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Publicado por: Cimento Itambé em 20 de outubro de 2009

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Itambé e Concrebras apresentam curiosidades do concreto no 51º Congresso Brasileiro do Concreto

Conheça algumas particularidades do concreto no Brasil e no mundo

Créditos: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé e Engª Naguisa Tokudome – Assessora Técnico Comercial Itambé

CAREPACAREPA
Resíduo resultante da oxidação do aço em seu processo de produção.
Local da Produção: CHARQUEADAS/RS
Utilização: Substituição de parte da areia para a fabricação de piso intertravado (Paver)
Densidade: 2.451 kg/m3
Massa Específica: 5.410 kg/m3   

CIMENTO PORTLAND CP III (NBR 5735)CIMENTO PORTLAND CP III (NBR 5735)
Cimento Portland obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland com escória granulada de alto-forno.
Local da Produção: EM TODO BRASIL, EXCETO NA REGIÃO SUL.
Utilização: Concreto e argamassa em geral.
Com adição de escória de alto-forno, resultante do tratamento de minério de ferro em siderúrgicas, tem teores compreendidos entre 35% e 70% da massa total. Oferece ótima proteção em ambientes agressivos e na mitigação das reações álcali-agregado.
Densidade:  1.120 kg/m3
Massa Específica:  3.030 kg/m3   

CIMENTO PORTLAND CP IV (NBR 5736)CIMENTO PORTLAND CP IV (NBR 5736)
Cimento Portland obtido pela mistura homogênea de clínquer Portland com materiais pozolânicos.
Local da Produção: REGIÃO SUL DO BRASIL
Utilização: Concreto e argamassa em geral.
Com adição de cinza pozolânica, resultante da queima de carvão em usinas termoelétricas, tem teores compreendidos entre 15% e 50% da massa total. Oferece ótima proteção em ambientes agressivos e na mitigação das reações álcali-agregado.
Densidade:  1.400 kg/m3
Massa Específica:  2.820 kg/m3    

MICA XISTOMICA XISTO
Mineral de silicato de potássio hidratado que é britado e com boa resistência para uso no concreto.
Local da Produção: GOIÂNIA/GO
Utilização: Como material componente do concreto, agregado graúdo e miúdo.

PÓ DE CONCHAS DE MARISCO E OSTRAPÓ DE CONCHAS DE MARISCO E OSTRA
Pó resultante da moagem de conchas de moluscos lavados e secos.
Local da Produção: BIGUAÇU/SC
Utilização: Substituição de parte da areia para a fabricação de blocos e pisos intertravados (Paver)
Densidade:  1.390 kg/m3

SEIXO BRITADOSEIXO BRITADO
Material obtido pela britagem de seixo de rio.
Local da Produção: JOINVILLE/SC
Utilização: Em concreto de forma geral, inclusive com altas resistências.
Densidade:  1.300 kg/m3
Massa Específica:  2.600 kg/m3   

AGREGADO LEVE DE CINZA POZOLÂNICAAGREGADO LEVE DE CINZA POZOLÂNICA
Reino Unido (Inglaterra)
A matéria prima deste agregado é a cinza pozolânica, resíduo das termoelétricas. O material é produzido por meio de peletização. São colocados água e cinza na “panela de peletização”, especialmente projetada para este processo e são formados péletes redondos (grãos). Estes são aquecidos numa fôrma sintética à temperatura entre 1000ºC e 1250ºC. O resultado é um material granular duro com estrutura interna alveolar, o que o torna um agregado leve. Os péletes são processados para adquirir a classificação requerida de acordo com a utilização final. Este agregado leve possui aproximadamente metade do peso de um agregado natural e quando aplicado no concreto, pode reduzir mais de 25% do peso morto enquanto mantém a performance estrutural requerida. Permite a fabricação de longas vigas em balanço ou peças com seções menores.

CASAS TEMPORÁRIAS EM FIBROCIMENTOCASAS TEMPORÁRIAS EM FIBROCIMENTO
África do Sul
Em 15 de janeiro de 2005, um incêndio se espalhou rapidamente na comunidade de Joe Slovo na Cidade do Cabo e deixou cerca de 3.800 pessoas desabrigadas. As famílias foram relocadas para o Delft TRA – Área de Relocalização Temporária, onde casas de diferentes materiais foram construídas. O principal material utilizado foi uma placa de fibrocimento (sem amianto) e cerca de 60 unidades foram entregues por dia. Uma pesquisa foi realizada com 41 moradores relocados e 54% se mostraram satisfeitos com as novas casas. Nos depoimentos, relataram que proporcionam melhor proteção contra intempéries, incêndios e melhores construídas se comparadas com as casas antigas. A insatisfação é em função do baixo isolamento térmico principalmente no inverno. Estas novas habitações respeitam uma organização que limita a distância de 2 metros entre uma construção e outra.

CONCRETAGEM EM LOCAL QUENTECONCRETAGEM EM LOCAL QUENTE
Qatar
O projeto de ampliação de porto de Ras Laffan contemplou a construção de 21 km de quebra-mar com aproximadamente 18 milhões de toneladas de rochas e 2.5 milhões de metros cúbicos de concreto. Uma particularidade de trabalhar no Golfo, são as condições climáticas com altas teperaturas e grandes variações durante o dia. Isto exigiu medidas preventivas para a concretagem como a limitação da influência do calor sobre a resistência. Foi estabelecido que o diferencial de temperatura da massa do concreto não poderia ser maior que 25ºC no momento da concretagem. Para atender esta exigência, foram criados sistemas de refrigeração para o agregado graúdo, água e cimento (resistente a sulfatos – moderado). O cimento foi resfriado através da utilização do gás nitrogênio, a brita com água gelada e ao invés de substituir a água de amassamento por flocos de gelo, foi optado usar água gelada.

CONSTRUÇÃO DE ESCOLA EM CONCRETO COM BAMBUCONSTRUÇÃO DE ESCOLA EM CONCRETO COM BAMBU
Ghana
De acordo com estudos do Inbar – International Network for Bamboo and Rattan, é estimado que ao redor do mundo, mais de 1 bilhão de pessoas vivem em casas de bambu. Estas construções são baratas, fáceis de aplicar e, se receberem tratamento adequado são duráveis. Para a construção da escola, o bambu foi empregado primeiramente como pilarete. Parte dele foi preenchido com concreto e fixado no piso com o auxílio de barras de aço previamente instalados. Depois, foi utilizado como “armadura” em toda as paredes para dar sustentabilidade. Uma tela hexagonal galvanizada foi colocada na parte externa das paredes para evitar a retração da argamassa. Após chapar a parede dos dois lados, o desempeno e acabamento foram realizados de forma convencional.
 

PAVIMENTO RÍGIDO RUGOSO PARA LOCAIS COM NEVEPAVIMENTO RÍGIDO RUGOSO PARA LOCAIS COM NEVE
Bélgica
Trata-se de um procedimento para tornar o concreto do pavimento rígido mais áspero ou rugoso. A idéia é evitar derrapagens de veículos por ocasião de nevascas que ocorrem em boa parte do ano. O projeto e a execução do pavimento são feitos de forma convencional, bem como o tipo de concreto utilizado neste tipo de obra e a forma de aplicação com máquina pavimentadora. A primeira diferença ocorre já na fase de acabamento com a aplicação de um aditivo retardador de pega na superfície lisa do concreto. O objetivo é retardar o endurecimento apenas superficial. A aplicação em seguida de filme plástico para a cura do concreto também é feita normalmente. No dia seguinte, ainda com o concreto com pouca resistência devido à ação do retardador, um equipamento de texturização remove a camada superficial, criando uma superfície áspera e antiderrapante.
Este processo também é utilizado na Áustria mas com o objetivo de reduzir o ruído causado pelo atrito entre pneu e pavimento.

REINSTALAÇÃO DO PAVERREINSTALAÇÃO DO PAVER
Holanda
Woonerfs ou woonerven é uma rua ou grupo de ruas onde pedestres e ciclistas possuem preferência legal ao invés dos carros. Muitas destas ruas na Holanda são de paver e algumas estão localizadas abaixo do nível do mar.  Consequentemente, o subleito assenta e cria a necessidade de elevar a base entre 15 a 30 centímetros no período de 5 a 10 anos. O processo consiste na remoção dos pavers, adição de uma nova camada de areia e reinstalação dos mesmos pavers.

Publicado por: Cimento Itambé em 2 de setembro de 2008

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Origem do Cimento

A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. Os romanos chamavam esses materiais de caementum, termo que originou a palavra cimento.

O engenheiro John Smeaton, por volta de 1756, procurava um aglomerante que endurecesse mesmo em presença de água, de modo a facilitar o trabalho de reconstrução do farol de Eddystone, na Inglaterra. Em suas tentativas, verificou que uma mistura calcinada de calcário e argila tornava-se, depois de seca, tão resistente quanto as pedras utilizadas nas construções.

Coube, entretanto, a um pedreiro, Joseph Aspdin, em 1824, patentear a descoberta, batizando-a de cimento Portland, numa referência à Portlandstone, tipo de pedra arenosa muito usada em construções na região de Portland, Inglaterra. No pedido de patente constava que o calcário era moído com argila, em meio úmido, até transformar-se em pó impalpável. A água era evaporada pela exposição ao sol ou por irradiação de calor através de cano com vapor. Os blocos da mistura seca eram calcinados em fornos e depois moídos bem finos.

Poucos anos antes, na França, o engenheiro e pesquisador Louis Vicat publicou o resultado de suas experiências contendo a teoria básica para produção e emprego de um novo tipo de aglomerante: o cimento artificial.

Aquele produto, no entanto, exceto pelos princípios básicos, estava longe do cimento Portland que atualmente se conhece, resultante de pesquisas que determinam as proporções adequadas da mistura, o teor de seus componentes, o tratamento térmico requerido e a natureza química dos materiais.

O cimento Portland desencadeou uma verdadeira revolução na construção, pelo conjunto inédito de suas propriedades de moldabilidade, hidraulicidade (endurecer tanto na presença do ar como da água), elevadas resistências aos esforços e por ser obtido a partir de matérias-primas relativamente abundantes e disponíveis na natureza. A criatividade de arquitetos e projetistas, a precisão dos modernos métodos de cálculo e a genialidade dos construtores impulsionaram o avanço das tecnologias de cimento e de concreto, possibilitando ao homem transformar o meio em que vive, conforme suas necessidades. A importância deste material cresceu em escala geométrica, a partir do concreto simples, passando ao concreto armado e finalmente, ao concreto protendido. A descoberta de novos aditivos, com a sílica ativa, possibilitou a obtenção de concreto de alto desempenho (CAD), com resistência à compressão até 10 vezes superiores às até então admitidas nos cálculos das estruturas.

Obras cada vez mais arrojadas e indispensáveis, que propiciam conforto, bem-estar – barragens, pontes, viadutos, edifícios, estações de tratamento de água, rodovias, portos e aeroportos – e o contínuo surgimento de novos produtos e aplicações fazem do cimento um dos produtos mais consumidos da atualidade, conferindo uma dimensão estratégica à sua produção e comercialização.

Publicado por: Cimento Itambé em 1 de setembro de 2008

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Publicado por: Cimento Itambé em 1 de setembro de 2008

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Publicado por: Cimento Itambé em 1 de setembro de 2008

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