e assumiu a diretoria-executiva da organização em fevereiro<br />
- Possui experiência em direção e liderança de grandes equipes, bem como em processos de ativação de empresas estrangeiras no Brasil<br />
- A executiva já atuou como consultora da EPISE Talento y Resultados (Brasil), tendo participado de todo o processo de start up da empresa no país<br />
- Também atuou anteriormente na Zurich Financial Services e Caudal Seguros na Espanha<br />
<strong>Contato:</strong> <a href="mailto:comercial@camaraespanhola.org.br" target="_blank">comercial@camaraespanhola.org.br</a></p>
<p>Créditos foto: Divulgação</p>
<h5>Jornalista responsável: Altair Santos &#8211; MTB 2330</h5>
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		<title>Combustível, transporte e energia lideram obras</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:42:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
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		<category><![CDATA[petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[Das mais de 12 mil construções de grande porte que serão erguidas no Brasil até 2016, 81% advêm destes três setores da economia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Das mais de 12 mil construções de grande porte que serão erguidas no Brasil até 2016, 81% advêm destes três setores da economia</em></p>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<p>Dez setores da economia irão gerar 12.265 construções de grande porte no Brasil até 2016. São obras cujo montante de investimento se aproxima de R$ 1,5 trilhão, entre os quais as áreas de combustível, transporte e energia serão as mais contempladas. É o que revela estudo encomendado pela Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção). &#8220;São empreendimentos que vão influenciar no PIB do país, a partir de 2013. Hoje, a Sobratema trabalha com as seguintes premissas de crescimento: 3,5% em 2012, 6,5% em 2013 e 2014 em 6,5%&#8221;, diz o vice-presidente da associação, Mário Humberto Marques.</p>
<div id="attachment_18795" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Mario-Humberto-Marques.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18795 " title="Mario-Humberto-Marques" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Mario-Humberto-Marques-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Mário Humberto Marques: “Com esse grau de investimentos, o país atingirá o crescimento sustentável”</p></div>
<p>De acordo com o levantamento da Sobratema, as construções voltadas para os setores que receberão o maior número de obras representam 81% do total das 12.265 construções a serem encaminhadas até 2016. &#8220;Os maiores investimentos serão realizados, respectivamente, em combustível, com 46% do total; seguido por transporte, com 23%, e energia, com 12%&#8221;, revela Mário Humberto Marques. Além destas áreas, também serão contempladas saneamento básico, habitação, indústria, hotelaria, turismo, shopping center e infraestrutura esportiva (Copa do Mundo e Olimpíadas).</p>
<p>A região Sudeste receberá o maior volume de investimentos (R$ 835 bilhões, em 3,2 mil obras) com destaque para os estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, principalmente pelos projetos relacionados à exploração de <strong>petróleo offshore</strong> na <strong>camada pré-sal</strong>.  &#8220;No entanto, merece destaque a participação da região Nordeste, que receberá até 2016 aproximadamente 23% do total a ser investido, com um montante de R$ 345 bilhões&#8221;, alerta o o vice-presidente da Sobratema. A região Sul aparece em terceiro, com captação de recursos para obras chegando a R$ 100,4 bilhões.</p>
<p>Na opinião de Mário Humberto Marques, esse volume de obras e recursos dá à construção civil brasileira a oportunidade de atingir o nível de crescimento sustentável. &#8220;A construção é uma parte importante da atividade econômica brasileira. Com esse grau de investimentos, o país atingirá o crescimento é sustentável, mas cabe ao governo executar esses investimentos que lhe competem, e também estimular adequadamente a iniciativa privada a investir&#8221;, lembra. Com esse avanço, a Sobratema projeta também o crescimento do setor de equipamentos para a construção civil. &#8220;Em outra pesquisa que realizamos identificamos as seguintes projeções para o avanço das vendas de equipamentos no Brasil: 2012 (5,1%), 2013 (8,1%), 2014 (10,7%), 2015 (9,7%) e 2016 (8,3%)&#8221;, conclui.</p>
<p>Confira o estudo completo: <a href="http://sobratemaforum.acquacon.com.br/download/11h00.pdf" target="_blank"><strong>Clique aqui</strong></a></p>
<p><strong>Entrevistado<br />
<em>Mário Humberto Marques, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema)<br />
</em>Currículo<br />
</strong>- Engenheiro mecânico graduado em 1976, pela Universidade Federal de Uberlândia<br />
- Cursou MBA em finanças no IBMEC, concluído em 1997, e pós-graduação lato senso pela FIA (USP) em gestão de negócios, concluído em 1999<br />
- Em 2006 concluiu o curso de atualização em gerenciamento de projetos pela Fundação Getúlio Vargas<br />
- É vice-presidente da Sobratema e diretor de Equipamentos e Suprimentos da Construtora Andrade Gutierrez S.A.<br />
- Desenvolveu o programa de Supply Chain da Construtora Andrade Gutierrez S.A. e aprimorou os processos de suprimentos em plataforma WEB e orientou o desenvolvimento de e-procurement próprio<br />
<strong>Contato:</strong>  <a href="mailto:sobratema@sobratema.org.br " target="_blank">sobratema@sobratema.org.br </a>/ <a href="http://www.sobratema.org.br" target="_blank">www.sobratema.org.br</a></p>
<p>Créditos foto: Divulgação</p>
<h5>Jornalista responsável: Altair Santos &#8211; MTB 2330</h5>
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		<title>Construir em São Paulo vira desafio às construtoras</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mercado Imobiliário]]></category>
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		<description><![CDATA[Rigorosas leis de compensação ambiental exigem que incorporadoras se adaptem para que a cidade continue produzindo novos imóveis. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Rigorosas leis de compensação ambiental exigem que incorporadoras se adaptem para que a cidade continue produzindo novos imóveis</em></p>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<p>Entre os envolvidos com a construção civil de São Paulo/SP costuma-se dizer que a incorporadora bem-sucedida não é aquela que tem o maior volume de recursos para viabilizar empreendimentos, mas a que possui o maior estoque de terrenos. Encontrar áreas para construir na capital paulista tornou-se o maior desafio para as empresas do setor. O motivo são as rigorosas leis de <strong>compensação ambiental</strong>, consideradas as mais rígidas do país, e que, dependendo do projeto, podem encarecer demais o custo da obra.</p>
<div id="attachment_18802" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/saopaulo.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18802" title="saopaulo" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/saopaulo-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">São Paulo exige adaptação das construtoras para que novos empreendimentos possam surgir.</p></div>
<p>Hoje, antes de empreender em São Paulo, qualquer construtora precisa realizar um estudo de viabilidade ambiental. Significa verificar se vale ou não a pena construir em determinada área. Caso haja no terreno espécies nativas da Mata Atlântica ou ameaçadas de extinção, há duas saídas: abandonar o projeto ou adaptá-lo, a fim de que a área verde seja preservada. Derrubar árvores é que não pode. Primeiro, porque o embargo da obra é certo; segundo, por causa das pesadas multas aplicadas pela <strong>Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente</strong>.</p>
<p>O organismo público é hoje o mais temido pela construção civil que investe em território paulistano. Criada em 2005, ele ganhou autonomia para defender o crescimento sustentável da cidade, custe o que custar. Amparada por leis e, sobretudo, por uma fiscalização eficiente, a secretaria levou o setor a se adaptar. Em São Paulo, hoje, não se trabalha sem planejamento sustentável. Um empreendimento, antes de ser posto em pé, absorve pelo menos dois anos de estudos.</p>
<p>Segundo Enéas José Arruda Campos, presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos Municipais de São Paulo (SEAM), verticalizar cada vez mais os edifícios tem sido a solução encontrada pelas incorporadoras para equacionar questões como pouco estoque de terrenos e lei ambiental. &#8220;Com o encarecimento dos terrenos, os empreendimentos, para serem viáveis economicamente, precisam sempre ter o maior número de unidades que a lei permita, inclusive utilizando os instrumentos como a Outorga Onerosa e os CEPACs (certificados de potencial construtivo)&#8221;, explica.</p>
<p>Adotando essa estratégia, o <strong>mercado imobiliário</strong> paulistano, de acordo com dados do Secovi-SP (Sindicato de Habitação de São Paulo) cresceu a um ritmo de economia chinesa entre 2000 e 2011. Os lançamentos de apartamentos saltou de 29 mil para 37 mil por ano.  &#8220;Isso se deve à qualidade dos projetos. Atualmente São Paulo concentra os melhores projetistas do país e todos eles estão atualizados sobre as matérias do meio ambiente&#8221;, avalia Enéas José Arruda Campos.</p>
<p>O consumidor, no entanto, sente o custo deste esforço para se continuar construindo em São Paulo. O metro quadrado na cidade, dependendo da região, varia de R$ 5,5 mil a R$ 7 mil. Além disso, o desembolso de encargos tributários ao se adquirir um imóvel também cresceu. A carga da compensação ambiental no VGV (Valor Geral de Venda) de um empreendimento pode chegar a 1,5% da obra. Já o imposto conhecido como ITBI, que é recolhido à prefeitura na averbação do imóvel, teve elevação de até 50% em alguns casos. &#8220;Para que houvesse um equilíbrio nestes custos, São Paulo precisaria parar de crescer&#8221;, alerta o presidente da SEAM.</p>
<p><strong>Entrevistados<br />
<em>Enéas José Arruda Campos, presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos Municipais de São Paulo (SEAM) e Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente</em><br />
Currículo<br />
</strong>Enéas José Arruda Campos é engenheiro civil aposentado da prefeitura de São Paulo e atua como perito judicial<br />
<strong>Contato:</strong>  <a href="mailto:seam@seam.org.br" target="_blank">seam@seam.org.br</a> / <a href="mailto:svma_imprensa@prefeitura.sp.gov.br" target="_blank">svma_imprensa@prefeitura.sp.gov.br</a></p>
<p>Créditos foto: Divulgação</p>
<h5>Jornalista responsável: Altair Santos &#8211; MTB 2330</h5>
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		<title>Empresas da construção civil precisam ser resilientes (Podcast)</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 19:54:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[construção civil]]></category>
		<category><![CDATA[maiores resultados]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem se adapta melhor às pressões do dia a dia cria um diferencial de mercado e obtém resultados mais eficientes, analisa especialista. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Quem se adapta melhor às pressões do dia a dia cria um diferencial de mercado e obtém resultados mais eficientes, analisa especialista.</em></p>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<div id="attachment_18760" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Arnaldo-Mazzolin-Junior.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18760" title="Arnaldo-Mazzolin-Junior" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Arnaldo-Mazzolin-Junior-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Arnaldo Mazzolin Júnior: momento da construção civil brasileira exige que empresas sejam resilientes.</p></div>
<p><strong>Entrevistado<br />
Arnaldo Mazzolin Júnior, consultor de empresas e palestrante</strong></p>
<p><strong>Currículo</strong><br />
- Arnaldo Mazzolin Júnior é administrador de empresas e mestre em administração, com área de concentração em recursos humanos.<br />
- Participou de dezenas de cursos de especialização em desenvolvimento organizacional, gestão empresarial e qualidade.<br />
- Exerceu funções executivas na São Paulo Alpargatas, Polidura Tintas e Vernizes e Seagram.<br />
-  Atua como consultor de empresas há doze anos. Participou da fusão entre Volkswagem e Chrysler; do projeto de criação da Autolatina; da transferência da Lacta Kraft Foods; da divisão por unidade de negócios da São Paulo Alpargatas; da Polidura Tintas e Vernizes; da Seagram Industria e comércio de Bebidas; da implantação da Peugeot no Brasil; da implantação da Kia Motors no Brasil.<br />
- Participa do sucesso de empresas como WEG, SLC, Todeschini, Marcopolo, Agrale, Gerdau, Marisol, Doux-Frangosul, Jonh Deer, Springer Carrier, Dal Ponte, Klabin, entre outras.<br />
<strong><br />
Contato</strong>: <a href="arnaldo@mazzconsultoria.com.br" target="_blank">arnaldo@mazzconsultoria.com.br</a> / <a href="@arnaldomazzolin">@arnaldomazzolin</a> (Twitter)</p>
<p>Clique no <strong>player abaixo</strong> e ouça agora um resumo da entrevista. Para ouvir a entrevista na íntegra <a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Podcast_normal.mp3" target="_blank"><strong>clique aqui</strong></a>.</p>
<p>Créditos: Divulgação</p>
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		<itunes:subtitle>Quem se adapta melhor agrave;s pressotilde;es do dia a dia cria um diferencial de mercado e obteacute;m resultados mais eficientes, analisa especialista.
Por: Altair Santos
[caption id="attachment_18760" ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Quem se adapta melhor agrave;s pressotilde;es do dia a dia cria um diferencial de mercado e obteacute;m resultados mais eficientes, analisa especialista.
Por: Altair Santos
[caption id="attachment_18760" align="alignleft" width="150" caption="Arnaldo Mazzolin Juacute;nior: momento da construccedil;atilde;o civil brasileira exige que empresas sejam resilientes."][/caption]

Entrevistado
Arnaldo Mazzolin Juacute;nior, consultor de empresas e palestrante

Curriacute;culo
- Arnaldo Mazzolin Juacute;nior eacute; administrador de empresas e mestre em administraccedil;atilde;o, com aacute;rea de concentraccedil;atilde;o em recursos humanos.
- Participou de dezenas de cursos de especializaccedil;atilde;o em desenvolvimento organizacional, gestatilde;o empresarial e qualidade.
- Exerceu funccedil;otilde;es executivas na Satilde;o Paulo Alpargatas, Polidura Tintas e Vernizes e Seagram.
-nbsp; Atua como consultor de empresas haacute; doze anos. Participou da fusatilde;o entre Volkswagem e Chrysler; do projeto de criaccedil;atilde;o da Autolatina; da transferecirc;ncia da Lacta Kraft Foods; da divisatilde;o por unidade de negoacute;cios da Satilde;o Paulo Alpargatas; da Polidura Tintas e Vernizes; da Seagram Industria e comeacute;rcio de Bebidas; da implantaccedil;atilde;o da Peugeot no Brasil; da implantaccedil;atilde;o da Kia Motors no Brasil.
- Participa do sucesso de empresas como WEG, SLC, Todeschini, Marcopolo, Agrale, Gerdau, Marisol, Doux-Frangosul, Jonh Deer, Springer Carrier, Dal Ponte, Klabin, entre outras.

Contato: arnaldo@mazzconsultoria.com.br / @arnaldomazzolin (Twitter)

Clique no player abaixo e ouccedil;a agora um resumo da entrevista. Para ouvir a entrevista na iacute;ntegra clique aqui.

Creacute;ditos: Divulgaccedil;atilde;o</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Gestatilde;o,,Mercado,Imobiliaacute;rio,,Podcast</itunes:keywords>
		<itunes:author>vanda@cimentoitambe.com.br</itunes:author>
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		<title>Eficiência térmica é a maior virtude do CCA</title>
		<link>http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/eficiencia-termica-e-a-maior-virtude-do-cca/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 19:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Cimento]]></category>
		<category><![CDATA[Área Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[cimento]]></category>
		<category><![CDATA[concreto]]></category>
		<category><![CDATA[construção civil]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia]]></category>

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		<description><![CDATA[Concreto celular autoclavado foi submetido a testes pelo Cefet-MG e mostrou desempenho acima da média comparado a outros materiais. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Concreto celular autoclavado foi submetido a testes pelo Cefet-MG e mostrou desempenho acima da média comparado a outros materiais<br />
</em></p>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<p>Estudo realizado pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) revelou que o <strong>concreto celular autoclavado</strong> (CCA) apresentou o melhor desempenho térmico em comparação a outros materiais com características semelhantes. O teste usou blocos com a medida de 60 cm x 30 cm x 20 cm e painéis de 3 metros de comprimento, 0,55 metro de altura e 20 cm de espessura.</p>
<div id="attachment_18729" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/conrado_rodrigues01.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18729" title="conrado_rodrigues01" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/conrado_rodrigues01-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Conrado de Souza Rodrigues: Belo Horizonte/MG é a capital do país que mais usa o CCA em construções.</p></div>
<p>Na medição, a diferença para o ambiente externo foi de 8 graus Celsius. Além disso, o material mostrou-se uma das soluções da construção civil que apresenta melhor resistência ao fogo, podendo suportar altas temperaturas por até seis horas. Em contrapartida, o CCA equivale a 1/5 do peso do <strong>concreto armado</strong> e é, segundo a pesquisa, 30% mais leve do que a alvenaria em bloco cerâmico.</p>
<p>A pesquisa teve entre seus coordenadores o engenheiro civil Conrado de Souza Rodrigues, do departamento de engenharia civil do Cefet-MG.  Na entrevista a seguir, ele explica os resultados do estudo e quais as vantagens do <strong>concreto celular autoclavado</strong>, principalmente quando aplicado em construções habitacionais e empreendimentos como shopping centers. Confira:</p>
<p><strong>Estudo do Cefet-MG revelou que o concreto celular autoclavado (CCA) apresentou o melhor desempenho termoacústico entre outros materiais com características semelhantes. Por que isso ocorre?</strong><br />
Na verdade, nossa pesquisa priorizou o desempenho térmico do CCA. Entretanto, é muito vinculado o termo conforto termoacústico porque as características que influenciam num e noutro são as mesmas. Neste caso, verificamos que o CCA tem um desempenho térmico mais adequado do que outros materiais de construção, como blocos de concreto e blocos cerâmicos. Isso ocorre por que o CCA possui um volume muito grande de poros. Em alguns casos, essa porosidade chega a 80%. Isso oferece maior dificuldade na produção de calor, o que permite construir ambientes que demandam menos energia pelo condicionamento térmico. Tanto em regiões frias, para calefação, quanto em regiões quentes, no caso do ar-condicionado.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Na pesquisa do Cefet-MG, o concreto autoclavado foi comparado com quais outros materiais?</strong><br />
No ponto de vista de conforto térmico, fizemos ensaios comparando CCA com blocos de concreto e elementos de alvenaria de cerâmica vermelha, conhecido como bloco cerâmico.</p>
<p><strong>Para a produção de um concreto autoclavado, se exige alguma modalidade especial de cimento?<br />
</strong>O CCA tem uma química bem diferente de um concreto convencional e do cimento convencional. Então, no processo de produção do CCA,  utilizamos como uma das matérias primas o cimento, mas ele não é o único aglomerante. Usamos também cal e gesso como parte dos aglomerantes.</p>
<p><strong>Em termos de resistência, o concreto autoclavado também é um material eficiente?<br />
</strong>A resistência do CCA está vinculada à função que ele vai cumprir. É possível produzir CCA tanto para alvenaria de vedação quanto para alvenaria estrutural. A variável principal envolvida nesta escolha da classe de resistência está relacionada à quantidade de bolhas será criada no interior do material. O material estrutural, que precisa ter uma resistência mecânica mais elevada, é produzido com um teor menor de bolhas. Consequentemente, ele terá uma densidade maior e terá reduzido eu desempenho térmico. E isso é regra: quando se busca ganho de resistência mecânica, se perde no aspecto de conforto térmico.</p>
<p><strong>O concreto autoclavado é mais recomendável para áreas de vedação ou pode também ser usado em lajes?</strong><br />
No Brasil, ele é usado basicamente em vedação. Em outros países, ele tem múltiplas  funções. É usado para vedação horizontal, pisos, e até em sistemas de cobertura. Então, grosseiramente falando, ele pode ser utilizado em vários sistemas dentro da construção civil, e não só alvenaria de vedação estrutural.</p>
<p><strong>Quanto ao uso do concreto autoclavado, ele é bem difundido na construção civil brasileira?</strong><br />
Ainda não. Aqui em Belo Horizonte/MG há uma produção em alta escala de CCA. Por isso, o uso do produto é facilitado. Não é raro construções prediais, shopping centers e construções industriais  usarem o material. Só que em outras cidades brasileiras a frequência do CCA em obras não é tão intensa.</p>
<p><strong>Mas o concreto autoclavado pode ser usado em qualquer tipo de construção?</strong><br />
Como disse, construções prediais, industriais e shopping centers são empreendimentos que recebem bem o CCA.</p>
<p><strong>O uso de concreto autoclavado encarece uma obra?</strong><br />
Se formos comparar bloco de CCA com o bloco cerâmico, ele é mais caro.  Trata-se de um material com um desenvolvimento tecnológico maior e que tem um processo de produção diferenciado, notadamente quanto à cura. A cura do material, ou seja, o ganho de resistência do material é feito em autoclave, ou seja, uma panela de pressão industrial onde o material é submetido a temperaturas e pressão elevadas. Isso aumenta o custo inicial do material. Mas ao longo do tempo, esse custo se dilui. Por quê? Porque, no caso de uma construção habitacional, ela vai manter sua funcionalidade térmica por décadas, reduzindo o custo com consumo energético. Neste aspecto, o CCA é imbatível quando comparado com outros materiais.</p>
<p><strong>Onde foi criado o concreto autoclavado, quando e qual a popularidade do material fora do país?</strong><br />
É uma história extremamente interessante e que tem um paralelo muito grande com a nossa realidade da construção civil. O CCA foi desenvolvido na Suécia na década de 1920, em uma crise energética tremenda. Então, o governo sueco da época estabeleceu que os materiais de construção civil tinham de ser termicamente eficientes. Foi neste ambiente que o CCA foi desenvolvido. Ele foi patenteado na década de 1920 e se difundiu primeiro pela Europa. É interessante ressaltar que os processos de fabricação utilizados em países como França, Alemanha, Canadá, EUA, Brasil, Austrália e África do Sul seguem basicamente a mesma receita. São matérias primas com as mesmas características, processos de produção muito semelhantes e o material tem um desempenho muito parecido em diferentes regiões. Ele tem uma difusão muito grande, principalmente na Europa, onde existe a preocupação com a sustentabilidade na construção. Por isso, ele tende a se popularizar mais daqui para frente.</p>
<p><strong>Pelo potencial termoacústico do concreto autoclavado, ele é o material ideal para edifícios residenciais e comerciais?</strong><br />
Principalmente para os edifícios residenciais, e no caso dos edifícios comerciais onde haja demanda de um condicionamento térmico. A aplicabilidade dele também é interessante nas construções de shopping centers, onde o condicionamento térmico é importantíssimo.</p>
<p><strong>Entrevistado<br />
<em>Conrado de Souza Rodrigues, pesquisador e professor adjunto III do departamento de engenharia civil do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais</em><br />
Currículo</strong><br />
- Conrado de Souza Rodrigues é graduado em engenheiro civil pela Universidade Federal de Ouro Preto (1997)<br />
- É mestre e doutor em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1999 e 2004)<br />
- Foi pesquisador visitante no Departamento de Engenharia Civil e Geociências da Universidade de Tecnologia de Delft, Holanda (doutorado sanduíche, 2002) e no Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Viçosa (pós-doutorado, 2004-2005)<br />
- Atualmente é pesquisador e professor adjunto III do departamento de engenharia civil do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, onde atua nos cursos de engenharia de produção civil e mestrado em engenharia civil<br />
- É líder do grupo de pesquisa &#8220;Materiais para Construção Sustentável&#8221;, cujas atividades enfocam, principalmente: 1) Fibrocimentos sem amianto; 2) Concreto celular autoclavado; 3) Resíduos agroindustriais como adições minerais em cimentos e concretos e; 4) Bambu como componente estrutural<br />
- É membro da ABMTENC (Associação Brasileira de Materiais e Tecnologias Não-Convencionais) e compõe o comitê técnico-científico internacional dos congressos da série NOCMAT (Non-Conventional Materials and Technologies)<br />
<strong>Contato:</strong> <a href="mailto:crodrigues@civil.cefetmg.br" target="_blank">crodrigues@civil.cefetmg.br<br />
</a></p>
<p>Créditos foto: Divulgação</p>
<h5>Jornalista responsável: Altair Santos &#8211; MTB 2330</h5>
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		<item>
		<title>Mercado quer uso do FGTS em imóveis de até R$ 750 mil</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 19:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mercado Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Minha Casa]]></category>
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		<description><![CDATA[Proposta é estimulada pelo encarecimento do metro quadrado, mas governo teme que medida inviabilize habitações de interesse social. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Proposta é estimulada pelo encarecimento do metro quadrado, mas governo teme que medida inviabilize habitações de interesse social</em></p>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<p>Há um movimento em curso, acionado pelo<strong> mercado imobiliário</strong>, que propõe a revisão do teto para <strong>financiamento habitacional</strong> com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A reivindicação é que o limite seja estendido para R$ 750 mil. Em 2009, já houve um aumento. Antes, o trabalhador só podia usar o FGTS no financiamento de um imóvel se ele custasse no máximo R$ 350 mil. Hoje, o teto é de R$ 500 mil. Para que aconteça uma nova mudança neste valor, é preciso que haja autorização do Banco Central, onde o pedido encontra-se em análise técnica.</p>
<div id="attachment_18697" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Leandro-Pacifico-Souza-Oliveira.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18697 " title="Leandro-Pacifico-Souza-Oliveira" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Leandro-Pacifico-Souza-Oliveira-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Leandro Pacifico Souza Oliveira: &quot;Se houver dinheiro sobrando no FGTS, elevar o teto pode ajudar a manter o mercado aquecido”. </p></div>
<p>O <strong>mercado imobiliário</strong> alega que o custo do metro quadrado, principalmente nas grandes metrópoles do país, começa a inviabilizar a construção de alguns modelos de imóveis com o teto até R$ 500 mil. Em 2011, a valorização do metro quadrado foi de 26%, segundo o índice FipeZap, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Por outro lado, o Conselho Curador do FGTS, que é contra a elevação do teto, alega que essa medida pode inflacionar o setor imobiliário e inviabilizar programas habitacionais voltados ao interesse social, como o <strong>Minha Casa, Minha Vida</strong>.</p>
<p>No meio deste fogo cruzado está o consumidor, que na opinião da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) pode se beneficiar de um novo limite desde que haja recursos suficientes no FGTS. &#8220;A principal preocupação do Conselho Curador é ver se realmente os recursos do FGTS conseguem atender a estas demandas de imóveis de 500 mil a 750 mil, sem afetar o investimento na baixa renda, pois o principal objetivo dos financiamentos com recursos do FGTS é dar prioridade a esse setor. Então, se houver dinheiro sobrando no FGTS, elevar o teto pode ajudar a manter aquecido o mercado&#8221;, analisa Leandro Pacifico Souza Oliveira, presidente da ABMH.</p>
<p>O que está no centro deste debate é a preservação do interesse social dos programas habitacionais que recebem recursos do FGTS.  A meta é evitar que o <strong>Minha Casa, Minha Vida</strong>, por exemplo, incorra no erro que resultou no fim do BNH &#8211; banco que nasceu para fomentar habitações populares e terminou financiando construções mais caras. &#8220;O <strong>Minha Casa, Minha Vida</strong>, hoje  já não cumpre seu papel na faixa de zero a três salários mínimos. Ele está muito bem na de três a dez salários mínimos, que atende a nova classe C&#8221;, alerta Leandro Pacifico Souza Oliveira.</p>
<p>Independentemente do valor do imóvel a ser financiado, dados da Caixa Econômica Federal revelam que, de 2008 a 2011, os saques de recursos do FGTS para a compra da casa própria cresceram 57,2%. &#8220;O rendimento do fundo, por ano, gira em torno de 3% a 4%, no máximo. Já os juros do financiamento habitacional, com os mesmos recursos do FGTS, chegam a 8% ou mais por ano. Então, quem tem conta do FGTS, precisa utilizar esse dinheiro para a compra da casa própria&#8221;, recomenda o presidente da ABMH.</p>
<p>Em 2011, os financiamentos imobiliários, através da Caixa Econômica Federal, somaram R$ 67,8 bilhões, com crescimento de 15,7% em comparação a 2010. Do total de operações, as que usaram recursos da poupança somaram R$ 36,4 bilhões, enquanto as que usaram recursos do FGTS chegaram a R$ 31,4 bilhões. Para realizar o sonho da casa própria, o fundo pode ser usado nas seguintes situações: compra à vista de um imóvel, sinal na compra, lance em consórcio imobiliário, pagamento de prestações em atraso, amortização extraordinária de saldo devedor, liquidação antecipada de saldo devedor e pagamento de parte das parcelas mensais do financiamento.</p>
<p><strong>Entrevistado<br />
<em>Leandro Pacifico Souza Oliveira, presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação</em><br />
Currículo</strong><br />
Leandro Pacifico Souza Oliveira é advogado<br />
<strong>Contato:</strong> <a href="mailto:noticias@abmh.com.br" target="_blank">noticias@abmh.com.br</a> (assessoria de imprensa) / <a href="mailto:abmh@abmh.org.br" target="_blank">abmh@abmh.org.br</a> / <a href="https://twitter.com/#!/abmhnoticias" target="_blank">@abmhnoticias</a> / <a href="http://www.abmh.org.br" target="_blank">www.abmh.org.br</a><br />
<strong>Créditos foto:</strong> Divulgação</p>
<h5>Jornalista responsável: Altair Santos &#8211; MTB 2330</h5>
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		</item>
		<item>
		<title>Crescem desafios à indústria de tubos de concreto</title>
		<link>http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/crescem-desafios-a-industria-de-tubos-de-concreto/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 19:43:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado da Construção]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[mão de obra]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento básico]]></category>
		<category><![CDATA[tubos de concreto]]></category>

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		<description><![CDATA[Setor experimenta uma de suas melhores fases, mas precisa incrementar tecnologia para ampliar a produção e agregar qualidade. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><em>Setor experimenta uma de suas melhores fases, mas precisa incrementar tecnologia para ampliar a produção e agregar qualidade</em></div>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<p>Dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de <strong>Tubos de Concreto</strong> (ABTC) revelam que, após o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o investimento público em <strong>saneamento básico</strong> fez com que o setor experimentasse crescimento de até 30% no volume de produção. &#8220;Houve um  impulso grande até o ano passado (2011) e em 2012 experimentamos uma estabilidade no mercado&#8221;, cita Jean Royer, diretor de marketing da ABTC.</p>
<div id="attachment_18734" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/tubos-de-concreto11.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18734" title="tubos-de-concreto1" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/tubos-de-concreto11-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Tubos de concreto da Marco Tubos, uma das 20 maiores fabricantes do país.</p></div>
<p>O Brasil tem atualmente cinco mil fábricas de <strong>tubos de concreto</strong> catalogadas pela ABTC, onde a maioria é de pequeno e médio porte. Por isso, o setor enfrenta restrições quanto ao aporte de tecnologia e de inovações, além de problemas com a qualificação da <strong>mão de obra</strong>. &#8220;É preciso reconhecer que poucas estão bem industrializadas. Diria que umas 20 podem ser consideradas de grande porte em todo o país. A maioria ainda utiliza equipamentos obsoletos e encontra dificuldades com a <strong>mão de obra</strong>&#8220;, explica Jean Royer.</p>
<p>Para aprimorar o setor de <strong>tubos de concreto</strong>, a ABNT debruça-se para lançar novas normas e atualizar outras. Em 2007, foi revisada a NBR 8890, com versão corrigida em 2008 (<strong>Tubo de concreto</strong> de seção circular para águas pluviais e esgotos sanitários &#8211; Requisitos e métodos de ensaios). Ainda em 2008, ocorreu o lançamento da NBR 15645 (Execução de obras de esgoto sanitário e drenagem de águas pluviais utilizando-se tubos e aduelas de concreto). &#8220;São normas que procuram padronizar a fabricação dos tubos e também a instalação, para que depois de a obra feita o asfalto e a calçada não cedam&#8221;, afirma o diretor de marketing da ABTC.</p>
<p>A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tubos de Concreto se mobiliza agora  para que haja a normatização do poço de visita, algo que em outros países há décadas já existe. &#8220;Aqui no Brasil cada estado usa um modelo de poço de visita. É preciso padronizar, pois isso ajudará a agregar tecnologia ao setor. Fora do país, como na Alemanha e na Espanha, já há máquinas que mecanizam todo esse processo. Mas é preciso normatizar&#8221;, explica Jean Royer.</p>
<p><strong>Déficit grande</strong></p>
<div id="attachment_18735" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/tubos-de-concreto2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18735" title="tubos-de-concreto2" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/tubos-de-concreto2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Tubos da Premocon, de Santa Catarina: empresa defende que investir em saneamento básico é investir em saúde.</p></div>
<p>Segundo dados do Ministério das Cidades, ainda que tenha crescido o investimento público em <strong>saneamento básico</strong>, o Brasil injeta menos da metade dos recursos que deveria para zerar o déficit em 20 anos. Hoje são R$ 7 bilhões por ano, quando o valor já deveria estar em R$ 15 bilhões. Para estimular o setor, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou em 2011 o projeto Sanear É Viver. Porém, os fabricantes de <strong>tubos de concreto</strong> defendem que o <strong>saneamento básico</strong> seja desmembrado do PAC, como foi o Minha Casa, Minha Vida. &#8220;Seria preciso um PAC do <strong>saneamento básico</strong>. Não há uma cidade no país que não tenha problema nesta área. Os governos precisam entender que o dinheiro gasto em <strong>saneamento básico</strong> é na prática um investimento em saúde futura&#8221;, avalia Fabian Silveira de Moraes, da Premocon, uma das maiores do setor na região sul do país.</p>
<p>Saiba mais sobre saneamento básico no Brasil: <strong><a href="http://www.esgotoevida.org.br/saude_saneamento.php " target="_blank">Clique aqui</a></strong><br />
<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Entrevistados<br />
<em>Jean Royer, diretor de marketing da ABTC, e Fabian Silveira de Moraes, presidente da Premocon<br />
</em>Currículos<br />
</strong>- Jean Royer é diretor de marketing da ABTC, diretor-presidente da Marco Tubos e engenheiro industrial.<br />
- Fabian Silveira de Moraes é engenheiro civil e presidente da empresa Premocon Artefatos de Concreto Ltda.<br />
<strong>Contatos:<a href="mailto: jean@marcotubos.com.br" target="_blank"> </a></strong><a href="mailto: jean@marcotubos.com.br" target="_blank"> jean@marcotubos.com.br</a> / <a href="mailto:tubos@marcotubos.com.br" target="_blank">tubos@marcotubos.com.br</a> / <a href="mailto:premocon@promocon.com.br" target="_blank">premocon@promocon.com.br<br />
</a><strong>Créditos foto:</strong> Divulgação</p>
<h5>Jornalista responsável: Altair Santos &#8211; MTB 2330</h5>
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		<title>Brasil desperta para a fiscalização de obras</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 19:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado da Construção]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[construção civil]]></category>
		<category><![CDATA[CREA]]></category>
		<category><![CDATA[manutenção predial]]></category>
		<category><![CDATA[vistorias]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a assistência do sistema Confea/CREA, proliferam leis municipais para combater irregularidades e o exercício ilegal da profissão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com a assistência do sistema Confea/CREA, proliferam leis municipais para combater irregularidades e o exercício ilegal da profissão</em></p>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<p>Os desastres ocorridos recentemente nas cidades do Rio de Janeiro/RJ e em São Bernardo do Campo/SP fizeram os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia despertarem para a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa dos empreendimentos ao longo de suas vidas úteis. Pelo menos nas principais capitais brasileiras têm surgido propostas de leis para que as <strong>vistorias técnicas</strong> sejam regulamentadas. A maioria dos CREAs reivindica que o poder público os habilite a fiscalizar e lhes permita aplicar multas – hoje uma atribuição exclusiva das prefeituras.</p>
<div id="attachment_18718" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/joel_kruger.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18718 " title="joel_kruger" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/joel_kruger-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Joel Krüger, presidente do CREA-PR: &quot;Somos parceiros nesta ação por entender a necessidade da manutenção periódica das edificações”. </p></div>
<p>A primeira cidade do Brasil a adotar esse modelo foi Balneário Camboriú, em Santa Catarina, com a lei nº 2805/2008. O município, que tem o maior número de arranha-céus por quilômetro quadrado do país, tornou obrigatória as <strong>vistorias periódicas</strong>, fazendo com que a fiscalização seja cada vez mais rigorosa conforme os edifícios forem envelhecendo. A medida inspirou o estado de Santa Catarina a elaborar um projeto de lei com características semelhantes, e que engloba também os prédios públicos, além de servir de base para uma proposta que tramita no Senado Federal (PL 491/2011) o que pode dar amplitude nacional a ela.</p>
<p>No Paraná, a primeira cidade a ter uma legislação que obrigue <strong>vistorias técnicas</strong> nas edificações deve ser Curitiba. O CREA-PR atuou como parceiro na elaboração do projeto de lei nº 005.00012/2012, que desde 30 de janeiro de 2012 tramita na Câmara Municipal. &#8220;Esse projeto dispõe sobre a realização de <strong>vistorias técnicas</strong> periódicas e manutenção preventiva das edificações. Somos parceiros nesta ação por entender a necessidade da manutenção periódica das edificações&#8221;, explica o presidente do Conselho, Joel Krüger, que recentemente lançou o programa de excelência do CREA-PR, voltado para a <strong>manutenção predial</strong>.</p>
<p>O texto do projeto de lei curitibano determina que a primeira <strong>vistoria técnica</strong> deverá ocorrer contando o prazo de cinco ano, a partir da data de expedição do certificado de vistoria de conclusão de obras ou da ocupação do imóvel, e uma nova <strong>vistoria técnica</strong> e novo laudo técnico deverão ser realizados a cada cinco anos. As edificações existentes há mais de cinco anos terão o prazo de 15 meses a contar da data de sanção da lei para a realização da primeira <strong>vistoria técnica</strong>.</p>
<p>O projeto também prevê que os responsáveis pelas edificações deverão providenciar, no prazo definido no relatório ou laudo técnico, a recuperação, manutenção, reforma ou restauro necessário. A multa ao estabelecimento ou ao profissional responsável que não cumprir algum item, conforme o documento, será no valor de R$ 5 mil, dobrando a cada reincidência. A meta é tentar diminuir drasticamente o número de obras irregulares, principalmente as que não contam com profissionais habilitados para conduzi-las, além de dar ao município poder de polícia administrativa para que ele possa embargar construções e punir irregularidades.</p>
<p>Em 2011, no Paraná, o CREA promoveu perto de 50 mil fiscalizações em edificações e em serviços vinculados à construção civil, priorizando o exercício ilegal da profissão. Os dados revelaram que 67% das obras no Estado tinham algum tipo de irregularidade. &#8220;O conselho vem tratando com rigor esta questão da qualificação dos profissionais e levamos nossa preocupação ao legislativo municipal para contribuir de forma participativa com o projeto de lei”, finalizou Joel Krüger.</p>
<p>Leia mais sobre o assunto: <a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/vistorias-periodicas-impediriam-desastres-no-rj-e-em-sp/" target="_blank">Clique aqui</a></p>
<p><strong>Entrevistado<br />
<em>Joel Krüger, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-PR)</em><br />
Currículo</strong><br />
- Possui graduação em engenharia civil pela Universidade Federal do Paraná (1984) e mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1995)<br />
- Tem dois cursos de especialização: didática no ensino superior e gestão técnica do meio urbano, promovidos pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e pela Universite de Technologie de Compiegne, na França<br />
- Atualmente é professor adjunto da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, aonde ocupa o cargo de Coordenador do Curso de Engenharia Civil<br />
- Ocupou o cargo de Diretor no Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge-PR)<br />
- Tem experiência profissional na área de Engenharia de Transportes, com ênfase em Planejamento e Organização do Sistema de Transporte, atuando principalmente nas áreas de mobilidade urbana, acessibilidade e logística<br />
- Tem experiência de mais de 12 anos como diretor tesoureiro e presidente da Comissão de Acessibilidade do CREA-PR<br />
- É presidente do CREA-PR na gestão 2012-2014<br />
<strong>Contato:</strong> <a href="mailto:comunicaçao@crea-pr.org.br" target="_blank">comunicaçao@crea-pr.org.br</a> (assessoria de imprensa)</p>
<p><strong>Créditos foto:</strong> Divulgação/CREA-PR</p>
<h5>Jornalista responsável: Altair Santos &#8211; MTB 2330</h5>
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		<title>Norma populariza parede de concreto moldada “in loco&#8221;</title>
		<link>http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/norma-populariza-parede-de-concreto-moldada-in-loco/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 19:51:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cimento Itambé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Concreto]]></category>
		<category><![CDATA[Área Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[construção civil]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Minha Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Minha Vida]]></category>
		<category><![CDATA[paredes de concreto]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a publicação da ABNT NBR 16055, expectativa é que em 2012 sejam executadas 200 mil unidades com esse modelo construtivo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com a publicação da ABNT NBR 16055, expectativa é que em 2012 sejam executadas 200 mil unidades com esse modelo construtivo</em></p>
<h5>Por: Altair Santos</h5>
<p>Em vigor desde maio de 2012, a NBR 16055:2012 (<strong>Parede de concreto</strong> moldada &#8220;in loco&#8221; para a construção de edificações &#8211; Requisitos e Procedimentos) surge para popularizar a tecnologia. Antes da norma, empresas que empregavam esse método construtivo precisavam se submeter às diretrizes do Sistema Nacional de Aprovações Técnicas (Sinat) para obter o Documento de Avaliação Técnica (DATec). A partir de agora, isso tornou-se dispensável e o modelo de construção passa a ser igual a outros já convencionais. &#8220;Antes da norma, já existia uma força produtiva intensa. A partir da NBR 16055, a expectativa é que o mercado de construtoras absorva ainda mais a tecnologia e ela ganhe mercado&#8221;, analisa o engenheiro civil Arnoldo Wendler, que foi o coordenador da nova norma.</p>
<div id="attachment_18685" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Arnoldo_Wendler.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-18685" title="Arnoldo_Wendler" src="http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/wp-content/uploads/2012/05/Arnoldo_Wendler-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Arnoldo Wendler: criação da NBR 16055:2012 levou um ano e envolveu 50 especialistas.</p></div>
<p>Livre das limitações burocráticas que cercam tecnologias inovadoras, o sistema de <strong>paredes de concreto</strong> moldadas &#8220;in loco&#8221;, através de fôrmas removíveis, pode ser utilizado por qualquer construtora que tenha mão de obra qualificada. Segundo Arnoldo Wendler, que é consultor da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) e da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), o treinamento básico é simples. &#8220;Pode ser feito, inclusive, com pessoas que não têm experiência anterior na construção civil. Para formar o que a gente chama de montador leva 15 dias. Neste sistema, não existe a figura de pedreiro ou servente. Todos são montadores de fôrmas e para uma turma nova entrar no ciclo de produção (desformar, formar e concretar) leva cerca de um mês&#8221;, garante.</p>
<p>Pela facilidade da execução do sistema, comparativamente à alvenaria convencional, a expectativa do setor é que o programa <strong>Minha Casa, Minha Vida</strong> se beneficie amplamente da tecnologia, sobretudo em sua etapa 2 &#8211; voltada para habitações de interesse social. &#8220;O sistema traz significativa agilidade a uma construção muito comum no <strong>Minha Casa, Minha Vida</strong>, que são prédios de quatro pavimentos. Se no concreto armado, a estrutura e o fechamento é feito em até seis meses, e se na alvenaria estrutural faz-se em dois meses, em paredes de concreto você demora dez dias. Com isso, custos diretos e indiretos da obra diminuem brutalmente&#8221;, diz o coordenador da norma NBR 16055, que levou um ano para ser elaborada e publicada e envolveu o trabalho de 50 especialistas.</p>
<p>Desde que a nova norma de fato impulsione o sistema de <strong>paredes de concreto</strong> moldadas &#8220;in loco&#8221;, através de fôrmas removíveis, Abece e ABCP estimam que a produção de unidades habitacionais construídas através da tecnologia pode quadruplicar em 2012. Hoje, produz-se no país 50 mil. A expectativa é que feche o ano em 200 mil. Além disso, a projeção é também multiplicar por três o número de empresas especializadas neste modelo construtivo. Neste caso, as atuais 20 passariam para 60 em todo o Brasil.</p>
<p><strong>Resumo da NBR 16055</strong></p>
<p>A norma se aplica às paredes concretadas com todos os elementos que farão parte da construção final, tais como detalhes de fachada (frisos, rebaixos), armaduras distribuídas e localizadas, instalações (elétricas e hidráulicas) quando embutidas, além de considerar as lajes incorporadas ao sistema por solidarização com as paredes, tornando o sistema monolítico (funcionamento de placa e membrana).</p>
<p>A normalização leva em consideração um edifício construído em <strong>paredes de concreto</strong> de até cinco pavimentos, com lajes de vão livre máximo de 4 m e sobrecarga máxima de 300 kgf/m², que não sejam pré-moldadas. Além disso, o piso máximo da construção deve ser de até 3 m e as dimensões em planta de no mínimo 8 m.</p>
<p>De acordo com o documento, as paredes de cada ciclo construtivo de uma edificação são moldadas em uma única etapa de concretagem, permitindo que, após a desforma, as paredes já contenham, em seu interior, vãos para portas e janelas, tubulações ou eletrodutos de pequeno porte, além de elementos de fixação para coberturas.</p>
<p><strong>Entrevistado<br />
<em>Arnoldo Wendler, engenheiro civil, coordenador da NBR 16055 e consultor da Abece e da ABCP</em><br />
Currículo</strong><br />
- Graduado em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1977)<br />
- Possui pós-graduação em  engenharia de estruturas pela mesma universidade<br />
É engenheiro titular da Wendler Projetos, desde 1980<br />
<strong>Contato:</strong> <a href="mailto:franca@wendlerprojetos.com.br" target="_blank">franca@wendlerprojetos.com.br</a></p>
<p>Créditos foto: Divulgação</p>
<h5>Jornalista responsável: Altair Santos &#8211; MTB 2330</h5>
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