Projeto criado na Universidade Federal de São Paulo adapta apartamentos às pessoas com mais de 60 anos
Novos empreendimentos começam a propor construções que levem em conta as necessidades da terceira idade. Isso surge em função da demanda, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta que, até 2025, a população brasileira terá cerca de 32 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos. Pensando nesse público, e em seu potencial de compra, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Tecnisa, desenvolveu o projeto “Construindo com Consciência Gerontológica”.
O trabalho foi conduzido por um grupo multidisciplinar, formado por professores da universidade, arquitetos, engenheiros, gerontólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, e consiste em adaptar plantas às normas de acessibilidade da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O resultado prático criou menos escadas e mais rampas; facilitou o acesso às piscinas; implantou fechaduras invertidas e pisos opacos e antiderrapantes nos banheiros; eliminou os cantos vivos e tornou mais largas as áreas de circulação e os vãos das portas.
A coordenadora do projeto foi a gerontóloga Naira Dutra Lemos, da Unifesp, que levou em consideração os dados do Sistema Único de Saúde (SUS), que aponta que as quedas em ambientes domésticos lideram as estatísticas de acidentes envolvendo pessoas da terceira idade. “O índice é tão alto que a Organização Mundial da Saúde já criou o Dia Mundial de Ação contra Quedas, que é em abril, exatamente para combater ambientes que ofereçam risco para os idosos. Então, uma das preocupações do projeto foi atentar para os pisos antiderrapantes, sobretudo nos banheiros”, afirmou a médica.
Naira Dutra Lemos chama a atenção para o fato de que o programa “Construindo com Consciência Gerontológica” não inviabiliza que idosos e jovens convivam no mesmo imóvel adaptado para a terceira idade. “O projeto é útil também para quem têm crianças pequenas, e hoje é muito comum em uma casa ou em um apartamento residirem um senhor ou uma senhora de 70, 80 anos e uma criança de 3, 4 anos”, diz.
A gerontóloga elenca as principais reclamações dos idosos com relação às habitações:
* Prédios baixos, de até cinco andares, pecam pelo excesso de escadas e a ausência de rampas e elevadores.
* Algumas edificações, sobretudo as mais antigas, não possuem rampas que deem acesso à entrada do prédio. Neste caso, um idoso ou um cadeirante sente muitas dificuldades para ingressar no imóvel.
* Vãos das portas estreitos, que dificultam o tráfego interno de um idoso que, por ventura, precise do auxílio de um andador, cadeira de rodas ou até mesmo bengala.
* Banheiros sem pisos antiderrapantes e com poucos pontos de apoio, como barras de segurança, principalmente na área do banho.
* Ambientes com iluminação precária, que facilitam os tropeços, esbarrões e, consequentemente, as quedas.
* Portas com fechaduras sem alça, o que dificulta o apoio e o manuseio.
A especialista avalia que a nova preocupação das construtoras com a terceira idade tem a ver com um novo posicionamento do mercado. No Brasil, já é comum pessoas com idade acima de 60 anos continuarem plenamente ativas e com renda média até superior aos mais jovens. “A medicina evoluiu, a tecnologia evoluiu e o idoso também evoluiu. Ele hoje é tão consumidor quanto um adulto de 30 anos. Por isso, passou a exigir acessibilidade adequada e habitações adaptadas a ele”, diz Naira Dutra Lemos, lembrando que o idoso já enfrentar condições difíceis quando sai de casa, com calçadas irregulares, e o mínimo que pode exigir é que a construção civil lhe ofereça conforto em casa.
Entrevistada: Naira Dutra Lemos: nairadutra@uol.com.br
Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
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Olá,
Acompanho o Itambé Empresarial ha anos e leio tudo o que me enviam.
Tenho 32 anos e a minha grande preocupação é chegar aos 80 sem quebrar os ossos do corpo.
Porque tenho essa preocupação?
Porque foi depois que a minha avó quebrou uma perna no banheiro após um banho que ficou doente sua resistencia diminuiu muito, com o passar dos meses ficou de cama e não se recuperou e mais a frente perdemos a vovó.
Minha casa é quase reta ao chão e foi devido a observar a casa da vovó com as rampas, escadas os altos e baixos, falta de apoio e tambem outras casas que construi a minha assim.
Bela iniciativa sei que vai ser aceita sendo que precisamos de conforto e segurança em casa já que passamos o maior tempo das nossas vida no trabalho..
Obrigada e boa sorte a Iniciativa;
Maristela Reis
Sou Profissional da Arquitetura, um Solutions Designer, me preocupo muito com a acessibilidade, seja ela para Idosos, ou portadores de necessidades especiais, porém nunca deixo de sugerir, ao redecorar um imovel ou construir, bem como projetar, este tipo de segurança, como pisos anti-derrapantes, barras de segurança, e outros itens inerentes ao assunto, pois podemos receber independentemente de nossa situação fisica, outras pessoas com tais dependencias, portanto seria de bom tom, tomarmos estes cuidados, preventivamente, o que muito facilitaria à todos. E parabens por tal iniciativa que muito engrandece o nosso meio.
ROBERTO DOMINGUES
“Solutions Designer”
“Self-Taught”
Bahia
Enfim, alguém inteligente está pensando na 3ª idade. Tenho 58 anos e há muito procuro um imóvel com tais características.
Parabéns!
Gostaria muito de saber se um imóvel como esse para terceira idade é caro, quanto custa e se posso comprar na planta como um imóvel comum. Nesta etapa da vida claro que não faço questão de localização, quer dizer mais ou menos.